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sexta-feira, 13 de maio de 2011

POETA, O QUE É POETAR?

Poetar é revelar comportamentos poéticos. É um eu lírico construindo poemas. É criar e reagir ao que lê,vivendo. É movimentar os sentimentos, a memória, as ideias, as fantasias. É penetrar nos arquétipos. É engrenar a sensibilidade com a maça encefálica mediada pela espiritualidade.

É afugentar as neuroses invertendo a ordem das palavras. É criar um produto elevado, dinâmico, interno que se chama alma do verbo e com ele crescer como ser humano. É liberar os sentimentos lubrificados pelas ideias. É expressar os pensamentos em  espasmos, em gemidos eternizados  num respirar carregado da mais sublime emoção. 

É saborear em sonhos, mesmo cansado, o calor no labirinto de doces beijos. É abrigar o fogo, a sedução dentro do peito. É juntar corpo e alma num enlace musical como as cordas de uma mágica harpa produzindo  o encanto, a  doce   melodia  que diviniza o ser feito de pedra, mas que sangra em  palavras com o  leve toque destes  dedos. 

É o calor que emanada alma sentida, desencantada da vida à espera daquele amor que não veio. É a plenitude dos rios de paixão correndo dentro do peito. É o fecundar das palavras em cio nas noites enluaradas com sonhados e quentes beijos. É descobrir e fertilizar com amor os tipos móveis ao dedilhar o teclado apaixonado sobosolhoscomo alquimiade umdesejo. 

É imprimirnocoração estas calorosas palavras que estão àespera de outras.Ah! Se elas fossem quentes,  mas elas  estão presas em alguma boca seca, incapaz de proferi-las como abeleza mística que  desnuda a pele, penetra o sangue  e movimenta todas as células. 

É chegar à apoteose das sensações que a vida oferece quando se envolve o amor e um longo beijo. É juntar o céu e a terra com a doçura da fruta madura,invisível  aos olhares  desérticos, que não conseguem  saborear  o delicioso  sonhado  néctar dos deuses. 

É ter o luxo não só de transcrever tudo isso, mas de viver a loucura do mais fantástico e vibrante desejo: amar.


*Irene Zanette de Castañeda

Um comentário:

Glauber Vieira disse...

Bonita a forma como a poesia foi descrita.