SIGA O MEU BLOG

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Despedida de Solteira


Acordou cedo, ou melhor, levantou porque praticamente não dormiu. Passou a noite toda pensando no grande dia. Estava exausta, mas no primeiro toque do despertador saltou da cama, seria um dia longo, último antes das férias de uma semana para lua de mel após o casamento. Queria deixar tudo organizado no trabalho e a noite desfrutar de sua despedida de solteira com as amigas.
Tomou café rapidamente e seguiu para o escritório de contabilidade onde trabalhava no centro da cidade. – Bom dia, bom dia..., disse ao entrar pela porta esbaforida. Eurico, o chefe, que tinha sempre um olhar mais longo para ela, retribui ao cumprimento lamentando em pensamento o fato de sua mais bela funcionária estar com as horas de liberdade contadas.

Melissa era o nome dela, da sonhadora menina tímida que iria se casar e seguir vida de senhora. Estava nervosa como toda noiva as vésperas do casamento, mas o que mais estava a lhe afligir era a despedida de solteira, não parava de olhar o relógio para verificar quanto tempo faltava para terminar o expediente e poder ir ao encontro das amigas. Do escritório só havia convidado Clarice e Jussara, pois as outras mulheres que trabalhavam lá eram bem mais velhas e casadas e as amigas que estavam organizando o evento não acharam conveniente convidá-las, por mais que Melissa tivesse insistido.

Às dezessete horas, Clarice e Jussara, fecharam as gavetas e partiram para o tão esperado momento, a despedida de solteira de Melissa. Mas a noiva ainda teve que ficar trabalhando mais um pouco. Dezoito horas, dezenove..., ainda não podia ir embora, tinha que deixar tudo pronto, afinal iria ficar fora uma semana e não queria deixar trabalho acumulado. Enfim às vinte horas e quinze minutos havia conseguido acabar tudo e saiu deslizando pelos corredores, observada pelo chefe que mais uma vez lamentava por ela estar nas últimas horas de solteirice.

- Melissa!... Pensamos que tivesse desistido! As amigas estavam aflitas quando ela finalmente chegou ao bar que haviam marcado para tão esperada despedida de solteira. O local era animado com música alta, os garçons usavam calça preta, sem camisa e uma gravata borboleta prateada. A cada meia hora paravam nas mesas e faziam uma coreografia um pouco insinuante, o que deixava Melissa vermelha e suando de nervoso, só conseguia pensar em Fausto, o noivo. - Ah se ele me visse aqui... O lugar havia sido escolhido por uma amiga que, por sinal, Fausto não gostava e ele nem desconfiava. Melissa havia lhe dito que a despedida de solteira seria uma reuniãozinha entre mulheres só para bater papo e beliscar uns petiscos na casa de uma amiga do escritório, o que acabou por deixá-lo mais tranquilo e relaxado. Fausto era um homem extremamente ciumento, nem podia imaginar que sua noiva estivesse em um lugar como aquele. Melissa sabia disso e só de pensar sentia o coração gelar e por pouco não levantou e foi embora assim que chegou.

As amigas estavam eufóricas, dançando, bebendo e cada vez que os garçons se aproximavam das mesas com a coreografia, elas quase desmaiavam de tanto gritar. Mas Melissa só observava, ainda não tinha nem levantado da mesa, parecia travada, só pensava em Fausto, como iria encará-lo no dia seguinte, - Ai meu Deus... se ele descobre...

Após muita insistência das amigas, Melissa aceitou uma bebida que não sabia bem o que era, mas tinha um gosto bom, bem docinha e gelada e foram três uma atrás da outra e ela enfim levantou. 

Estava um pouco tonta, mas animada e começou a dançar com o garçom que estava em seu momento de coreografia e as amigas incentivaram batendo palma e gritando. Melissa seguiu a noite toda dançando com todos os garçons e se deliciando com a tal bebida docinha.
Lá pelas cinco da manhã, Melissa que estava dormindo em cima de uma das mesas do bar, foi acordada por um dos garçons que bateu de leve em seu braço, - Vamos querida, a festa acabou..., hora de ir embora. Ela abriu os olhos, olhou em volta e levou alguns segundos para entender onde estava. O garçom continuava parado na sua frente, sorrindo e lhe estendendo a mão em sinal de ajuda para sair de cima da mesa, - Vamos querida, a festa acabou... Melissa estava confusa e começou a se irritar com o jeito de intimidade que o garçom estava lhe tratando. Por fim aceitou ajuda para ficar em pé e olhou em volta a procura das amigas. - Elas já foram. Disse o garçom, como que lendo seus pensamentos. - Você estava tão animada dançando sem parar, não queria ir embora de jeito nenhum que suas amigas cansaram de lhe esperar e foram embora. 

 Melissa estava atónita não estava entendendo direito o que aconteceu e enquanto o garçom, com aquele ar de intimidade falava sem parar ela ia tomando noção de seu real estado e ficava cada vez mais surpreendida e sem coragem de querer ouvir tudo o que realmente se passou com ela. Estava sem um dos sapatos, blusa amarrada, deixando a barriga de fora, coisa que jamais faria em seu estado normal. Os cabelos estavam totalmente desalinhados e um gosto horrível na boca, além do enjôo e da dor de cabeça que começa a surgir. 

O garçom, cada vez mostrando mais intimidade, estava com as duas mãos ao redor da cintura da Melissa, que quando percebeu o empurrou quase jogando o rapaz no chão. – Hum!!... Você estava parecendo gostar quando nós estávamos dançando... O que foi que houve? Melissa não deu atenção a ele, só queria achar sua bolsa e sair dali correndo. Após alguns minutos de angustiante procura, outro garçom se aproximou e lhe entregou uma bolsa.           - Suas amigas pediram para guardar para você..., Melissa nem deixou o rapaz acabar de falar, pegou a bolsa e saiu quase que correndo, tentando se ajeitar. Ao chegar do lado de fora, sentou em um banco que havia na calçada, abriu a bolsa para ver se estava tudo lá. 

Estava tudo e mais alguma coisa, Melissa quase caiu para trás quando achou vários bilhetes com telefones e recados insinuantes dos garçons do bar e para piorar seu estado, que já era lastimável, seu celular registrava vinte e cinco ligações do noivo, o Fausto. - Ai meu Deus..., Melissa estava desolada só de pensar o que Fausto estaria imaginando e mais do que depressa pegou um taxi e seguiu para seu apartamento no Catete.

Eram quase seis horas da manhã quando finalmente chegou em casa, não sabia o que fazer, se ligava para alguma amiga, se ligava para Fausto, estava realmente perdida e resolveu que a primeira coisa seria tomar um comprimido, visto que a dor de cabeça aumentava, e um bom banho quente. Ao sair do banho, seu celular começou a tocar, era Fausto, o noivo. Enrolou-se na toalha rapidamente e atendeu. – Alô... Oi meu amor..., Fausto estava nervoso e nem esperou que a noiva pudesse respirar e foi logo gritando do outro lado da linha, - Melissa!!!!... O que foi que houve?... Onde você estava? Liguei a noite toda para você, fui até seu apartamento..., quase fui procurar nos hospitais, necrotério..., Melissa escutava tentando se explicar, mas sem ter espaço e enfim deu um grito, mais de desespero do que por se sentir injustiçada, como tentou demonstrar para ver se amenizava a situação. – Ai... Fausto! Calma. Está tudo bem, já ia ligar para você, mas acabei de chegar... Fausto estava indignado e tudo que Melissa dizia só servia para aumentar ainda mais seu descontrole. – Como acabou de chegar?... Onde você estava até agora? E por que não atendeu minhas ligações?... Melissa pensava, porém com muita dificuldade, sua cabeça doía sem parar, além de que não estava acostumada a mentir, mas não tinha outra saída, respirou fundo e se aproveitando do descontrole do noivo fingiu um choro e o interrompeu falando rápido, antes que perdesse a coragem. – Fausto!!!... Por favor, pare de gritar comigo... Eu passei a noite na casa da..., pensou rápido em um nome que ele não conhecesse e que não pudesse ligar para comprovar sua história mentirosa, - ...da Carmen..., ficamos conversando e nem vimos a hora passar..., meu celular ficou na bolsa no quarto e quando vi já era tarde..., então resolvi dormir por lá e não quis lhe acordar... E hoje vim para casa bem cedo e já ia lhe ligar quando você me telefonou. Não há motivo para esse drama todo. Puxa hoje é o dia de nosso casamento e já começamos brigando... Melissa estava aos prantos, mas agora não mais de fingimento, estava realmente chorando e Fausto acabou por se sentir culpado por ter agredido a noiva sem deixar que ela pudesse antes se explicar, esquecendo até mesmo do fato de nunca ter ouvido falar de nenhuma amiga por nome Carmen e ficou sem saber o que fazer para acalmá-la e quase a coloca em outra situação difícil. - Meu amor... calma, desculpe, estou indo para ai agora. Fique calma, não chore. Melissa parou de chorar e quase se engasgou, - Não Fausto!... Não venha não! É que... o noivo não pode ver a noiva antes da hora do casamento, eu já estou bem. Pode ficar tranquilo. 

Melissa não podia permitir que Fausto a visse naquele estado, com olheiras enormes, além do odor que exalava de sua boca, parecendo que tinha ingerido álcool puro e da dor de cabeça que insistia em latejar. Precisava de um tempo para se recuperar, não poderia vê-lo naquele momento e sentiu um grande alívio quando o noivo concordou e desligou debaixo de um enorme pedido de desculpas. Após desligar o telefone se jogou no sofá e quando pensou que iria enfim descansar um pouco e tentar entender o que realmente se passou na noite anterior, seu celular sinalizou o recebimento de uma nova mensagem, - Nossa!!! Que noite hem?... Uma despedida de solteira para ninguém botar defeito. Adorei amiga, arrasou. Até o casamento..., bem se é que você ainda tá pensando em casar... hahahaha, bjs- Clarice. 

 Melissa gelou e antes que pudesse parar de tremer e ligar para Clarice para que ela lhe explicasse do que estava falando, outra mensagem chegou ao seu celular, da mesma Clarice, agora era um vídeo dela dançando em cima da mesa do bar, agarrada a um dos garçons. Melissa estava apavorada, aquela não podia ser ela, não era possível, não se lembrava de nada daquilo, só tinha lembrança de ter bebido alguma coisa doce e de ter dançado um pouco, mas não o que acabava ver.  Apagou as mensagens e atirou o celular em cima do sofá e ele logo sinalizou outra mensagem, - Melissa..., amiga!... Nunca pensei que você fosse tão animada, caramba... Desculpe, não pude te esperar. 

Mas do jeito que você estava não deve ter sentido minha falta... bjs – Jussara. Melissa não podia mais esperar, pegou o telefone e ligou para Clarice. - Alô... Clarice, tudo bem? Estava nervosa e sem coragem de perguntar o que precisava, mas a amiga facilitou seu trabalho e foi direto ao assunto. - Melissa!!! Nossa não quis te ligar porque pensei que estivesse dormindo, mas não resisti em enviar as mensagens. Você viu? Estava um arraso..., Melissa não deixou a amiga acabar de falar e foi logo cheia de indagações, - Clarice, o que aconteceu?... Não me lembro de nada daquilo... Quem era aquele sujeito com quem eu estava dançando? E por que vocês não me esperaram, me deixaram lá sozinha?... 

Clarice parecia não acreditar no que ouvia e interrompeu Melissa que estava quase chorando do outro lado da linha, mas tentando conter-se. – Como assim Melissa?... Você não queria vir embora de jeito nenhum. Bebeu todas e só não ligou para o Fausto para acabar com o casamento, por que escondemos a sua bolsa com o celular, se não, acho que a essa hora não teríamos mais um casamento para ir hoje... Alias, vai ter casamento? Desculpe amiga, mas você estava muito engraçada, nunca havia visto assim. Foi ótimo. Ah..., o vídeo que lhe mandei, não foi o único não hem..., várias pessoas filmaram você, inclusive os garçons... Hummm, cada gato..., você que o diga sua danadinha, dançou com todos e bem agarradinha... 

Melissa mal podia acreditar no que ouvia, - Clarice!! Pelo amor de Deus, o que você está falando?... Como assim várias pessoas me filmaram? Quem? Preciso saber para ligar e pedir para não mostrarem para ninguém... Clarice começou a rir e só aumentou o desespero de Melissa que já era grande. - Melissa!!... Em mundo você vive hem? A essa altura já deve estar tudo na internet... E vai ou não vai ter casamento, preciso saber para ver se vou ou não para o salão... Melissa, Melissa... Oi, oi... Você ainda está ai? Melissa havia largado o celular e corrido para o computador para acessar a internet e só conseguia pensara em Fausto, - Ai meu Deus... o que eu vou fazer agora?  

E gelou na frente da tela quando viu vários vídeos seus com as mais bizarras cenas dela dançando agarrada aos garçons do bar em cima da mesa e até uma em que aparecia com dois. Pensou em ligar para Fausto e dizer que havia sido um engano, que aquela não era ela, mas desistiu em seguida e torceu para que ele não visse, sabia que não tinha o hábito de entrar na internet e resolveu contar com a sorte.   

Fez um café bem forte e tentou dormir um pouco, mas não conseguiu. Resolveu então ir para o salão do final da rua para desfrutar do dia da noiva, presente ganho das vizinhas do prédio. Ao chegar, o local estava cheio de mulheres que olharam, todas sem exceção, para ela e riram entre os dentes cutucando uma as outras como que apontando em sua direção com o olhar. Melissa fingiu não ver, mas seu coração quase parou só de imaginar por que estavam lhe olhando, Será que viram? Como assim tão rápido, não... não..., devem estar me olhando por outro motivo, talvez por saberem que me caso hoje...  

Ficava repedindo para si mesma em busca da tranquilidade perdida. Mas não adiantou, achava que todos estavam olhando para ela e tudo que falavam era ao seu respeito e resolveu então fazer somente o cabelo, as unhas e a maquiagem, deixando todo o resto de crédito para outro dia. A gerente ainda tentou convencê-la a fazer pelo menos a massagem relaxante, que lhe ajudaria a ficar bem disposta para o casamento, mas não adiantou. Melissa agradeceu e foi embora, tudo que queria era ir para casa tentar descansar um pouco antes do casamento que seria às quinze horas no cartório do bairro seguido de um bolo na casa da tia de Fausto somente para poucos amigos e parentes.

Já eram quatorze horas e Melissa nem tinha começado a se vestir, estava cansada, ainda com dor de cabeça e se sentindo horrível com aquela maquiagem que fizeram nela para esconder as terríveis olheiras. Faltava meia hora para o casamento quando resolveu enfim colocar o vestido, que também achou que não lhe caiu bem, nada seria capaz de lhe agradar.
A campainha tocou, era o Olavo, o primo de Fausto, para levá-la até o cartório.

Melissa abriu a porta e pediu que ele entrasse e esperasse um pouco até que acabasse de se vestir. Após algum tempo, Olavo acho que Melissa estava demorando muito e resolveu bater na porta do quarto – Melissa..., estamos atrasados, vamos logo... Assim o noivo pode desistir... Olavo resolveu entrar visto que não obteve resposta e se deparou com Melissa nua em cima de uma pequena mesa no canto do quarto dançando e olhando para a tela do computador, que estava em uma cômoda ao lado da cama, um vídeo com ela também dançando em cima de uma mesa agarrada a dois homens. Olavo levou um grande susto e ficou de costas para não vê-la sem roupas. – Melissa!!!... 

O que está havendo?... Você bebeu? Está se sentindo mal? O que significa isso? Melissa nem parecia àquela moça tímida que todos conheciam e nem se importou que Olavo estivesse ali e sem lhe dar a menor atenção, saltou da mesa para o chão, colocou um vestido preto com um par de sandálias da mesma cor e saiu pela porta sem dar explicações deixando Olavo tonto. – Melissa! Melissa! Para onde você vai? E o casamento? E o Fausto?... O que vou dizer a ele?... Ele está esperando no cartório... Melissa!!! Melissa só se limitou a gritar, já descendo as escadas do prédio, que era para Olavo dizer a Fausto que ela estava indo se despedir da sua despedida de solteira e que talvez não chegasse a tempo para o casamento e seguiu descendo quase que correndo.
Olavo ficou sentado no sofá com a boca aberta por alguns minutos, mas logo se lembrou do vídeo e voltou ao quarto e mais de boca aberta ficou, - Nossa não é que é a Melissa mesmo... Ai Meu Deus o que eu vou dizer para o Fausto?...

Bia Tannuri
27/04/2011

Boa noite Carlos,

Sou escritora e há algumas semanas enviei textos para sua analise de
viabilidade de publicação no blog mas não recebi retorno.

Hoje volto com envio de um conto que acabo de escrever, o qual gostaria de
ter publicado no blog.

Permaneço no aguardo, obrigada.


Bia Tannuri
http://www.biatannuri.blogspot.com/



HOUVE UM TEMPO...


“Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar.
Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz”.
“Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros, que só existem diante das minhas janela, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”

*Elizete Vasconcelos Arantes Filha – Devaneio do olhar II – 03/10/2007

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FLIPOÇOS 2012 RECEBE ESCRITORA INTERNACIONAL


“Flipoços 2012 recebe a escritora holandesa Franca Treuer, best seller em seu país”

Mais uma grande atração confirmada para o Festival Literário de Poços de Caldas vai estar na cidade dia 28 de abril, às 16 horas, no Teatro da Urca. Trata-se da escritora holandesa Franca Treuer que estará lançando em Poços de Caldas seu primeiro livro – já best-seller na Holanda – “Confeites de Eira”. 

O livro faz refletir: “Até que ponto as fantasias de uma menina são inocentes? Katelijne é a personagem que guia o leitor por esse mundo tão diferente. E é o seu carisma, menina doce, corajosa e questionadora, que faz com que seja impossível não ler esse livro até o final. Katelijne, que tem doze anos, vive com os pais e seis irmãos em uma fazenda no interior da Holanda. Sua rotina é marcada pelos afazeres domésticos (em contraponto com as tarefas referentes à produção de leite, destinada apenas aos homens) e os princípios religiosos. 

Devotos de uma das vertentes da Igreja Calvinista, uma minoria na Holanda conhecida por sua rigidez de costumes e pelo convívio restrito aos limites da comunidade, têm como base de sua crença que o homem nasce já pecador e nem mesmo uma vida virtuosa é garantia de um lugar no Céu. Mas ela lida com esse medo, assim como todos seus questionamentos e descobertas de adolescente, de maneira única: doce e delicada por um lado, ousada e atrapalhada por outro. 

Até mesmo quando ela decide fazer confetes de papel para enfeitar o casamento de seu irmão e nada sai como o planejado...Confetes na Eira tornou-se best-seller na Holanda, com mais de 150 mil exemplares vendidos, um feito e tanto para um romance de estréia. O lirismo de sua prosa e a sensibilidade com que a autora retrata esse mundo tão hermético fizeram da obra um sucesso e, da personagem, Katelijne, alguém que leitor nunca irá esquecer. Franca Treur nasceu e cresceu no Estado da Zelândia, Holanda. 

Estudou holandês e teoria literária na Universidade de Leiden. Atualmente, ela escreve para o jornal holandês NRC Handelsblad. A publicação de seu romance de estréia, Confetes na Eira, é um sucesso sem precedentes. É o debut recorde de vendas desse século em seu país. Franca Treuer em Poços de Caldas é um oferecimento da Editora Livros de Safra. O bate-papo com Franca Treuer vai contar com tradução simultânea e vagas limitadas. A troca de livros pelos ingressos começará dia 12 de março. 

Os interessados em participar da programação do Flipoços 2012, fiquem atentos às datas, horários e convidados. A 7ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2012 conta com o patrocínio do DMEE, Gasmig, Refrescos Ipiranga, Cerâmica Togni, Totvs, VMetais, Sesc Minas, Senac Minas, ANL e Prefeitura de Poços de Caldas. 

Apoio CBL, CML e Fundação Biblioteca Nacional. Evento integrante do Circuito Nacional de Feiras de Livro. Realização e informações GSC Eventos Especiais (35) 3697 1551. Acesse o site www.feiradolivropocosdecaldas.com.br


Legenda da Foto:
  • Franca Treuer, escritora holandesa presença confirmada no Flipoços 2012.