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sexta-feira, 26 de março de 2010

III FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE TEATRO DE SÃO PAULO

Lima Duarte e Denise Fraga abrem no Memorial da América Latina a Mostra Principal, que exibirá montagens nacionais e de Portugal, Espanha, Cuba, México, Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai

São Paulo – O inédito monólogo O Ator, escrito por Chico de Assis especialmente para a interpretação de Lima Duarte, e a premiada produção brasileira de A Alma Boa de Setsuan, com Denise Fraga, abrem na segunda-feira, dia 8, a Mostra Principal do III Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo (Festibero), que até o dia 14 terá programação dupla no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados nas bilheterias a partir das 13 horas.

Também com entrada gratuita, a Mostra Paralela oferecerá uma viagem no tempo com montagens inspiradas nos tempos áureos do circo-teatro. Os espetáculos, sempre às 18 horas, serão apresentados pelo Circo de Teatro Tubinho, na lona montada ao lado do anfiteatro principal. As mesas de debates serão coordenadas por Analy Alvarez, presidente da Apetec, enquanto Chico de Assis dirigirá a oficina de dramaturgia.

Idealizado em 2008, nesta edição o organizador do Festibero, Fernando Calvozo, também diretor artístico da Fundação Memorial, inovou ao criar uma comissão de curadores com nomes importantes da dramaturgia nacional: Lima Duarte, Paulo Betti e a diretora teatral Elvira Gentil. A esse time se juntaram o produtor paulista Walter Malta, o diretor português José Leitão e a uruguaia Glória Levy, que participou da escolha dos grupos teatrais da região do Mercosul.

Novidades e homenagens

A Mostra Principal do III Festibero reúne, além do monólogo de abertura com Lima Duarte, 15 montagens – sete nacionais e oito estrangeiras com espetáculos diários às 19h e 21h, exceção dos dias 11 (quinta-feira) e 13 (sábado). No dia 11 a programação começa no Circo Tubinho às 18h com a apresentação do monólogo Tom Pain – uma obra baseada em nada, do grupo mexicano Entre Piernas. Explica-se: na peça do norte-americano Will Eno o ator fica uma hora em cima de um grande bloco de gelo – o que pede um clima intimista e um palco em que platéia e personagem estejam na mesma linha horizontal de visão.

Em Balada de um palhaço, no sábado às 18 horas, o espetáculo, também no Circo Tubinho, é o complemento da homenagem ao autor do texto, Plínio Marcos, que morreu há 10 anos. Pouco antes, às 17 horas, o jornalista e escritor Oswaldo Mendes lança o livro Bendito Maldito – Uma biografia de Plínio Marcos.

O Festibero é uma rara oportunidade de se ver espetáculos e companhias que dificilmente viriam ao Brasil, como o grupo cubano Argos, que traz Final de Partida, de Samuel Beckett. Ou os peruanos do Kolmifó Teatro, que prometem empolgar com o texto explosivo de La Importância Del Abrazo. Ou, ainda, a companhia portuguesa Kind of Black Box, que vai contar a história de três astronautas perdidos no espaço.

Do grande elenco de autores, diretores, atores e atrizes que passarão pelo palco do Auditório Simón Bolívar, um dos destaques entre os brasileiros é o grupo TAPA, que apresentará As Viúvas, texto de Arthur Azevedo.

A direção é da atriz Sandra Corveloni, que ganhou a Palma de Ouro de 2008 em Cannes. Atração e novidade vem com o espetáculo do Rotunda – grupo de teatro profissional pioneiro no interior de São Paulo. A peça de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão, dirigida pela conceituada Teresa Aguiar, marca a estréia da jornalista e ex-apresentadora de telejornais da Rede Globo, Valéria Monteiro.

Se na abertura o público terá o privilégio de ver o talento e a experiência de dois atores como Lima Duarte e Denise Fraga, o último ato do III Festibero não deixará por menos. No palco, Norival Rizzo encarna O Homem das Cavernas, um dos mais badalados espetáculos do panorama teatral em 35 países, já visto por mais de 8 milhões de pessoas.

Serviço

III Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo
De 8 a 14 de Março
Auditório Simon Bolívar
Entrada Gratuita (Não recomendado para menores de 12 anos)
Ingressos: a partir das 13h nas bilheterias

Programação
Mostra Principal
8 de março - segunda-feira - Brasil
20h30 – A abertura oficial – Aud. Simón Bolívar.
21h00 - Monólogo "O Ator", de Chico Assis, com Lima Duarte, São Paulo, Brasil – Aud. Simón Bolívar.
21h30 - "A Alma Boa de Setsuan", de Bertolt Brecht, com Denise Fraga, Brasil – Aud. Simón Bolívar.
9 de março - terça-feira - Uruguai e Argentina
19h00 - "Rodando", Buenos Aires, Argentina - Aud. Simón Bolívar
21h00 - "Los Padres Terribles", Montevideo, Uruguai - Aud. Simón Bolívar
10 de março - quarta-feira - Peru e Brasil
19h - "As Viúvas", de Arthur Azevedo, Grupo Tapa, Brasil - Aud. Simón Bolívar
21h - "La importancia del abrazo", Cia. Komilfó Teatro, Lima, Peru - Aud. Simón Bolívar
11 de março, quinta-feira - México e Colômbia
18h - "Tom Pain", Entre Piernas Produciones, Cidade do México, México, Praça da Sombra/Circo Tubinho
19h - "Tu Ternura Molotov", Cia. Fundacion Teatro Nacional, Bogotá, Colômbia – Aud. Simón Bolívar
21h - "A Tempestade e os Mistérios da Ilha" Santa Estação Cia. de Teatro, Porto Alegre, Brasil – Aud. Simón Bolívar

12 de março - sexta-feira - Cuba e Brasil
19h - "Sonho de uma noite de verão", Grupo Rotunda, Campinas – Aud. Símón Bolívar
21h - "Final de Partida", Cia. Argos Teatro, Havana, Cuba – Aud. Simón Bolívar
13 de março - sábado - Espanha e Brasil
18h - "Balada de um Palhaço", Cia. Arte & Fatos, Goiás, - Circo do Tubinho
19h - "As troianas – Vozes da Guerra" , Núcleo Experimental, São Paulo, Brasil – Aud. Simón Bolívar
21h - "Gris Mate , Cia. Katu Beltz, Países Bascos, Espanha – Aud. Simón Bolívar
14 de março - domingo - encerramento - Portugal e Brasil
19h - "Homem das Cavernas", São Paulo, Brasil – Aud. Simón Bolívar
21h - "Lost in Space", Cia. Kind of Black Box, Portugal – Aud. Simón Bolívar

Mostra paralela
Horário: 18h
9 de março - terça-feira
"A canção de Bernadete" - Cia. Circo Teatro Tubinho - SP - Brasil
10 de março - quarta-feira
"O Ébrio" - Cia Circo Teatro Tubinho - SP - Brasil
12 de março - sexta
"Marcelino Pão e Vinho" - Cia Circo Teatro Tubinho - SP - Brasil
14 de março - domingo
"Tubinho Baixa Macho" - Cia Circo Teatro Tubinho - SP – Brasil
Oficina de Dramaturgia com Chico de Assis
Sábado, 13 de março, das 12h30 às 15h30
Informações e inscrições: 3823.4787 (festiberoteatro@gmail.com)

Debates
Mesa 1 : quinta-feira, 11 de março, às 16h, Sala dos Espelhos
Tema: As escolas de teatro melhoram o nível dos atores da nova geração?
Debatedores: Lígia Cortez, atriz e diretora teatral
Zé Carlos Andrade, professor
Rodolfo Garcia Vasques, diretor teatral
Convidado internacional: Pilar Nunes, presidente da Rede Latino Americana de Produtores Culturais Independentes, de Lima, Peru.

Mediador: Lucia Capuani, professora e diretora teatral
Mesa 2: sexta-feira, 12 de março, às 16h, Sala dos Espelhos
Tema: As tendências da nova dramaturgia

Debatedores:
Samir Yasbek, diretor teatral
Chico de Assis, mestre em dramaturgia
Ênio Gonçalves, ator, autor e diretor teatral

Convidado internacional:
Glória Levy, professora e diretora teatral do Uruguai
Mediadora: Analy Alvarez, presidente da Apetesp e diretora teatral

Mesa 3: sábado, 13 de março, às 16h, Sala dos Espelhos
Tema: Viabilidade das produções alternativas

Debatedores:
Alexandre Mate, professor
Efren Colombani, produtor cultural
Atílio Bari, ator e diretor teatral

Convidado internacional:
José Leitão, diretor teatral e coordenador do Festival Fazer a Festa, Porto, Portugal
Mediadora: Elvira Gentil - Diretora Teatral

Assessoria de Imprensa
Textos/Produção/Edição
Daniel Pereira/Eduardo Rascov/BarbonieBorges
Gerência de Comunicação: Sircarlos Parra Cruz
11 3823 4600 – memorialcomunica@gmail.com

terça-feira, 23 de março de 2010

MORENA DO MAR (Thaís Matarazzo)

As morenas do mar já foram cantadas por tantos poetas e compositores, as morenas brasileiras, as morenas lusitanas...

O povo português é muito sentimental. Em 1938, o cantor Francisco Alves musicou esses versos de Luiz Iglésias: Dizem todos que a saudade / nasceu lá em Portugal / Eis por que tal gente há de / sofrer sempre desse mal / Mas eu creio com firmeza nessa / expressão verdadeira: / Se a saudade é portuguesa / a esperança é brasileira...

Diz-se que a saudade foi alcunhada pelos portugueses nos tempos das grandes navegações; o vocábulo descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. A saudade é extensa, extenso também é o mar... Aqui no Brasil tivemos um grande compositor baiano que soube muito bem cantar o mar e as saudades... Dorival Caymmi.
Sua música tem o verdadeiro tempero brasileiro, é difícil encontrar palavras para expressar o encanto de sua obra, que tem como principal característica às belezas e tradições culturais da Bahia e, especialmente, o mar, o compositor trouxe misteriosas histórias de pescador para a nossa música, e também, uma das mais belas e originais influências africanas na cultura brasileira.


Em Morena do Mar, interpretada por Nara Leão, é possível ouvir todo o lirismo e nostalgia de Caymmi: Ô morena do mar / Oi eu, ô morena do mar / Ô morena do mar / Sou eu que acabei de chegar / Ô morena do mar / Eu disse que ia voltar / Ah, eu disse que ia chegar, cheguei / Para te agradar / Eu trouxe os peixinhos do mar, morena / Para te enfeitar eu trouxe as conchinhas do mar / As estrelas do céu, morena / As estrelas do mar / As pratas e o ouros de Iemanjá...

Do Brasil vamos retornar a Portugal, onde tantos poetas e compositores também cantaram o mar, o amor e a saudade, quantos...

a terra lusa nos enviou um mimo: uma voz quente, admirável, que emite notas musicais langorosas que flutuam à deriva do mar, da saudade, da canção... às vezes essa voz é serena e azul, em outras ocasiões bravia e misteriosa... é a voz da fadista Adélia Pedrosa, nascida na praia de Pedrogão, em Leiria, Portugal. É filha, neta e bisneta de pescadores.
Mas, assim como Dorival Caymmi, Adélia traz na voz e na arte qualquer coisa que caracteriza os sons do mar, a nostalgia d’além mar, da sua ditosa pátria, que deixou aos doze anos, quando veio para o Brasil em companhia de seus avós adotivos.

Sua primeira platéia foi uma colônia de pescadores do Caju, no Rio de Janeiro. Sua especialidade são o fado e a canção portuguesa. Não demorou muito para que seu talento chegasse ao Rádio, sua estréia se deu no Programa dos Astros, de Joaquim Pimentel, na Rádio Vera Cruz, do Rio de Janeiro.

O sucesso veio chegando e os degraus da glória também. A partir da década de 1960 cantou por todo o Brasil, esteve em Buenos Aires, e claro, em Portugal. Na cidade de São Paulo, foi sócia-proprietária de um famoso e tradicional restaurante típico: Adega Lisboa Antiga, por onde passaram grandes nomes do fado.

Em sua homenagem José Maria Rodrigues compôs o fado Maria do Mar, nada mais representativo para a voz de Adélia. De Joaquim Pimentel, seu padrinho artístico e grande amigo, ganhou a música Garota da Beira Mar, que diz:

Nasci na beira do mar / crie-me junto da praia / as ondas vinham beijar / a barra da minha saia / Em noites de lua cheia / ouvindo as ondas a bater / o mar rolando na areia / até parecia dizer: / Ai canta, canta / garota da beira mar / O teu destino teu fado / é viver sempre a cantar...


Adélia é legenda da música portuguesa, Caymmi da música brasileira, mas o traço comum dos dois são as paixões pela música e pelo mar.



*Thais Matarazzo é jornalista e pesquisadorada da nosa Música Popular Brasielria

Fotos: Divulgação

quinta-feira, 18 de março de 2010

MIS PROMOVE MOSTRA DE CARTAZES D0 CINEMA PARANAENSE

O Museu da Imagem e do Som, órgão da Secretaria de Estado da Cultura, realiza mostra de cartazes de cinema paranaense no Centro Europeu de 19 de março a 30 de abril de 2010. São 26 cartazes que traçam um panorama do cinema paranaense no século XXI.

A exposição intitulada Cinema Paranaense no Século XXI, tem curadoria de Sandra Faria e Tiomkim, e já foi exposta anteriormente na cidade da Lapa. "Este início de século vem demonstrando um grande dinamismo na produção cinematográfica paranaense, desde trabalhos ficcionais a trabalhos documentais e de animação, nos mais diversos formatos.

É uma geração de cineastas que, como anteviu Francisco Alves dos Santos, está situando o nosso cinema no cenário nacional", explica a diretora do MIS, Stefanie Freiberger.

Os cartazes selecionados exibem as produções dos cineastas Geraldo Pioli, Beto Carminatti, Estevan Silvera, Nivaldo Lopes, Paulo Munhoz, Arnoldo e Paulo Friebe, Paulo Betti, Clóvis Bueno, Heloisa Passos, Marina Willer, Fernando Kinas, Marcos Jorge, Josina Melo, Guto Pasko, Tulio Viaro, Moacir David, Pedro Merege, Tiomkim, Marcos Sabóia, Joba Tridente, Eloi Pires Ferreira, Fernando Severo e Gil Baroni.

Serviço: Cinema Paranaense no Século XXI. Mostra de cartazes do cinema paranaense. Na inauguração haverá degustação de vinhos portugueses da Vinícola Félix Rocha com apresentação do sommelier Cesar Augusto de Oliveira Loureiro. Abertura sexta-feira, dia 19, às 18h30, no Espaço Centro Europeu (Rua Brigadeiro Franco, 1700). Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos sábados das 8h às 17h. A exposição permanece até o dia 30 de abril e têm entrada franca.

Secretaria de Estado da Cultura

Assessoria de Imprensa
(41) 3321 4844
imprensa@seec.pr.gov.br / www.cultura.pr.gov.br

domingo, 14 de março de 2010

DONA ANA (Guel Brasil)

       Dona'Ana negra miúda,
       Com um coração de gigante
       Que mal cabia em seu peito;
       Mãe, avó, bisavó, parteira
       E foi negra parideira,
       Desassistida em seu leito.

                       Com alforria de nascença,
                       Pela lei do ventre livre
                       Maldizia a escravidão;
                       Era de pouca estatura
                       Mas de uma formosura,
                       Que estonteava patrão.

               Negrinha de seios fartos,
               Mãe de leite da senzala
               Era orgulho de sinhá;
               Seu leite era disputado
               E até filhos bastardo,
               Vinham nela se fartar.

                       Dos quinze filhos que teve
                       Pelas senzalas da vida,
                       Apenas um conheceu;
                       Os outros foram tirados
                       Noutras senzalas criados,
                       Para o desalento seu.

               Foi a negra matriarca
               Do quilombo Suçuarana,
               Que tanto orgulho lhe deu;
               Cinco gerações passaram
               Doces lembranças ficaram,
               Quando Dona' Ana morreu.

*Miguel França Sampaio (Guel Brasil) é poeta

quinta-feira, 11 de março de 2010

ESTUDO DO CARÁTER PEDAGÓGICO DA MEDICINA SOB A ÓTICA DO MÉDICO E DO PACIENTE

Pesquisador estuda o caráter pedagógico da medicina sob a ótica do médico e do paciente. Na área da saúde coletiva, a educação e a comunicação andam juntas no cuidado para a educação tanto de profissionais como de pacientes, de modo a contribuir para a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

Antonio Pithon Cyrino trata desse aspecto em seu livro Entre a ciência e a experiência: uma cartografia do autocuidado no diabetes, lançado pela Editora Unesp. Nele, o especialista em medicina preventiva analisa o caráter pedagógico das práticas de saúde a partir dos depoimentos tanto dos profissionais da área quanto de seus pacientes.

O estudo toma como base empírica o tratamento da diabetes mellitus de tipo 2 - geralmente desenvolvida em adultos entre 40 e 69 anos e que acomete mais de 5 milhões de pessoas só no Brasil. Por ser uma doença que vem se tornando mais comum à medida que a população no mundo todo se torna mais velha e devido aos padrões de vida das grande cidades que tornam os indivíduos mais sedentários, a análise de pacientes com esse tipo da doença reforça ainda mais a validade da pesquisa de Cyrino.

Ao longo de seis capítulos, o autor faz uma revisão das principais discussões acerca da relação entre a educação e a comunicação em saúde, bem como revisa criticamente a literatura a respeito da educação para o autocuidado no diabetes produzidas nos últimos 20 anos. Quanto à análise empírica, Entre a ciência e a experiência traz a descrição, discussão e análise do material coletado a partir de entrevistas com especialistas da área - sejam eles os diabetólogos ou os diabéticos - colocando em debate o conhecimento teórico-prático e os "saberes da experiência".

Isso porque, segundo a especialista em saúde pública Lilia Schraiber, "a despeito do desenvolvimento teórico e aplicado do campo da educação, suas práticas nos serviços de saúde estão ainda aderidas a modelos inadequados para lidar com a complexidade de problemas com que nos defrontamos atualmente". A análise dos métodos utilizados no tratamento e prevenção da diabetes junto aos pacientes faz de Entre a ciência e a experiência um livro de referência para todo profissional de saúde.

Sobre o autor - Antonio Pithon Cyrino possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de
Jundiaí (1982), além de mestrado e doutorado em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo, concluídos em 1993 e 2005, respectivamente. Editor da revista

Interface: Comunicação, Saúde, Educação e professor-assistente doutor da Unesp, é diretor do Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da Unesp, câmpus de Botucatu.

Título: Entre a ciência e a Experiência: uma Cartografia do Autocuidado no Diabetes
Autor: Antonio Pithon Cyrino
Páginas: 230
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 38
ISBN: 978-85-7139-978-5

Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 ou pelos sites: www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br

domingo, 7 de março de 2010

CURUMIM (Maria Eduarda)

Sou um índio guerreiro

Pequenino mas valente
Uso arco e flecha
E um colar de dente.

Na natureza me distraio
Dentre as árvores eu vivo
Nunca me perco na mata
Me desvio do perigo.

Os animais são os meus amigos
Macaco, papagaio ou leão
Todos vivem em harmonia
Dentro do meu coração.

Você também se quiser
Pode ser um curumim
Basta que respeite as matas
Igualzinho a mim!

*Maria Eduarda é poetisa de Machado-MG

ESTRANHO AMOR (Maria Eduarda)



Este estranho amor
Que vive em meu coração
Quer saber o porquê
De tanta confusão.

Já não presto atenção
No mundo ao redor de mim
Já não faço nada em vão
Já pensei se você gosta de mim.

Tudo que eu mais quero
É ver você aqui
Jogado em meus braços
Dizendo:"Me leva daqui!"

Eu só quero você
Eu só sei te querer
Mil desculpas adiantadas
Nunca quis te ofender.

*Maria Eduarda é poetisa de Machado-MG

quarta-feira, 3 de março de 2010

URUBU GIGANTE É ATRAÇÃO EM SÍTIO DE ELÓI MENDES (MG)

Acredite se quiser!

O maior URUBU do BRASIL também é nosso.

Em tempos de grandeza nós não perdemos pra ninguém. Depois do maior Cristo Redentor, agora foi a vez do maior urubu.



Recentemente o Sr. Luís Felicione contruiu em seu sitio o símbolo da torcida Rubro-Negra, pesando mais de 300Kg e medindo 1,5 metros de altura, por 3 metros de largura. Segundo luís, foi a maneira que encontrou para homenagear o Clube de Regatas Flamengo e sua torcida eloiense.



A próxima construção será de um mosquitão tamanho família, para simbolizar o MUTUCÃO.



Veja a "estátua do maior urubu do mundo" anexo.

terça-feira, 2 de março de 2010

OS PECADOS DO HAITI (Eduardo Galeno)



A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental. Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. O artigo é de Eduardo Galeano.
A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca idéia de querer um país menos injusto.

O voto e o veto
Para apagar as pegadas da participação estadunidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito com um voto sequer.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:

– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

O álibi demográfico
Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:

– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.

A tradição racista
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".

O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das Leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".

Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".

A humilhação imperdoável
Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos tinham conquistado antes a sua independência, mas meio milhão de escravos trabalhavam nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém comprava do Haiti, ninguém vendia, ninguém reconhecia a nova nação.

O delito da dignidade
Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar conseguiu reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma idéia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pênis. A essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perda por haver cometido o delito da dignidade.

A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

*Eduardo Galeno é colunista do site: http://www.cartamaior.com.br

Fonte:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16342

PAC, CARNAVAL, CONGRESSO E AQUECIMENTO GLOBAL... (Lailton Araújo)

Já é fevereiro e os tambores e tamborins dão o ritmo certo do enredo do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, perdido no marasmo, movido à energia do álcool combustível, ex-menina dos olhos de ouro de Brasília Teimosa. A estrela do momento chama-se pré-sal. Estrela pré-histórica aos olhos de quem procura energia limpa para o planeta e salgada demais para a exploração. Alguém já colocou nas planilhas governamentais, o custo da aventura na exploração do petróleo, nas camadas submarinas?

Nos corredores do Planalto Central, chegam as primeiras informações da homenagem ao vice-presidente José Alencar – homem que tem lições de vida pra ensinar e vender. O tema do momento nos bastidores do Congresso Nacional é o mesmo: corrupção. As eleições estão aquecidas... O aquecimento global virou coadjuvante nos debates quentes de quem tem (ou não) culpa no cartório!

Nas estradas danificadas por chuvas de verão, a inflação é dominada pela mão de ferro do Banco Central. Nos portos e aeroportos, a pirataria faz do amado e idolatrado Brasil, a terra das bananas açucaradas, já que dispomos de vasta tecnologia e solo para o plantio da cana-de-açúcar, colheita, e subprodutos recheados de velhos problemas do campo - principalmente a monocultura. Somos chiques e repetitivos nos modelos ultrapassados e maldosos de desenvolvimento.

Na área social, os ventos do Atlântico Norte trazem boas notícias! Seremos a quarta ou quinta potência econômica em 2020. A inclusão social será algo real? Tomara que a infra-estrutura não seja - apenas - movida a álcool (aguardente mesmo), melaço de cana, biodiesel ou perna de cobra!

Na economia do país, espera-se um crescimento de 3% a 5%... É um cálculo abstrato e futurista para a nação das oportunidades desperdiçadas e da fé inabalável. O jogo do bicho é algo do passado. A tecnologia da informática é brasileira... As loterias estaduais, federais e outras formas de jogatina trazem mais arrecadações aos cofres públicos. 

A distribuição dos impostos, na forma de benfeitorias para população é vergonhosa. Quem viver verá com os olhos das tv’s de plasma, tv digital, blogs retratando o cotidiano, e aparelhos celulares desvendando o verdadeiro capitalismo: pagamos uma das maiores tarifas do mundo. É progresso para ninguém botar defeito ou duvidar da capacidade brasileiríssima de sambar, assobiar, chupar cana e ainda alimentar a sede de energia dos automóveis americanos e europeus. E de brinde: o Brasil contribui para o não aquecimento global. Tem presidente brincando de Fórmula Indy!

Restam algumas barreiras para o pulo do gato: enchentes, bóias frias, diarréia na população, água contaminada, baixos salários, tráfico de drogas, casas construídas nos mananciais, desmatamento e queima das florestas. Mas, o PAC é grandioso e ambicioso! Tomara que as letras não fiquem invertidas nos pequenos terremotos tupiniquins. 

Se acontecer o previsto pela natureza dos pessimistas ou realistas, o PAC se tornará PCA - Programa de comprometimento Administrativo. E o famoso samba Aquarela do Brasil (Ary Barroso) será tocado em forma de choro - melhor ainda: na forma de blues. Criíticas são apenas detalhes no enredo da Escola de Samba PAC, neste carnaval... Tem presidente brincando de Fórmula Indy! 

*Lailton Araújo

QUANDO PENSAR INCOMODA (Antônio Francisco Cãndido)



 Comumente é amplamente cômodo e viável para as pessoas em geral, sermos obedientes, educados e nada questionarmos. Aplicando essa linha de raciocínio à cultura, ao esporte, à religião e principalmente à política, convenhamos: Pensar e questionar é altamente incômodo? 

Determinadas regras, conceitos e segmentos nos foram passados e para muitos assim necessita continuar sendo, seja por interesse próprio, de grupos factóides ou mesmo por conveniência. É  natural uma pessoa que tenha o hábito da leitura ser mais questionadora, conhecedora dos fatos (não a dona da verdade), ter um vocabulário mais rico e abrangente e discordar de determinados fatos ou histórias que  surgem e querer explicações mais lógicas e inerentes aos fatos ocorridos, pois simples explicações e tentativas de tapar o sol com a peneira como dizemos na linguagem popular, não sana as dúvidas dos mesmos.  

Vivemos em uma sociedade globalizada, onde compramos muitas vezes o que nos oferecem e não o que realmente queremos e necessitamos. Os Meios de Comunicação Social (MCS), exceções à parte, ditam as regras e obedecemos como se tudo fosse ou estivesse um mar de rosas, quando a realidade é ampla e completamente diferente do que oficialmente prega-se, assiste-se ou temos contato no dia-a dia. 

Caso você participe de uma associação, um movimento social ou trabalhe seja no serviço público ou privado e começa a notar inadequações relativas ao ambiente, pode acreditar: Você será uma pedra no sapato de muitos e ficarão de olho em você. Pensar incomoda. Questionar então nem é bom falarmos!  

Ao falar em obediência e educação, não disse que tenhamos ou devamos agir pela emoção, o que é explicável em determinadas situações, pois como seres humanos temos emoções e sentimentos. Quanto a educação não é sermos arredios e agressivos a valores de fino trato com o próximo, a família e a sociedade em geral. 

Refiro-me a questionarmos verdades impostas, valores ditados e propagandas maquiadas, como se condissessem com a realidade nua e crua e nada tentamos fazer para mudar tais conceitos. Atitudes simples, modestas e honestas podem levantar e quebrar enormes tabus e trazer a realidade e a verdade onde lhes é cabível. 

Nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que vemos e ouvimos é digno de crédito. Um detalhe simples e humilde é respeitarmos, todavia, o outro é acreditarmos. Cabe a cada um o direito de acreditar e mesmo questionar. 

As aparências enganam dizia o saudoso Papa João XXIII e quem vive apenas de aparências quando cair à realidade pode ser que venha a sofrer uma profunda e angustiante decepção. O tempo é o senhor da razão.   

*Antônio Francisco Cândido
Funcionário Público Lotado em Pouso Alegre
 e-mail: candidok1917@yahoo.com.br 

Esse texto fo publicado no site:
http://www.jornaldacidadeonline.com.br/listagem_artigos.aspx?cod=38


  

2º AMOSTRA "EXPRESSÃO FEMININA" COM AS ARTISTAS DE PARAGUAÇU-MG

A Prefeitura Municipal de Machado, através da Secret.de educ.Cultura e Lazer e a CASA DA CULTURA, convidam:

2ª Edição da Mostra "Expressão feminina" com as artistas Paraguaçuenses.

Adelaide Pereira Bueno
Angela Silva Santos
Elisabete Gonzaga Rocha
Marilda Rodrigues Paiva Prado
Marlene Auxiliadora Castilho Carneiro
Rita Souza Dias
Sônia Maria de Souza Pedro

Homenagem "Expressão Feminina" pelo "Dia Internacional da Mulher"

"A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova." - (Tolstoi, Léon)

Aberura:08/03/2010 às 19h30min na Casa da Cultura, com apresentação musical das pianistas Maria Teresa Andrade Costa e Maria Thereza Garcia.

Venha nos visitar

No período de 08/03 a 26/03/2010 das 8h às 11h e das 13h às 17h
de 2ª a 6ª feira

Rua João Miguel da Silva, 64 - Centro - Machado/MG
Fone: (35) 3295.6757

Conto com sua divulgação

Agradecida

*Rosa Maria Signoretti Araújo
Gerente da Casa da Cultura de Machado-MG

TUCUMÁN: UM PAINEL DA PROVÍNCIA ARGENTINA NO PARANÁ


Uma das regiões mais charmosas da Argentina, a província de Tucumán, poderá ser conhecida pelo público paranaense no mês de março com uma mostra de artes plásticas, fotografia, dança, música e gastronomia.

O evento Tucumán no Paraná no Bicentenário da Argentina acontecerá entre os dias 19 e 21 na Secretaria de Estado da Cultura, Canal da Música e Museu Paranaense. Estão previstas exposições, apresentações musicais, dança e degustação de bebidas e pratos típicos, com entrada franca.

A secretária de Cultura do Paraná, Vera Mussi, acertou os detalhes do evento esta semana numa reunião com o Secretário de Relações Internacionais de Tucumán, José Vitar (a sua esquerda na foto) e a equipe da SEEC e de Tucumán formada (na ordem da foto da esquerda para direita) por Rosemeire Odahara Graça (assessora), Santiago Martin Gallo (CODESUL), Alf Vivern (diretor do MAC), Susana Robles (arquiteta Tucumán), Mauricio Guzman (Tucumán), Eliana Moro Réboli (coordenadora), e Santiago Giobellina, (Tucumán).

Secretaria de Estado da Cultura

Assessoria de Imprensa
(41) 3321 4844
imprensa@seec.pr.gov.br / www.cultura.pr.gov.br

A EQUIPE QUE PREFERIU MORRER DO QUE PERDER (Prof. Rita Alonso)


A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.

Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- “Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado”, exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - “Heil Hitler!”, gritaram - “Fizculthura!”, uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas: “Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo”. Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev.
Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

* Prof. Rita Alonso é profissional em Recursos Humanos
 
Postado em 23 de novembro de 2009 · por Profª. Rita Alonso Cultura ·

"O MINUTO E A CIDADE" (FESTIVAL DO MINUTO)

O vídeo é o pincel, o lápis, o cinzel e, mesmo, o cinema do século 21. O vídeo circula pela internet como meio de convocação, de simples comunicação ou de pura expressão. É um modo da criação e da descoberta de si, do outro, da vida e do mundo. Laboratório sem limites da invenção sem fronteiras, é também uma privilegiada praça pública de discussão.

Em 2009, o Festival do Minuto trouxe para o MASP a exposição 1000 minutos de 80 países. Em 2010, propomos uma reflexão sobre a CIDADE.

A cidade era uma solução, está virando um problema. E quanto maior a cidade, maiores os problemas. Morar, deslocar-se, trabalhar, sonhar, amar: tudo pode transformar-se em pequenas aventuras, às vezes trágicas.

Nosso humor e paciência são desafiados a cada segundo quando circulamos pelo espaço público. Excesso de água, de carros, de gente e uma montanha de outros excessos em todos os cantos aumentam significativamente nossos índices de frustração e diminuem significamente a qualidade de nossas relações e das coisas que podemos fazer juntos na cidade. Montanhas de excessos e montanhas de carências interpõem-se entre a idéia de Cidade e cada um de seus habitantes. E, no entanto, a cidade é nossa realidade...

Na grande galeria de arte contemporânea do MASP, que um dia já foi chamada de hall cívico, vídeos selecionados do acervo do Festival serão exibidos como modo de estimular e convidar as pessoas a realizarem seus próprios vídeos-respostas sobre a cidade. A idéia da interatividade é, aqui, central - tanto quanto a da exposição que, enquanto se realiza, cresce com a participação daqueles mesmos que a vêem. Ver e fazer estão em convergência.

Os melhores vídeos-respostas serão integrados semanalmente à exposição, num monitor destacado. E haverá um prêmio especial para o melhor dentre todos os vídeos enviados ao longo do evento.

Os vídeos devem ter duração máxima de 60 segundos, incluindo créditos. Devem ser enviados para o site

www.festivaldominuto.com.br

até o dia 2 de abril de 2010. O vídeo vencedor será exibido na exposição a partir do dia 7 de abril.

*Marcelo Masagão
Criador e curador do Festival do Minuto

*Teixeira Coelho
Curador-coordenador do MASP

SÓ CULTURA.COM (Guilherme Said)

Filosofia, história, ciência, literatura, espiritualidade, arte, economia, marketing...e muito mais!

Lançado em dezembro de 2000, o SóCultura.com constitui-se em um projeto voltado para a disseminação da cultura em suas múltiplas formas, através da elaboração, edição e divulgação de conhecimentos voltados para a reflexão, para a crítica e para o debate dos principais temas que percorrem as sociedades do mundo atual.

Localizado em Fortaleza, no Ceará, o Portal possui colaboradores em vários Estados do Brasil, sendo constantemente acessado por pessoas de várias idades e profissões, tais como administradores, economistas, universitários, professores, estudantes, sociólogos, filósofos, escritores e artistas.

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D) Oportunidades: estamos buscando colaboradores para participar dos nossos canais culturais, como colunistas, críticos literários e articulistas.

SóCultura.com

*Guilherme Said
guilherme@socultura.com
 

Portal Cultural e Livraria On-Line
Fortaleza-CE-BRASIL

O ESMAGAMENTO DA CULTURA PORTUGUESA NO BRASIL ( Cláudia Tulimoschi))

Estamos aqui para dar uma notícia que muito nos entristece.

No ano que completaria 68 anos de existência e também no ano do centenário de nascimento de seu criador, o “Programa Joaquim Pimentel”, transmitido pela Rádio Bandeirantes no Rio de Janeiro, chega ao fim.

Para quem não sabe, Joaquim Pimentel foi poeta, fadista, ator, radialista, escreveu sucessos como “Só Nós Dois”, gravado por grandes nomes da música portuguesa como Tony de Matos e também no Brasil por Nélson Gonçalves, Ângela Maria, Fafá de Belém, entre outros.

O programa iniciou suas transmissões na Rádio Vera Cruz em 17 de outubro de 1942 e desde a morte de seu criador, em 1978 era transmitido na Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro, sempre aos domingos, pelo amigo e também fadista e poeta Antonio Campos, e pela também fadista Hélia Costa.

Um programa extremamente conhecido e que durante uma boa época teve até show de calouros, com platéia sempre lotada. Foi berço artístico de grandes nomes da música portuguesa como Adélia Pedrosa, Sebastião Robalinho e Antonio Campos.

E justamente numa época em que tanto se comemora a amizade entre Brasil e Portugal, até com escolas de samba promovendo essa união, por trás da alegria, a tristeza de radialistas, artistas, pessoas que vivem há anos lutando para manter viva a cultura portuguesa no Brasil.

O fim do “Programa Joaquim Pimentel” é um marco lamentável, que nos mostra que a verdade é que a cultura portuguesa no Brasil está agonizando. E o pior e mais vergonhoso, o programa está acabando por falta de patrocínio, assim como também o “Programa Seleções Portuguesas - Show da Malta”, apresentado por Oliveira Nunes, e mais outros dois programas.

Só no início deste ano de 2010 quatro programas terão suas transmissões encerradas e um outro terá seu horário reduzido por falta de apoio financeiro.

Fica aqui uma pergunta: não há um fundo destinado a promover a cultura portuguesa no mundo? Se há, porque não é utilizado para apoiar esses e outros programas? E os senhores empresários que comemoram lucros cada vez maiores advindos da parceria Brasil Portugal, vão ficar mais pobres incentivando a cultura?

Enquanto nas décadas de sessenta a oitenta víamos aqui no Brasil o sucesso de programas televisivos como “Caravela da Saudade”, “Todos Cantam sua Terra”, “Show da Malta”, “Portugal sob o Mesmo Céu”, “Imagens de Além Mar”, e também radiofônicos como “Júlio Pereira”, “Joaquim Pimentel”,” Irene Coelho”, e mais uma dezena deles, além de casas de fado no Rio, São Paulo e Nordeste, a partir dos anos noventa tudo vem acabando, pouco a pouco.

Os programas de TV não existem mais, artistas portugueses que vivem no Brasil não mais são convidados a participar de programas brasileiros como antes, são esquecidos até pela própria colônia, em suas próprias casas. Casas de fado foram fechando uma a uma, programas de rádio acabando. Tem algo muito errado acontecendo. Porque enquanto isso, você liga a TV portuguesa ou a rádio portuguesa e só ouve música brasileira. Casas de shows em Portugal lotadas com artistas brasileiros. Onde está a reciprocidade?

Há a desculpa que a imigração de portugueses para o Brasil vem diminuindo, que não há mais tantos portugueses e que os que aqui vivem estão velhos. Será? Mas e daí? Só português é que gosta de fado, só português é que gosta de Portugal? Uma desculpa no mínimo duvidosa, sem nenhum fundamento. Se assim fosse também não teríamos músicas americanas tocando nas rádios.

Artistas e radialistas vivem mendigando auxílio de seus próprios patrícios aqui no Brasil para sobreviverem. E na grande maioria das vezes nada conseguem. Percebe-se que o interesse pela cultura é nenhum, o que interessa mesmo é o lucro . Ninguém vai tomar nenhuma providência? Fica aqui o apelo aos órgãos responsáveis pela cultura portuguesa e aos empresários, que valorizem nossa cultura, que mostrem que se importam.

Porque agora que querem tornar o fado patrimônio da humanidade, perguntamos: é assim que tratam o vosso patrimônio? Não é possível que nossa cultura seja assim desprezada. Há centenas de empresários portugueses que vivem no Brasil, investindo maciçamente,e que com certeza devem patrocinar outras atividades, na maioria das vezes nenhuma ligada a Portugal. Façam alguma coisa. Tenham orgulho de sua cultura e de seu país. Não deixem que a música portuguesa no Brasil viva só de lembranças.

E a responsabilidade é nossa! Os brasileiros amam Portugal e as coisas de Portugal, nós é que não estamos nos dando valor. É hora de fazermos alguma coisa. Mas nada de discursos, festas, homenagens, e outras atitudes meramente hipócritas, precisamos de ações concretas. Nossos radialistas, artistas, as pessoas que promovem a cultura portuguesa no Brasil, precisam de dinheiro, de investimentos, de espaço e de respeito. É tão pouco para vocês , e significa tanto para eles.

O último programa Joaquim Pimentel foi ao ar no último dia dia 28 de fevereiro, às 12 horas na radio Bandeirantes a AM do Rio de Janeiro. Mas ao contrário de um ser humano ele pode renascer, sempre há tempo de se fazer algo. Mexa-se quem puder e tiver o mínimo de consciência, e quem tem ou teria a obrigação de promover a cultura portuguesa no mundo.

Desculpem o desabafo, mas não podemos mais nos calar com injustiças como essa acontecendo. Sei que muitos me criticarão, pois bem, mas que não o façam apenas com palavras, mostrem o que vêm fazendo efetivamente pela cultura portuguesa no Brasil.
 
Por Cláudia Tulimoschi, locutora do "Cardápio Cultural"
São Paulo - fevereiro/2010