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quarta-feira, 10 de março de 2021


 

terça-feira, 9 de março de 2021

 

A Bela Adormecida

      Os anos passaram e a vida continuou sem nenhuma agitação; a princesa fez quinze anos e como devia acontecer, dormiu por longo tempo até que um belo dia, um jovem e corajoso príncipe dirige-se ao seu quarto e descobre a mais bela jovem que nunca vira e, não resistindo, beija-a.

      Nesse momento, ela acorda, e a vida recomeça com um casamento suntuoso que os levaria para uma vida feliz para sempre.

      Não se alegrem, é só um conto de fadas bem antigo que fez muitas jovens dormirem no ponto e se deixarem levar por belas palavras e por doces beijos.

      Ontem ela foi adormecida. Ela só tinha quinze anos. Hoje ela acordou. Deixou de sonhar? Não. Ela sonha com uma nova realidade.

      “Vai ser coxo na vida” é maldição para homem;  “mulher é desdobrável”, diz Adélia.

      O sentimentalismo romântico, que carregou a figura da mulher durante séculos, está hoje, assistindo o seu final.

      Em todos os tempos, a mulher, mesmo não concordando, aceitou viver um papel que não correspondia com seus anseios, porque a tradição machista lutava com veemência para fazer valer a sua palavra, a sua força.


      Pouco a pouco, os próprios homens vão percebendo que um mundo de que a mulher está ausente é muito árido, muito solitário, sem sentido, sem calor. Ter uma mulher dentro de casa o dia inteiro, sem conhecer o lado de fora, as belezas e asperezas, é tirar dela a chance de se reconhecer como um ser social e sociável.

      Não há dúvida de que a presença da mulher no mundo é a confirmação da possibilidade de todos, homens e mulheres, continuarem a nascer e, embora esta seja a mais simplista das afirmações, é bom lembrar a ambos, que quase sempre esquecem.

      Como faríamos nós, mulheres, sem a força masculina que protege o nosso medo?

      Como fariam eles, os homens, sem a força sensível que os impede de usarem a força bruta, intempestivamente?

      Como faríamos nós, mulheres, sem esse caráter objetivo, definidor e arrojado que faz o homem correr sem limites?

      Como fariam eles, os homens, se em toda a sua corrida de luta, não houvesse lá longe uma imagem feminina que os estivesse esperando?

      Poderíamos criar dezenas de questões sobre o assunto e todas nos conduziriam sempre para a mesma resposta. Deus não criou o mundo para o homem ou para a mulher, mas para ambos, objetivando, além da procriação, uma convivência em que um e outro estariam se beneficiando e se entregando. E é isso que nós estamos querendo refletir aqui. Não basta saber que isso é uma verdade; é preciso fazê-la acontecer.

      Não adianta criar uma delegacia de mulheres para resolver problemas alheios baseados na força. É necessário que homem e mulher criem dentro de si a responsabilidade de quererem ser e estar para construir. Quem constrói uma vida não quer uma vida infeliz; toda árvore nasce e cresce para dar flores e frutos. Assim é a vida.

      Não usa a força aquele que a troca pela inteligência.

      Não usa a força aquele que se reconhece humano.

      Não usa a força aquele que é capaz de usar a palavra.

      Palavra que nasce  dentro do homem que nasce dentro de uma mulher.

      Quando um homem deixa de usar a boa palavra para usar a força, ele está trocando o plano de Deus. O mundo precisa dos homens, precisa das mulheres, mas nunca dentro de uma arena se digladiando. O mundo precisa deles construindo um novo projeto.

      É possível haver entre ambos os sexos, menos embate para que possa haver mais responsabilidade pela vida do outro?

      Perguntas e mais perguntas, sem respostas. Cada um de nós pode pensar e responder só para si mesmo, pois a cada um interessa a resposta. E, com certeza, a resposta existe e está na palavra.

      Dia 8 de março comemoramos o “Dia Internacional da Mulher”, e ficar remoendo fatos antigos como o que aconteceu nos Estados Unidos, há um tempo atrás, não nos ajudará a chegar a  um ponto comum.

      A nobreza de uma pessoa não está no seu gênero, mas na sua forma de ser e viver.

      Pode parecer romântico, mas se homem e mulher não encontrarem uma razão para sua união que não seja essa forma antiga de pensar e ser, ficaremos a ver navios por muito tempo e, apenas uma palavra será justificativa para uma briga, para a desunião.

      Repasso aqui um poema que parafraseei de Vítor Hugo, poeta francês, sobre o homem e a mulher. O dia é da mulher, mas ela sozinha é sem graça. Aliás, é a mulher a geradora da vida e ela nunca escolhe o que traz ao mundo. Um mundo de mulheres...? Será que alguma quer assim?

RELATIVISMO

                                                “O Homem é a mais sublime das criaturas...” (V.Hugo)

 

O homem é o mais ousado das criaturas. A mulher é o mais perspicaz dos seres. A ousadia descobre; A perspicácia recupera.

O homem é um herói. A mulher a domadora. O herói corre; A domadora percorre.

O homem é o topo. A mulher, a base. O topo engrandece; A base segura.

O homem é a cabeça. A mulher os membros. A cabeça pensa; Os membros envolvem.                       O homem é o sol. A mulher, o luar. O sol ilumina; O luar transfigura.

O homem é a parte. A mulher o todo. A parte depende; o todo compreende.    

O homem é o lençol que cobre. A mulher, a cama que espera. O lençol protege; A cama acalenta.

O homem é o amanhecer do dia. A mulher, a noite que chega. O amanhecer  esclarece; A noite invoca.

O homem é o batalhador da vida. A mulher é a geradora da vida. O homem ama a mulher; A mulher cria o homem.

O homem é  criação divina. A mulher a divindade do homem. A Criação é algo que se faz do nada; A divindade é a luz.

O homem foi feito para a mulher. A mulher foi feita para o homem. O homem luta e vence; A mulher ama e une.

O homem é o ser da razão. A mulher a razão do ser. Ambos se encontram; nenhum se sobrepõe.

 

Parabéns a todas as mulheres machadenses!

 

Olga Caixeta Vilela é professora e membro da Academia Machadense de Letras.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Lua - Uma Década Musical - MACHADO TV

A poetisa Nercy Maria de Lima - Viver, Sonhar e Sorrir - MACHADO TV

Jorge Bueno - Lago Azul - MACHADO TV

Lúcio Garcia - A vida é uma escola - MACHADO TV

Natália Campos canta "Ressuscita-me", de Aline Barros - MACHADO TV

Diogo Salles Luz - "Caminhando Juntos no Mesmo Objetivo..." - MACHADO TV

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Sérgio Fernandes Domingos - Novos Desafios, Novas Conquistas - MACHADO TV
Walter Garcia - o Diabo Loiro- MACHADO TV
Lucília - 53 anos de amor e devoção ao ser humano (Machado-MG) MACHADO TV
Flaviano e Cristiane Sobral (criadores do blog Cidade Alerta) - MACHADO TV
MARIA DO CEMITÉRIO (Graveyard Mary) - Progema Jô Soares 11:30 (SBT) anos 90.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A  ARTE DO ENTALHAMENTO

        A arte de entalhar (esculpir) em madeira começou cedo na vida de Alexandre de Almeida Leite, 53 anos. Incentivado pelos avós maternos, obteve ótimo resultado com a sua primeira peça: a silhueta de Cristo. Foi a partir daí, aos 20 anos, que sua trajetória começou.
        Foram anos de muito trabalho, dedicação e pesquisas constantes das formas exóticas criadas pela própria natureza encontradas nas matas e beiradas de rios da região. Alexandre possui um acervo com cerca de cem esculturas naturais. Ele foi membro da A.M.A.R (Associação Mineira de Artesanato Rural), e da “Entidade de Artesãos Mãos de Minas”, de Belo Horizonte.
        Durante uma exposição no Centro Cultural da Urca, em Poços de Caldas-MG, os membros da Paróquia de Presidente Prudente (SP) encomendaram-lhe que esculpisse a “Via Sacra”. O próprio Ministro da Eucaristia veio especialmente à cidade de Machado para buscá-la.
Admirado com a obra, o então Cônego Walter encomendou também para a Igreja de São Expedito.
      Em meados de 2000, a pedido do Cônego, Alexandre esculpiu o “O Cristo Ressuscitado”, obra agnóstica que foi colocada na Matriz durante a Páscoa. Atualmente ela se encontra no Salão Paroquial.
        
     Suas obras já foram expostas em Belo Horizonte (Loja ‘Mãos de Minas’ da Associação dos artistas de BH), Itajubá, Santa Rita do Passa Quatro e todas as cidades do circuito das águas: Caxambu (Exposição de Cavalos Manga Larga Marchador) onde seus trabalhos foram publicados em revistas especializadas; Baependi, Carmo de Minas, Três Corações, Conceição do Rio Verde, Soledade de Minas, Campanha, Lambari, Cambuquira e São Lourenço.        
        No interior de São Paulo expôs em Barretos (em parceria com a Loja ‘Billy Boots Cowboy’ de 2002 a 2003) onde vendeu para sheiks árabes, e Campos do Jordão (Haras Rancho da Neblina e no Restaurante Rei do Camarão). Alexandre já esculpiu mais de cem peças, algumas foram enviadas para Portugal.
Pedidos: (35) 99977-4972/whatsapp
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        A tempo: no Vale das Pedras, em Paraguaçu, existe uma árvore que fora atingida por um raio. No lugar onde o raio caiu surgiu formou-se o desenho de um manto. 
Muitos acharam ser o de Nossa Senhora. Alexandre foi chamado para dar mais detalhes nos contornos... Hoje o local é de peregrinação onde muitos afirmam ter recebido graças.




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

“DANÇAR  É SER FELIZ”

Para muitos, a Dança é uma comunicação com o infinito, o que transcende a nossa realidade. Maicon Fernandes Luís Graciano (o “Jacaré”), 30 anos, que o diga. Sua ligação com esta arte começou aos sete anos quando recebeu uma bolsa da antiga Associação Roy Vivian de Judô (atual RV Academia) para aprender a dançar com a professora Dayane Vieira de Carvalho.  
       
Aos nove anos, como assistente de sua professora, participou num projeto desenvolvido pela academia para ministrar Dança no C.A.I.C. O intuito era a inclusão social. Em 1999, aos doze anos, recebeu o convite da diretora Carmem para ensinar a arte aos alunos da Escola Rubens Garcia.
        
Em 2000, como coreógrafo, foi convidado por duas professoras de uma creche para desenvolver um projeto social. Em 2001, levou o mesmo à Associação dos Congadeiros, onde dedicou-se a trabalhar com adolescentes. ”Gosto de insistir com pessoas difíceis”, disse. 

Junto com uma equipe formada, ele deu aulas na Academia Corpo & Arte, da professora Eliane Mendes. Em 2002, Maicon montou sua própria academia oferecendo - por conta própria - bolsas para aqueles que desejassem aprender a dançar. 
Em 2005, como funcionário público, sentia-se contrariado por não fazer o que mais queria. Posteriormente foi para o Colégio das Irmãs compartilhar seus ensinamentos.

Entretanto, começou nessa época a pior fase de sua vida. Entregue aos malefícios do mundo, ele encontrou amparo nos ombros da irmã Zaira (ex-diretora do CIC). Mesmo assim acabou retornando à margem da vida. 

Surge, então, sua amiga Elyane Caixeta Dias, que o ajudou a enfrentar seus desafios arranjando-lhe uma internação em Santo Antônio do Monte, e depois em Papagaios (cidades do estado de Minas).

Hoje, aos 30 anos de idade, o professor, coreógrafo e personal dancer Maicon, ainda tem muito a oferecer. Os adolescentes, sua maior paixão, estão a espera de seus ensinamentos.

 “Agradeço a Deus e a todos que estiveram ao meu lado. Devo o sabor e a graça da Dança aos meus inesquecíveis professores: Dayane, Marinho e Francislene (de Alfenas)... Dançar é ser feliz!”, finalizou com sorriso.

Contatos: (035) 98716-2866





MONALIZA   ROCK


Em setembro de 2017, na cidade de Machado-MG, Liz Franco (voz), Jônatas Alves (guitarra), Cleyton Aguiar (baixo) e Alexandre Henrique (bateria) se reuniram para fazer o que mais gostam:  tocar Rock and Roll. Clássicos como Led Zeppelin, Janis Joplin, Black Sabbath, AC/DC, Creedence, entre outros, fazem parte da trajetória de cada um deles.
        
A vocalista Liz Franco foi integrante do Overture (banda cover do Rush), Drops Janis (tributo à Janis Joplin), Madame X  (opera rock com Amyr Cantúsio Jr.), Made in Brazil e Barata Cichetto (atual Cavator, banda estilo Stoner Metal). Alexandre Henrique e Jônatas Alves atuaram como freelancers em bandas da região e no Muleke Veio

Hoje cada um segue respectivamente os projetos Secüritate e Offence. Clayton Aguiar, além da sua banda Rockstia, formada em Conselheiro Lafayete-MG, tocou em bandas de baile pela região.O nome Monaliza Rock foi ideia do produtor Everton Ribeiro, proprietário do La Toca Homestudio

Reconhecedor do universo musical e dos contextos das diversas vertentes, Everton decidiu colocar em estúdio músicos com propósitos de realizarem releituras dos clássicos do Rock and Roll de forma livre, espontânea e intensa marcados pelos riffs gritantes da guitarra, grooves pulsantes de baixo e bateria, formando assim a harmonia perfeita para que o melhor dos clássicos seja interpretado por uma voz feminina de presença forte e timbre único.
        
O Monaliza Rock já se apresentou em Pouso Alegre, Alfenas, Varginha e Machado. Os ensaios vêm sendo realizados no estúdio La Toca Homestudio.

Contatos: (035) 99166-5906/98703-2281/99853-7010
Instagram: @monaliza_rock
Facebook: facebook/monalizarocks




sexta-feira, 27 de outubro de 2017


NEW WAY

*Carlos Roberto de Souza
       
        Surgida em 2011, a banda New Way vem se destacando como uma das grandes revelações do pop/gospel do sul de Minas.
        Sua formação conta com Mayara (vocais), Jhow (guitarra base/solo), “Gordo” (baixo), João Ubirajara (teclados), Emanuel (back vocal) e Altieres (bateria). Seus integrantes fazem parte do “Ministério de Louvor da 5º IPI”, localizada Np Bairro de Santa Luísa.
        Com letras próprias compostas por Emanuel e Mayara e Jhow, o New Way participou de Festivais de Bandas Gospel nas cidades de Pouso Alegre (onde ficaram em 2º lugar) e Boa Esperança, além de outros eventos como a “Marcha pra Jesus”, em Silvianópolis e no Congresso em Itajubá. Em algumas apresentações a banda conta com a participação dos amigos Edson (violão) e Osmar (baixo).
        O sonho de lançar o primeiro CD é o objetivo principal de seus membros, para isso eles buscam parcerias.
        “Há espaço para todos que queiram levar a palavra de Deus através do louvor. O mundo está carente de amor e de esperança no coração”. Disse Jhow.
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* Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.

domingo, 10 de setembro de 2017

PEGA  LADRÕES!!!

*Carlos Roberto de Souza


        Milhões, milhões e mais milhões, as cifras não param de acumular. Elas chegam munidas de gravações oficiais (e ilícitas), propinas e delações premiadas de bacanas bancando o “X-9”.
        As catástrofes naturais parecem não fazer jus às tragédias anunciadas mais do que a nossa infame Política. Dinheiro na cueca é coisa do passado, a onda agora é “apartamento caixa-forte”.
        Impunidade e Justiça andam de mãos dadas para sempre até que a nossa vã Aposentadoria os separe. 
Quem celebrou esse matrimônio sinistro que atire a primeira cédula!
        E o voto? Ah, o voto, tão carente, tão insignificante e, ainda por cima, vagueia balindo nos colégios eleitorais feito um bode expiatório, enquanto no Planalto Central, os lobos uivam nos corredores iluminados do Senado e do Congresso.
        Quanta sujeira travestida de paletós caros e gravatas importadas! Se gritar pega ladrões é gol...
        É Cazuza, a nossa piscina está cheia de ratos e o Brasil não corresponde aos fatos, e para piorar: tudo não para.
        A “República das Bananas”, como citou o escritor americano William Sydney Porter, corrobora com a nossa pífia Independência proclamada (?) por um príncipe diarréico sobre o lombo de uma mula!
        O Brasil tem solução? Sinceramente eu não sei. Quem sabe se o “alugássemos” como já se expressava Raul Seixas? Ou, simplesmente, saíssemos às ruas com lápis e papel na mão vociferando: “Cadê o Dinheiro que tava Aqui?”.

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*Poeta e editor e membro da Academia Machadense de Letras.

Foto: http://www.soqueriaentender.com.br/pega-pegapega-ladrao/



sábado, 11 de junho de 2016

                                               CIDADE FAROESTINA

Gandhi desprezava a chamada civilização da época atual. “É apenas uma camada superficial que encobre um coração feroz... Não se importa nem com a moralidade nem com a religião.” Sua definição da civilização verdadeira: ”Boa conduta” cita Henry Thomas.
Quem entende de boa conduta? Nós, que vivemos cercados de descaso, de corrupção, de assombros, de afrontas diárias?
Pois é! E com tudo isso estamos ficando famosos. Não há uma semana em que a nossa cidade de Machado não anuncie um assassinato, um roubo de carro, um assalto à mão armada. Isso tudo são fatos corriqueiros já por aqui.
A televisão já ironiza quando se refere a Machado e também já fala em manter um plantão aqui, para facilitar seu trabalho, pois, antes mesmo de chegar ao local de saída, outra chamada os faz voltar.
Como podemos ver, a fama nem sempre é bom sinal: Machado, famosa, porque está batendo recorde em outras cidades nos fatos negativos,nas atrocidades que estão governando a nossa civilização moderna.
Sempre gostei de filmes faroeste: davam-me prazer  assistir a eles pela TV e ver o “mocinho” chegar na hora certa e acertar os bandidos em “Rastros de Ódio”, “A Vingança de um Pistoleiro”, “ Promessa de Sangue”, “ O Dólar Furado”, a Série “Bonanza”, entre muitos outros.
Não preciso mais de TV para isso: não há mais distância entre realidade e ficção. Tais filmes andam acontecendo por aqui, (embora não deem nenhum prazer), debaixo dos nossos olhos, sem nenhum diretor cuidando de seu encaminhamento, e são de graça, mas, infelizmente, nunca aparece o “mocinho” para salvar ninguém.
Naqueles, os da TV, homens adultos eram seus personagens, trabalhando por uma carreira artística, para o sustento de suas vidas e de suas famílias; nestes, os de nossa cidade, são jovens, adolescentes que, matam por vingança, por uns gramas de droga, por vontade de mostrar poder.
Andam pelas ruas, esquecidos de si mesmos e de suas famílias que não sabem mais o que fazer por eles e, para eles, matar ou morrer, pouco importa.
Não buscam títulos de heróis, mas estão convencidos de que enchem de medo as ruas da cidade; têm pensamentos possuídos por forças maiores que os fazem acreditar que têm poder.
E nós, do outro lado, acreditamos que têm tal poder, já que estamos nos trancando cada dia mais em nossas casas, tentando resguardar-nos de ataques violentos ou de balas perdidas.
Alguém sabe o que fazer? Rezar adianta? Trancar todas as portas, colocar mais grades, alarmes e deixar acontecer do lado de fora, é isso?
Essa é a civilização moderna.
Alberti Cliffe nos conta que no Canadá Ocidental, há grandes florestas de árvores enormes, algumas das quais com milhares de anos de idade. Resistem a grandes tempestades, mesmo a terremotos e ventos furiosos. Entretanto, morrem frequentemente por causa de um pequeno inseto que penetra debaixo da casca e lentamente suga-lhes a seiva vital.
Assim é a preocupação: mina nossa vitalidade e pode nos trazer moléstias sérias. Ficaremos à espera das grandes moléstias, trancados em casa, destruídos em nossa vitalidade, sentindo horror ante os fatos e dizendo constantemente o mesmo chavão: Que Deus tome conta de todos nós?
Segundo o profeta Isaías o mundo melhor seria este: “ E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito, e o bezerro e o filhote do leão e o da ovelha viverão juntos; e um menino os guiará... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. E as nações converterão as suas espadas em relhas de arados, e as lanças em foices: não levantará a espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.”
Essa foi a formosa visão que Isaías legou a sua geração. E como o recompensou a sua geração? Como as gerações costumam recompensar os seus profetas. “Cortaram-no em dois, relatam os cronistas, com uma serra”.
Será que a civilização moderna se modernizou demais?
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*Olga Caixeta Vilela é professora de Português e membro da Academia Machadense de Letras.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Engraçado os nossos futuros candidatos a Ratos na Política!
Quando estão em campanha, seguram crianças no colo, distribuem beijos, sorrisos, apertos de mãos, abraços de "amigo urso"; além de consumirem aquele pastel quase verde na estufa (que será lembrado na manhã seguinte)...
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E,aí, quando vencem, sequer se lembram das mais simples promessas feitas aos cidadãos.
Se você tentar se aproximar de um deles, fatalmente levará para casa a lembrança de um soco, ou, se tiver muita sorte, apenas uma cotovelada.
Então, vai encarar essa, ou pretende dar um basta nas urnas?
A situação dos buracos em Machado-MG é tão caótica que só ouvindo esta canção profética da dupla Gino & Geno para nos confortar:
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"Puta que pariu, pisa no freio Zé
Veja em nossa frente o tamanho do buraco
Puta que pariu, pisa no freio Zé
Se o pé de bode cair, nós vamo tudo pro saco..."

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Esta pegada enorme está localizada na Rua Tucano (Vila Centenário).
Peço para que a Prefeitura tome as medidas necessárias.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

DIA DO PROFESSOR



*Olga Caixeta Vilela

Com a “Declaração dos Direitos Humanos”, que data de 1789, cuja tarefa era emancipar o mundo do feudalismo e dos privilégios da monarquia, ficou estabelecido que “ a finalidade de toda associação política é a preservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.”
É bem bonito! Esse parágrafo e muitos outros, também bonitos, nos tem sido ditos diariamente por todos os meios de comunicação e é também o que todos nós, professores, dizemos diariamente nas salas de aula, dentro de todas as escolas do país, o nosso Brasil brasileiro. Não há dúvida de que, sendo real, estaríamos quase no paraíso, só  faltando mesmo as macieiras, representativas da também bonita história da criação, por terras em que elas rejeitam nascer.
Num país assim, de tantas maçãs, não haveria o problema do petróleo, pois o homem estaria mais interessado em repartir maçãs que furar a terra. Num país assim, maçãs vermelhas à mão, não haveria o problema de “mensalões”, pois o homem não iria comercializar maçãs, mas saboreá-las ao lado de belas musas, bênçãos de todos os deuses, em festas iguais à da Ilha dos Amores. Num país assim, pois é... mas não é.
Estamos querendo falar de professores: afinal, o que são os professores num país assim como o nosso?
Não vou repetir palavras dos grandes sábios e educadores que dizem ser os professores a figura mais importante na vida de uma criança, aquele que ajuda a transformar a alma, aquele que está sempre presente.
Não vou dizer que ser professor é ser transmissor de verdades, pois  verdade é palavra de todos.
Não vou dizer que ser professor é ser cultivador do amor, pois o amor é a mola-mestra do mundo e deve estar impregnando todas as vidas.
Não vou dizer que ser professor é ser cultivador de seres, pois, desde o nascimento, qualquer ser só cresce apropriadamente com um grande cultivo através de mãos afortunadas.
Não vou dizer que ser professor é ser armazenador de conhecimentos, pois, conhecimento é algo que todo homem nascido e crescido pode ter por suas próprias mãos, uma vez que a palavra é dom de todos e está solta no ar.
Não vou dizer que ser professor é ser possuidor de potencialidades, pois, encontramos ao longo do tempo, crianças potenciais em saber, em querer, em fazer e manifestar-se.
Não vou dizer que ser professor é possuir uma força maior, guerreira, capaz de lutar para ver brotar o saber do outro, pois a realidade que se apropria de nós é bem outra: professores se escondendo atrás de muros para fugir aos perigos da nova era.
Não vou dizer que ser professor é ser alguém de incalculável sabedoria, pois, todos aqueles que têm sabedoria incalculável são prestigiados, recebem por seus méritos e não precisam fazer greve para receber 3% de aumento salarial.
Não vou dizer ainda que ser professor é ser aquele que guarda no coração os valores essenciais, pois guardar emoção significa pouco perto de toda necessidade que o professor-homem-mulher precisa para sobreviver e se afinar com a história nesse momento da história.
Não vou dizer que ser professor é ser aquele que não apenas ensina regras, mas aquele que desperta o aluno para aventura da vida, pois aventura nos dias de hoje tem um significado bem diferente: aventurar-se hoje é sair à noite para a escola e voltar para casa sem os arranhões de todas as cercas.
Desde o final do século XVIII que estamos querendo fazer crer na benignidade dos “direitos humanos”, mas não conseguimos soletrar com firmeza todas as letras de todos os seus parágrafos. Eu sou professora e me orgulho da profissão que escolhi.
Não porque dizem que ela é bonita ou venturosa, mas porque ela existe em mim e é assim que penso deve ser vista a figura do professor: Ele por ele mesmo. Esperar que os nossos direitos sejam ouvidos ou infectados de amor por alguém retira-lhe o sabor da vocação; retira-lhe a beleza da afirmação que ensina a oferecer sem receber em troca.
Esperar que os nossos direitos sejam inseridos no rol dos valores humanos é esperar muito de quem se apropria do poder para alegrar a vida ou fazer inveja aos seus opositores: eles ainda não cortaram o cordão umbilical, estão presos à vida e não enxergam sua incontinência.
O 15 de outubro é um dia em que os professores ficam fora da escola e recebem mensagens dos seus diretores, mas é só isso. Um dia como outro qualquer em que paramos para não pensar em mais nada. Temos um dia!
Que cada professor(a) receba este seu dia a sua maneira e não se esqueça de cantar um pouco “caminhando e cantando e seguindo a canção / somos todos iguais braços dados ou não... mas cantamos e somos felizes.
Parabéns a você, a mim e a todos nós que esperamos o sol brilhar com mais força todos os dias!

*Professora de Língua Portuguesa e Literatura. Membro da Academia Machadense de Letras.

FOTO: http://sjvnoticias.com/sala-de-aula-ontem-e-hoje/