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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A LENDA CARICÉ (Rau Ferreira)

 
Caro editor do Fanzine Cultural, 
Sr. Carlos

Envio-lhe um texto de  minha autoria que narra a saga de uma índia insulada nas matas da Meia-Pataca, que foi narrada por uma escrava forra e que vem sendo recontada ao longo dos anos. 
Solicito-lhe que publique nesta conceituada revista e envie-me um exemplar digitalizado.
Segue resumo biográfico e uma foto para ser incluído na edição:

(*) Cidadão esperancense, bacharel em Direito pela UEPB e autor dos livros SILVINO OLAVO (2010) e JOÃO BENEDITO: O CANTADOR DE ESPERANÇA (2011). Sócio correspondente do IHCG. Prefaciador do livro ELISIO SOBREIRA (2010), colabora com diversos sites de notícias e história. Pesquisador dedicado descobriu diversos papéis e documentos que remontam à formação do município de Esperança, desde a concessão das Sesmarias até a fundação da Fazenda Banabuyê Cariá, que foi a sua origem.

Informe recebimento. Muitíssimo obrigado.
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 A LENDA CARICÉ

 Rau Ferreira 

Esta lenda foi narrada pela escrava forra Gertrudes, na propriedade de Meia-pataca e vem sendo recontada ao longo dos anos.
A comoção popular deu àquele drama o nome de Caricé. A palavra vem do tupi-guarani, formada da junção de Caraiba e . A primeira significando o sábio, o santo. A segunda, o canto. O canto do sábio, por aglutinação.
Dizem que dentre os moços do serviço de demarcação das Datas de Sesmarias [data provável 1778], havia um que costumava cantar, nas horas de folga, à moda de endecha, ao som de um dolente violão, aos pés de uma cacimba pública, uma triste canção, tendo por acompanhantes os pássaros canoros e o murmúrio dos ventos. Por quem uma jovem índia se apaixonou.
O jovem encantador era conhecido por Morais, filho de João de Morais Valcácer, um dos donatários da região.
Ela era da linhagem dos Banaboiés de Esperança, da Tribo Cariri que povoava o interior da Província. E chamava-se Yara.
O local onde se deu o drama – Meia-pataca - fica entre as terras de Remígio e Esperança, compreendendo as Sesmarias de Banaboié e Riachão de Banaboié, de João da Rocha, Manuel Gonçalves Diniz e Luiz Barbosa da Silva, de n°s 441, 759 e 930, enumeradas no livro de João de Lyra Tavares.
Começou colhendo frutos e oferecendo ao amado e de tanto ouvi-lo cantar, aprendera a doce melodia do amor. Deixara-se envolver pela voz suave do mancebo e seus encantos aloirados.
Ao regressar a equipe de topógrafos a jovem índia sentiu tornar-se indefinida paulatinamente. Tudo ao seu redor fazia-lhe lembrar do amado: os feixes de abrolhos, os duros espinhos dos cactos, as escarpas dos montes e o azul do céu. Por consolo canta o que aprendera. Via numa estrela a figura do estrangeiro, que transmudara de forma a cada nova canção. Era o seu consolo.
Os vizinhos acompanhavam de perto aquele drama. A jovem insulada mergulha num estado de alucinação. Pensara que seu ídolo fora residir nas regiões etéreas e passara a viver num dos astros.
As luas lhe dão esperança e contentamento, mas ao final tudo é desengano para a jovem tresloucada. Procura dormir, mas o sono não vem. E toma a deliberação de fazer u’a prece à Yaci, pedindo à mãe-lua que lhe dê um fruto. E a esperança lhe renasce.
Mas ao cabo de alguns meses o rebento não vem.
Talvez o Guaracy [sol] lhe traga algum alento.
Mas Guaracy, iluminando os prados nada trouxe. E a índia sepulta definitivamente aquele amor jamais contido.
Yara chora cantando a sua dor, apanágio da alma. E assim como o orvalho nutre o coração das flores, as lágrimas da índia sublimam o seu ventre interior. E a alma do herói soergue-se, se é que a índia pudera assim fazer.
O espectro daquele amor da juventude é mesmo rude, como aqueles de sua tribo.
Um transeunte pergunta dos pais ao filho de menor. E este maquinalmente responde:
A mamãe está de resguardo, pagando na cama os prazeres de outrora!
A comoção popular deu àquele drama o nome de Caricé. A palavra vem do tupi-guarani, formada da junção de Caraiba e . A primeira significando o sábio, o santo. A segunda, o canto. O canto do sábio, por aglutinação.
A palavra Caricé é de fato a síntese desse drama selvagem, vivido no seio das matas do sítio Meia-pataca.
Luiz Barbosa da Silva comprou a João de Morais Valcácer as terras das Sesmarias Nº 759, a qual extrema com as terras dos herdeiros de João da Rocha, denominado de Banabuyé.

Rau Ferreira

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

VEJA BEM


VEJA BEM
*Robson Leal Pereira

Enquanto tantos gastam desmedidamente
Comprando coisas sem importância,
Há quem não tenha onde morar
E nem ao menos o que comer.

Pessoas correm para baixo e para cima
Orgulhosas de suas vidas vazias
Querendo mais, sempre mais
Dinheiro, poder, reconhecimento
Vivendo num mundo de aparências.

Tais pessoas vivem angustiadas
E nem sabem o que é ter paz
O que é amor, sentir alegria
Não experimentaram ainda
O doce sabor da felicidade.

Há quem não tenha o que vestir
Há quem não tenha onde morar
E nem ao menos o que comer;
Mas são felizes de alma
Pois têm a maior riqueza que se pode ter:
Jesus Cristo no coração.

* Poeta, ator e dramaturgo machadense

TORTUGA (Hard Rock Band)

TORTUGA é uma banda formada em Machado, sul de Minas, em meados de 2012, por Bruno Reis, Thyerres Aguiar, Dennis Paiva e Luiz Fernando Caixeta, com a ideia de tocar o mais fino do clássico rock'n roll e hard rock, reproduzindo sons de bandas como Bon Jovi, Guns'n Roses, AC/DC, Led Zeppelin, Deep Purple, KISS, Mr. Big, Skid Row, Queen e várias outras, com uma pegada pesada e versátil, característica de seus componentes.

Você pode entrar em contato com a banda pela página no Facebook, https://www.facebook.com/TortugaHardRock, pelo perfil de seus componentes na mesma rede social, ou ainda pelo telefone (35) 9886-2306.

Curta, compartilhe, e ROCK ON!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

NOVOS CONVIDADOS FIGURAM NA LISTA DO FLIPOÇOS 2013 QUE DIVULGA NOVIDADES NO SITE


“Além da 1º Mostra de Cinema, Flipoços 2013 traz muitas novidades”

Apesar da grande novidade marcada para o Flipoços 2013 ser o lançamento da “1ª Mostra de Cinema” com a exibição de filmes baseado nas obras dos Imortais, como Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro, com mesa redonda entre escritores, atores dos filmes e diretores, o Festival reserva outras importantes novidades. 
O Festival vai contar também com a Mesa “Literatura Latino Americana” com as presenças dos escritores Eric Nepomuceno e Antonio Torres em conversa com o peruano Pedro Granados. Eric Nepomuceno foi tradutor dos principais autores contemporâneos da literatura hispânica como Gabriel García Márquez, Juan Rulfo, Julio Cortázar e Jorge Luis Borges, entre outros. 
Daí sua forte ligação com a literatura latina, além de ter sido jornalista correspondente na Argentina, México e Espanha. Antonio Torres, nascido na Bahia, estreou na literatura em 1972, com o romance Um cão uivando para a Lua, que causou um grande impacto, sendo considerado pela crítica a revelação do ano. Suas obras foram traduzidas em vários países latinos. 
Ele será o mediador da Mesa que contará com Pedro Granados que é Ph.D em Literatura e Linguagem Hispânica. Escritor participante de diversos festivais internacionais de literatura hispânica e atualmente professor da UNILA – Universidade de Integração Latino Americana, de Foz do Iguaçu. 
O Flipoços 2013 contará ainda com outras novidades como: Mesa de Crítica Literária com a participação de importantes personalidades; Mesa de Literatura e Futebol dentre outros com a presença do escritor Marcos Eduardo Neves autor do livro “Nunca houve um homem como Heleno”, obra transformada recentemente em filme estrelado pelo ator Rodrigo Santoro; Literatura Internacional com a presença dos escritores Luis Miguel Rocha (Portugal) autor do best-seller “O Último Papa” e com lançamento previsto no Flipoços 2013 do livro “A Filha do Papa”, além dos escritores Manuel Angel Cerda, escritor Argentino, poeta novato e que participará pela primeira vez de um Festival Literário no Brasil, e ainda com, Juan Pablo Villalobos (México) autor do romance Fiesta en la madriguera (Anagrama, Espanha), publicado no Brasil como Festa no Covil (Companhia das Letras), traduzido para 14 idiomas. 
A edição inglesa, Down the Rabbit Hole (And Other Stories), foi finalista do prêmio First Book Award do jornal londrino “The Guardian” e selecionada como livro do ano nas listas de “The Daily Telegraph” e “The New Statesman”. Escreve para diferentes revistas e blogs do México, Espanha, Colômbia, Argentina, Reino Unido e Estados Unidos. É colunista do Blog da Companhia das Letras. 
O Festival vai contar também com diversas oficinas e mini-cursos, dentre elas, uma das mais aguardadas será a “Geração Beat” ministrada pelo escritor Claudio Willer, baseado no seu livro que leva o mesmo nome da Editora L&PM Pocket e que vai acontecer dia 03 de maio, às 18 horas no Espaço Hora da Prosa (dentro da Urca). 
O curso vai abordar a formação da beat e seu histórico: sua importância e influência; a superação da dicotomia poeta olímpico – poeta maldito; o impacto político; leituras, atualização literária; a Nova Visão; os beats e a marginalidade. 
A narrativa de Kerouac: literatura e vida, biografia e obra; a prosódia bop; On the Road como mitografia e a sacralização da marginalidade; outras narrativas dele, poesia e prosa poética; Uivo e outros poemas de Ginsberg: questões de estilo; condensação no verso longo; ritmo e prosódia; temas ou tópicas em Uivo; a diversidade da poesia de Ginsberg, o sagrado e o profano; Religiosidade transgressiva na beat; do gnosticismo ao budismo; Gary Snyder, budista, taoísta e estudioso do xamanismo; licenciosidade e religião: Michael McClure e a identificação com o animal; Gregory Corso e a provocação permanente. Imperdível! 
A programação completa do Festival poderá ser acompanhada pelo site a partir de final de janeiro. Mas desde já os interessados podem ver parte dos convidados do mais importante Festival Literário de Minas Gerais pelo WWW.feiradolivropocosdecaldas.com.br 8ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2013 acontecem de 27 de abril a 05 de maio e contam com o patrocínio do Ministério da Cultura, Mineração Curimbaba, Cerâmica Togni, Petrobras. 

Mais informações GSC Eventos Especiais (35) 3697 1551.
Legendas:
Gisele Ferreira e Claudio Willer juntos na Bienal do Livro de SP onde acertaram o curso de Geração Beat que será ministrado no Flipoços 2013.