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quarta-feira, 26 de junho de 2013

POLÍTICAS SEMPRE POLÍTICA

Ando muito a pensar sobre políticas – e é das políticas que todos vivemos. Seja ela em que instância for – governamental, trabalhista, religiosa, na comunidade, no lar e até mesmo sexual.
Nas diferentes esferas sempre acontece de alguém sobressair mais que outros, ou seja, o espírito de liderança é notado, seguido de carisma – pois somente assim se tem o que chamamos de poder nas mãos. E é por esse poder que muitos lutam – e em algum lugar algum dia eu li que enquanto peixes pequenos brigam para sobreviver, os grandes esperam pacientemente para abocanhá-los. É assim a vida.
No âmbito governamental, seja municipal, estadual ou federal, a questão é sempre a mesma: tentar administrar, e da melhor maneira possível, os bens públicos – um velho discurso que já conhecemos de longa data. E estes bens públicos pertencem a todos, mas poucos têm acesso a eles. Lembram de nós sim, mas em épocas oportunas – principalmente dos menos favorecidos.
Prometem mundos e fundos – frase interessante, mas pouco se faz; pouco se constrói. Lemos nos jornais e revistas, ouvimos pelos rádios e tevês as promessas – promessas e mais promessas – mas na hora sabemos muito bem o que acontece, com raras exceções, pois não se deve castigar todos os homens e mulheres públicos.
E, antes de continuar, um pequeno lembrete: temos que estar atentos aos canais de comunicação, pois nem tudo que se publica pode nos oferecer a veracidade dos fatos. Logo, é interessante ouvir em vários canais de comunicação o mesmo assunto e depois tirar as conclusões. Também devemos lembrar que em tudo há os interesses dos veículos de comunicação junto aos órgãos governamentais – pois é inegável tal afirmativa, além do interesse (ou visão) de quem transmite a notícia.
Retomando, no trabalho há uma política avassaladora, às vezes punitiva, ameaçadora. Ameaçadora do ponto de vista de ser demitido. E vale lembrar, ainda, que em tempos difíceis manter-se calado é a melhor opção, isto é: manter-se no emprego.
Em políticas religiosas, independente da religião a que se tenha de defender, todas possuem as suas próprias políticas – e sempre pregando por uma busca de um Ser Superior, mas que também venha a nós o vosso reino. Interessante – um pingo, uma letra.
Nas comunidades escolares, por exemplo, acontecem as primeiras políticas, e vamos dizer: a criança já está de frente com a política a partir do Grêmio Estudantil – que na maioria das vezes não funciona – mas tem que ser eleito, é lei federal e deve ser realizado anualmente nos primeiros quarenta dias de aula. E pior: quando as crianças estão se empolgando, aparecem os dirigentes de estabelecimentos educacionais, os ‘tais diretores’, e cortam o que eles pretendiam fazer. Não lhes dão espaço – como estou cansado de ver. E, no final do ano, quando dizem fazer as tais avaliações da instituição para saber o que funcionou ou não, apontam o Grêmio como uma que não funcionou – por quê? Será que já se perguntaram? É melhor deixá-los pensar que acham que estão fazendo o correto. Ah! Meu Deus! Poderia citar outras atividades dentro das comunidades – como as organizações de bairros. Mas, caminhemos.
No lar existe uma política intensa: o pai tentando puxar para o lado dele, a mãe tentando puxar para o lado dela – são os filhos também tentando. Discussões contínuas: políticas que muitas vezes são necessárias; vezes acabam bem, outras vezes não. Mas somente assim que conseguem viver, ou tentam.
Finalizando, o sexo também é uma política: sexo primeiro, amor depois; amor primeiro, sexo depois – não é o que diz a canção? E assim estamos desde o tempo em que mundo é mundo – e assim vai para a eternidade. Vamos para a eternidade fazendo política – ninguém vive sem ela! (04/04/2013)    

– Pedro César Alves é professor e jornalista, MTb nº 71.527 / SP,  membro da UBE – União Brasileira de Escritores. 

Contato:
aallcceeppee@terra.com.br

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