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quarta-feira, 9 de junho de 2010

O BALÉ SEDUTOR (Prof. Rita Alonso)










Certa vez ouvi uma história muito interessante sobre um sujeito que passava sempre por uma rua com uma vila de casas a caminho do trabalho. 


E nesta mesma rua, à tardinha, quando ele retornava para casa olhou para dentro de uma das casas e lá no fundo viu a silhueta de uma jovem que parecia fazer um balé com tal suavidade e leveza que o encantou profundamente. Ao lado uma professora que lhe corrigia o bailado.


A dança fascinante se repetia por todas as tardes à mesma hora e o rapaz ficava cada vez mais impressionado e atraído, a ponto de aguardar ansiosamente as tardes da semana só para assistir aqueles pequenos segundos de balé de braços sedutores e oníricos que tanto o seduzia… 

Mesmo que por poucos segundos eram braços que balançavam no ar como Durga, a deusa indiana de muitos braços se agitando no ar como a dizer: -Venha, venha, venha para mim…

Uma cortina fina e branca na janela atrapalhava sua plena visão da jovem, impossibilitando que conhecesse a face da juvenil dançarina. 


Mas era preciso conhecê-la, pois se sentia totalmente atraído e apaixonado. Era preciso abrir-lhe o coração e contar sobre seu amor verdadeiro.


Fantasiou o dia que entraria a primeira vez por aquela porta, sentaria naquele sofá da sala logo atrás da cortina aguardando os pais da moça para finalmente pedi-la em casamento.

Alguns meses depois um amigo foi visitar-lhe e o rapaz sentiu enorme vontade de dividir com ele aquele segredo que não mais cabia em seu coração.

Esperou a hora mais conveniente, que foi após o jantar. Pegou o colega pelo braço e começou contando-lhe que finalmente conhecera o amor. 
Que ainda platônico e cheio de receios e medos pensava num modo de aproximar-se de sua bailarina que desconhecia ser comprometida ou não.

 Levou o companheiro até em frente à casa da amada e ao contar-lhe a história, entre constrangimento e decepção, quase não acreditou na sonora gargalhada que ouviu do amigo:

-Você está louco rapaz, aí é a casa da minha tia. Ela é costureira e o que você vê todas as tardes não passa de um manequim.

Muita gente vive desta forma: fantasiando e enfeitando a realidade. 


E perde-se o ponto do que é realidade e o que é fantasia. Talvez porque criar um mundo irreal seja muito mais bonito e perfeito daquele que se tem.


E vai se vivendo pela vida a fora entre este dois mundos. Entre o real e o irreal.

Lembrei-me de uma frase que li não sei exatamente onde mas que dizia assim: 


Fantasiar é da nossa natuza, compartilhar é um delicioso ato de coragem e transformá-las em realidade não é para desavisados!


Prof. Rita Alonso é escritora

2 comentários:

ritadecassia disse...

Rita Alonso! primeiramente, seu texto é muito interessante, segundo, eu sou Rita e fantasio todos os dias a presença do meu filho Alonso, que está no céu. Também sou escritora. Cheiros, Rita de Cássia.

Anônimo disse...

Nome: maíra barbosa

E-mail: mairabarbosa43@yahoo.com.br

Cidade: leme do prado

Estado: MG

Mensagem: Tenho 18 anos, sou estudante de Ciências Econômicas, apaixonada por ciência, história, direito, literatura, computação, economia e tecnologia. Eu gostaria de epedir que me enviassem títulos concedidos como cortesia, gosto muito de ler e ficaria muito agradecida se me ajudarem. Meu endereço: Nome: Maíra Barbosa Rua Rafael de Souza, Acauã, Leme do Prado-MG Cep 39655-000