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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quando Dizem; "EU TE AMO" (Sandro Martthyns)



Quando Dizem; "EU TE AMO"

(Sandro Martthyns)



Bom... Quantas vezes você já ouviu alguém dizer a você, EU TE AMO! sim no sentido mesmo de amar, te querer bem, te querer...? Muitas? Poucas? Nenhuma?
São Apenas três palavrinhas não é? mas se soubéssemos o valor e o peso que elas contêm, certamente quando o 'eu te amo' expresso por alguém em relação a nós deveríamos dar o maior valor possível, pena que damos esse valor geralmente tarde de mais, talvez!

Noooossa, já ouvi muitos 'eu te amo', porque existe o eu te amo que quer dizer eu gosto de você, você é legal... e o EU TE AMO de EU REALMENTE TE AMO Acoooorda! Houve Três pessoas que me disseram 'eu te amo' sabe, no momento eu vi que era verdadeiro, eu acreditei, eu tentei dar o melhor de mim, mas, talvez meu melhor tenha sido mal interpretado, ou realmente não dei valor (mas eu dei, eu sei).
Houve quem me dissesse “eu te amo”, chorando, pra ver se assim eu acordasse e desse valor aqueles simples e tão significativa frase, afinal, quantos sentimentos estar entrelaçados nessa frase? Muitos! mas eu não acordei.
 
Também me disseram “eu te amo”, olho no olho, rente a pele, onde eu vir o nó na garganta da pessoa, sua ânsia não em me fazer acreditar que era verdadeiro pois já estava expresso, e sim em estar ali se expondo de tal forma que jamais tenha feito a outro alguém, ou que jamais conseguirá fazer isso novamente...Mas também, mesmo enxergando a verdade, a realidade eu não Acordei!
Hoje, já se passaram algum tempo que ouvir “eu te amo” dessas pessoas, e hoje essas pessoas me ignoram, e sempre me pego perguntado -Nossa mas não diziam que me amava, eu vi isso, e porque hoje me tratam assim?

E em segundos me vem a resposta: -Porque você merece!
Eu sei realmente mereço tamanha indiferença, fui cruel, machuquei, vacilei... Mas Poxa eu também tinha dito meu primeiro eu te amo a uma pessoa, nunca digo isso, e quando digo faço jus, acreditei nos eu te amo que me disseram sim, mas e o que eu tinha dito a alguém não era mentira eu também amava...
Sei lá, pego-me entre mil duvidas, incertezas, arrependimentos no meu dia-a-dia... Queria ter o amor, dessas pessoas de volta, ou talvez só a presença, sem essa indiferença!

Disseram-me “eu te amo”, nunca vou te abandonar, te deixar sozinho, sempre que precisar estarei com você, não vou deixar ninguém nos separar... Foram só promessas? Sei que não foi, mas é o que parece!
Ótimo, reconheço o grande merecedor disso realmente sou eu, o pior e que meu Orgulho, não vai me fazer voltar atrás, pedir desculpas, me redimir, não vai... Talvez só me reste lamentar, e tirar a lição dos fatos...
Realmente aprendi o significado das palavrinhas mágicas, acho que aprendi um pouco tarde demais, porque é assim mesmo, só damos o merecido valor, depois que perdemos, mas quem sabe a perda seja também um ganho? esdrúxulo não é !?

Hoje com certeza, se alguém disser “eu te amo” novamente com sinceridade saberei sim lidar com isso, fazer jus!

Talvez não amei essas pessoas o tanto que diziam me ama, não por não merecerem, mas por não me deixarem, afinal, Amor não se Ganha, se Conquista!
Apesar de tudo, as entendo-as, quem sabe um dia os ventos soprem a nosso favor e velejemos num oceano mais ímpar, mais a sós... Talvez sim, talvez não...
Enfim, viver e ter a certeza de sermos um eterno aprendiz!


 Sandro Martins, 25 anos, Itabuna Bahia (73) 91220179
martthyns@gmail.com

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Terceiro Setor - Cenários e Desafios (Paula Mesquita)

Abaixo transcrevo o texto de minha autoria:
(Foto minha você pode pegar no perfil do Face www.facebook.com/paula.mesquita1
Att.

Terceiro Setor – Cenários e Desafios
(ESTE ARTIGO FOI ESCRITO EM SETEMBRO DE 2009 - quando participei do Seminário Terceiro Setor promovido pela Secretaria Nacional de Justiça/Ministério da Justiça, responsável pelo cadastro de todas as entidades não governamentais do país)

Cenários e desafios para o “terceiro setor” foi o foco do seminário, promovido pelo Ministério da Justiça, em Brasília, nos últimos dias 15 e 16 deste mês (setembro de 2009).

Lá, estivemos os militantes do meio - vindos de todo o País - e autoridades interessadas na criação de um marco regulatório que norteie as atividades desenvolvidas a partir da Lei 9.790/99 e seus desdobramentos legais (decretos, portarias, etc.)

Este ano comemoramos os 10 anos da edição da Lei de OSCIP´s (Organizações Sociais e Civis de Interesse Público) e já é o momento de pensarmos na organização de um “código” ou “estatuto” que chame o feito à ordem (como se costuma dizer no meio judiciário).

Precisamos repensar mecanismos legais e gerenciais para o setor que vem somar esforços junto aos governos (federal, estadual e municipal) da federação. Porque é tácito e transparente como água - que a cultura impressa em nossas gerações - de que ao Estado cabe TODA a responsabilidade de gerir as questões sociais já está mais do que ultrapassada. Mormente, provada em muito a sua ineficácia e produtividade. Porque o isolamento não gera resultados satisfatórios. Diferentemente, o trabalho em equipe traz frescor às ideias, complementariedade às propostas e proporciona a interface positiva aos intereses diferenciados.

A sociedade civil organizada é, sim, uma das bases de sustentação dessa moderna maneira de enxergar a administração do Estado. Não sendo, obviamente, só uma questão de governo mas, de um somatório de esforços COM os governos, com as empresas, com as entidades lucrativas ou não.

O terceiro setor - como é conhecido todo esse espectro de entidades que militam no meio social - , ajudando ao governo nas atividades que pratica, mobilizando políticas públicas das mais variadas especificidades, necessita buscar seu ordenamento jurídico para que possa administrar suas expertises em um contexto seguro, sem dúvidas e receios. Plantando em solo fértil, seguro e inabalável.

É necessário, também, caminharmos na rota da profissionalização do setor, buscando capacitação técnica para os atores que manejam os projetos das entidades e, ainda, para administrar as próprias entidades.
Por falta de recursos financeiros, a maior parte das militâncias não possui conhecimento. Não possuindo conhecimento não tem acesso a ferramentas que concorrem para o desenvolvimento sustentável de seus trabalhos.

Um dos pontos fulcrais, digamos assim, é a cultura do trabalho empenhado, apenas (ou na maioria das vezes) através do movimento “voluntário”. O voluntariado é cristão, digno, bonito, comovente e deve também ser praticado. Porém, infelizmente, ineficaz se for a única forma de trabalho adotada pelas entidades. Por quê? Simplesmente porque as pessoas precisam pagar suas contas, comer, pagar escola para os filhos, custear suas vidas! E, muitas vezes, além de não receberem nada pelo que fazem, ainda tiram do próprio bolso recursos para manter o seu “voluntariado”. É justo? Cobrir um santo e descobrir outro?

A sensação que se tem, nesse contexto, é que se caminha em torno de si mesmo sem conseguir chegar a lugar algum (recorda-se aqui o contexto Bíblico em que o povo de Deus 'vagou' 40 anos no deserto em busca da terra prometida). E, aí, vem o desânimo, o descrédito. A falta de incentivo para buscar outros horizontes, voar além do alcance. Por isso, precisamos nos modernizar e aplicar ferramentas de sustentação legais ao trabalho do terceiro setor.

Outro aspecto abordado no seminário, e que vem de encontro às enormes dificuldades vividas pelas entidades militantes, foi a questão da tributação (houve uma ruptura paradigmática no plano legislativo e no plano social). Hoje é tudo muito difuso no Brasil, por não haver uma regulamentação única para o setor. E, para piorar, não existe comunicação intersetorial. Exemplo: o Ministério da Justiça não se comunica com o Ministério da Fazenda que por sua vez não se comunica com o Tribunal de Contas. Não há um sistema operacional digital, integrando as entidades responsáveis pelo terceiro setor. (Será que existe para os outros setores? Fica aqui uma indagação...)

Ora, uma vez que o Estado abre espaço, por conta da sua falibilidade capaz, para o “serviço” de entidades que cobrem esse buraco deixado por ele, é momento de repensar, a exemplo de outros países como Espanha, França, Itália e Estados Unidos, a diminuição da carga tributária. Injusta, cruel e que engessa o trabalho. E, também, urgente a necessidade de uma lei geral para o terceiro setor que venha contemplar as falhas sentidas ao longo desses 10 anos da lei de OSCIP´s. Uma lei geral que contenha leis setoriais específicas para cada área de atuação (saúde, educação, meio ambiente, cultura, etc.)

Outra questão abordada foi a possibilidade de o setor ter uma agência reguladora, a exemplo do que acontece na Inglaterra com as NPO´s = non professional organization, centralizando os assuntos e demandas da categoria em um órgão especificamente destinado a isso. Atualmente, a nossa Lei de OSCIP´s nem passa perto de uma proposta dessa. Mas, é uma questão boa para o debate e não foge da nossa realidade. Uma vez que já dispomos de outras agência similares como por exemplo a Anatel que regula as telecomunicações.

Enfim, o que se busca é a participação saudável e sustentável da sociedade organizada, interagindo com o Estado de Direito através da transparência de suas atividades, num contexto responsivo, sob orientações focadas num consenso que vai gerar equidade e inclusividade, efetividade e eficiência. E, a prestação de contas – tanto na contabilidade como na metáfora – será atingida.

A busca por excelência deve nortear nossas expectativas em qualquer setor de nossas vidas. Inclusive no Terceiro Setor.


(Paula Mesquita tem formação acadêmica em Comunicação Social, especialização em Políticas Públicas e Governo, Gerência de Projetos, ocupou diversos cargos na Administração Pública Federal - Poder Judiciário e também participou do cursou de extensão em Jornalismo de Políticas Públicas Sociais da UFRJ). 

Contato:

"A MÚSICA POPULAR NO RÁDIO PAULISTA, 1928-1960" (Thais Matarazzo)

PREZADO AMIGO,

EM ANEXO SEGUE O CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO "A MÚSICA POPULAR NO RÁDIO PAULISTA, 1928-1960" QUE ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 12 DE ABRIL, SEXTA-FEIRA, DAS 15 HORAS AS 17H30 HORAS, NO AUDITÓRIO WLADIMIR HERZOG, SINDICATO DOS JORNALISTAS, RUA REGO FREITAS, 530, SOBRELOJA, EM SÃO PAULO-SP.

PARA QUEM NÃO ADQUIRIU O LIVRO "A DINASTIA DO RÁDIO PAULISTA", DE VALDIR COMEGNO E THAIS MATARAZZO, NO DIA 12 DE ABRIL TAMBÉM ESTAREMOS AUTÓGRAFANDO ESTA OBRA. 
VÁRIOS ARTISTAS CONFIRMARAM PRESENÇA, QUE FAZEM PARTE DO LIVRO. FAREMOS UM BATE-PAPO RELEMBRANDO ESTES MOMENTOS DOURADOS DA ERA DO RÁDIO COM ESTES ARTISTAS.

A Música Popular no Rádio Paulista, 1928-1960 é o título da obra que resgata a memória da música brasileira e dos artistas da canção nacional que passaram pelos microfones da Rádio Record. Trata-se de uma saudosa recordação aos chamados “Anos Dourados”, quando as famílias tinham como principal diversão o Rádio. O livro revive a época em que nomes como Vassourinha, Isaura Garcia, Déo, Mário Zan, Elza Laranjeira, Conjunto Regional do Armandinho Neves, Demônios da Garoa, Neyde Fraga, Roberto Amaral, Cascatinha e Inhana, Esterzinha de Souza, Norma Avian, Vagalumes do Luar, Roberto Luna, Leila Silva, Duo Brasil Moreno, dentre tantos outros, eram ouvidos por todo o Brasil e faziam sucesso divulgando o nosso cancioneiro. 

A autora ainda reforça sua obra com a seção de anexos, que traz curiosidades sobre o Radioteatro Manuel Durães, homenagens prestadas a Vicente Celestino pelo povo paulista, os 100 anos do choro em São Paulo, entre outros temas. Este estudo foi o tema do trabalho de conclusão de curso de Jornalismo - Comunicação Social, em 2011, de Thais Matarazzo. Agora adaptado para livro, chega às mãos dos leitores, estudiosos da área, colecionadores e curiosos. Enfim, o volume aborda um tema inédito e tão pouco explorado no mundo da literatura que é a trajetória do rádio paulista, sua música e seus personagens.

Sobre a autora Thais Matarazzo
Paulistana, jornalista, pesquisadora musical e escritora. Pesquisa as memórias da "Era de Ouro do Rádio Brasileiro" desde 1999. Tem artigos sobre o tema publicado em diversos periódicos especializados, entre os quais, a "Revista do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro" e "Revista de Cultura Artística de Piracicaba". 


Também produziu 14 monografias inéditas. Durante o ano de 2012 viajou por diversas cidades do interior paulista e fluminense apresentando o projeto cultural (palestra + exposição) "Memórias da Música Portuguesa no Rádio Brasileiro, 1930-1960". É autora dos livros: “Irene Coelho, uma brasileira de coração português”, 2011; “Salomé Parísio, o Rouxinol do Norte”, 2012 (parceria); “A Dinastia do Rádio Paulista”, 2013, parceria com Valdir Comegno.

Editora: ABR 
Ano: 2013 
Brochura, 15x21, 164p. Ilustrado, P&B. Papel couchê 90gr/m².

MUITO OBRIGADA. COMPAREÇA!

ABRAÇOS MUSICAIS.
Contatos:
 thmatarazzo@gmail.com

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Chorando sobre um Poema (Tanussi Cardoso)


Chorando sobre um Poema
(Tanussi Cardoso)

Para Ferreira Gullar

Debruço-me sobre o livro:
o poema invade olhos, tecidos.
Vozes.

Que espada mais aguda
que o eco de seu som?
Que fogo mais forte crepita
eterno
além da paixão?

A palavra
viva
transcende a sua hora.
Sempre
é tempo
que não nasceu.

E o poeta é só
um homem
dentro
de Deus.

PARALELO (poema)

PARALELO
Nolento amanhecer vejo tua natureza
É forma pura da demonstração do belo
O albor dourado cobre de luz tua beleza
No encanto natural tens um paralelo.

Raios iluminados mesclam teus cabelos
Silhueta na sombra da canção a compor
Livre mutação da vida só um modelo
Linha tênue entre o tempo, o sonho e o amor.
Quero-te como quero a graça de viver
Meu amor ultrapassa o limite da razão
É verdade, não é ilusão nem quimera.

Viver sem teu amor é plantar e não colher
É não confiar no milagre da oração
É passar a vida na sala de espera

*por Rozelene Furtado de Lima

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PERDÃO DE UM ANJO


Perdão de Um Anjo

Quão pequena foste em não me conceber
Tirando-me o direito de te conhecer
Teu útero escuro tive que deixar
Porque me expulsaste? Não pude lutar...

O que eu queria era mesmo nascer
Foste mesquinha, me fizeste morrer
Tu foste mais forte, não pude evitar
Ao tempo que fraca, negaste me amar

Teu mundo é de trevas, total escuridão
Quem te delegou o poder pra matar?
Que Deus te absolva, tenha compaixão

Embora traído não hesito em te amar
Amo-te com pureza, libero o perdão
Renasci como anjo pra te perdoar.

( Beto Aciolo )

A CARA DA DOR


A Cara Da Dor

Sou a fome que come e consome a esperança da alma
A fome que expressa a tristeza medonha na cara
Eu não tenho nome, eu só tenho cara
Sou a cara da fome
Sou a dor da alma
Não elejo mulher, não opto por homem
Mato dois em um, feto e gestante
Eu não estou com raiva
Eu só sinto dor
Eu só tenho fome
Se eu tivesse um nome meu nome seria
A Cara Da Dor
Ou A Cara Da Fome?