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quarta-feira, 26 de maio de 2010

OS ESPINHOS LEVAM AO PERFUME (Rhosa Maria Ferreira)




      Foi a curiosidade de menina que levou a professora e artista plástica Rhosa Maria Ferreira a experimentar, misturar cores e texturas. Aprendeu a arte de pintar em tecidos com a professora Dulcilene.

Na Casa da Cultura participou do Projeto “Arte para Todos”, ministrado pela artista plástica Regina Salles. Na Biblioteca Municipal, Rhosa dirigiu um curso de “Decupagem” (técnica francesa de colagem). Sempre animada,

Ela aprendeu que na vida o importante é sorrir.

Quando tinha seis anos sentia fortes dores na perna. Aconselhado por um amigo, seu pai a levou para fazer alguns exames em Campinas (SP), onde foi detectado um “deslocamento congênito em seu membro inferior direito”; o que a levou a fazer várias cirurgias.

Aos 17 começou a escrever poesias e confeccionar cartões artesanais com fragmentos poéticos seus e de outros autores.

Em 2000, sua obra “Perdidos”, foi premiada pelo Concurso de Poesias da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras “Prof. José Augusto Vieira”. Seus quadros foram expostos, juntamente com os de outros artistas, na FUMESC e no CESEP.

Em 2007, a Biblioteca Municipal de Machado organizou uma grande exposição com os trabalhos de seus alunos.

Contatos:
Rhosa Maria Ferreira
Machado-MG / Brasil
(35) 3295-6481 / 9922-6481

 

sábado, 22 de maio de 2010

Rita de Cássia Amorim Andrade (escritora)


RITA DE CÁSSIA AMORIM ANDRADE nasceu em 02 de dezembro de 1939, na cidade de Simplício Mendes, situada no sul do Estado do Piauí, filha de Argolino Abdoral de Amorim e Amélia de Carvalho Amorim, uma família de cinco homens e três mulheres. Fez os primeiros estudos na cidade natal e deu prosseguimento ao secundário, em Teresina, capital do Piauí. Na infância já gostava de ler, fez o curso primário com distinção. 

Carregava a bandeira nos desfiles escolares. Sua primeira leitura foi “Don Quixote” em versão infantil. No terceiro ano primário já dava aulas particulares para alunos do segundo ano. Era campeã de tênis de mesa. Sofreu a morte do irmão, dois anos mais velho, almas gêmeas. Adolescente, em Teresina, lia compulsivamente revistas em quadrinho e romances. 

O primeiro emprego foi de secretária aos 21 anos. Aos 24 anos foi conhecer o Rio de Janeiro, onde se casou com um primo. Teve três filhos. Trabalhou em firmas nacionais e multinacionais, na área de informática. I

niciou curso superior em Informática, Administração e Letras/Inglês, sem concluir nenhum. Fez curso completo de inglês (IBEU); Introdução ao Estudo da Percepção e da Comunicação Através da Arte; Evolução de Equipamentos de Interior – Mobiliário (Fundação MUDES). 

Dedicou-se ao hobby da pintura a óleo. Lia constantemente e escrevia crônicas (inéditas). Retornou a Teresina, com a família. O filho primogênito (engenheiro elétrico – falecido) Os outros dois, um médico, outro, engenheiro civil. Dois netos. Pratica hidroginástica.

Possui uma minibiblioteca de 2.000 livros, em sua residência. 

Graduada em Licenciatura Plena em Letras (UFPI); Gramática Gerativa – Fundamentos (UFPI); O Artista e o Processo Criador (UFPI); Tropicalismo: Uma Visão Antropofágica (UFPI). Estagiou: Literatura Piauiense; Projeto de Incentivo à Leitura (UFPI). Participou: Semana do ERIC (Inglês) (UFPI); XII Jornada de Estudos Lingüísticos do nordeste (UFPI); Semana de Letras/Semana MÁRIO DE ANDRADE (UFPI). 

Palestra sobre divulgação e Produção Literária do Piauí - Escola “Santa Angélica” Teresina-PI - 2003; Reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cultura e à educação piauiense – Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina – FAETE - 2004. Presidiu Comissão Julgadora do Concurso Contos de Teresina – Prêmio FONTES IBIAPINA/2006 – Cadernos de Teresina – FCMC.

Formação técnica: Formação para Escrivães de Polícia Civil (Academia de Polícia Civil Dep. SEBASTIÃO LEAL- SSP-PI) PI; 1ª Jornada de Estudos Jurídicos da Justiça Federal do Piauí: Democracia e Justiça; Crime contra a ordem tributária; Lavagem de dinheiro; Crime organizado e seus instrumentos de combate; Quebra do sigilo da escuta telefônica.

Membro e Conselheira da UBE-PI.
Membro da UBE-SP.
 
Homenageada:
* Diploma – Láurea do Mérito Cultural FIRMINO TEIXEIRA DO AMARAL - Luís Correia – PI – Outorgado pela União Brasileira de Escritores do Piauí - 2006;
* “Mãe Esplendor 1992/Troféu CARLOTA CARVALHO FREITAS” – por Climério Lima/Jornalista;
* “Casal Bem Casados-1999-Artulino/Rita de Cássia” - por Elvira Raulino/Jornalista;
* “Destaque do Ano-2005” por Edilson Campos/Radialista;
* “Elegante do Ano/Musas do Ano-2007-/Troféu ELVIRA RAULINO” – por Edilson Campos/Radialista;
* “Escritora do Ano-2008” – por Edilson Campos/Radialista;
* “Mulheres de Ouro do Piauí-2008-Troféu Dra. FIDES ANGÉLICA OMATTI” – concedido por Elvira Raulino/Jornalista;
* “Destaque do Ano-2008 - Troféu ELVIRA RAULINO” – por Edilson Campos-Radialista.
* “Destaque do Ano-2009 – Troféu ELVIRA RAULINO” – por Edilson Campos-Radialista;
* “Mulheres de Ouro 2010 – Troféu ALDA NEIVA VELOSO”- por Elvira Raulino/Jornalista.

Obras:
·                    KAREN – Corpo e Alma  (ISBN 85-903030-1-2) (2002)
Lançamento:
-Academia Piauiense de Letras – Teresina-PI;
-Livraria The Books – Teresina-PI;
-Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina-FAETE;
-Secretaria de Cultura Municipal – Simplício Mendes-PI;
-Secretaria de Cultura Municipal – Altos-PI;
-Secretaria de Cultura Municipal – Picos-PI.
·                   
Alvorecer da  ALEARTES (Coletânea) (2004):
- A Crônica de Uma Menina (Crônica);
- O misterioso Juazeiro (Conto).
·                   
Coletânea ALEARTES (2005):
 -  Argolino Abdoral de Amorim – Uma Lembrança (crônica).
·                   
Antologia Escritores IV-UBE/PI (2006):
 - Reler O. G. Rego de Carvalho (Ensaio).
·                   
CLARISSA – Um Obscuro Amor (ISBN 978-85-903030-2-2) (2007)
Lançamento:
- Academia Piauiense de Letras – Teresina-PI.
·                    
PEDRA DO SAL – Um Pescador e seus Amores” (ISBN 978-58-903030-3-9)  (2009).
 Lançamento:
- Porto das Barcas – Parnaíba-PI;
- Comunidade da Praia Pedra do Sal – Parnaíba-PI;
- Brasília-DF;
- Academia Piauiense de Letras – Teresina-PI.
Verbetes:
*Dicionário Biográfico Virtual de Escritores Piauienses (Usina de Letras) – Adrião Neto;
*Dicionário Enciclopédico do Gurgueia – Jesualdo Cavalcanti Barros, Teresina, 2008.

*Escreve poesias e minicontos no site www.ritissima.com.br


quarta-feira, 19 de maio de 2010

INSTITUTO BUTANTAN EM CHAMAS...!


Imagine um edifício afastado de residências e de área comercial. Dentro dele, salas repletas de prateleiras de metal e estantes de madeira. Sobre elas, milhares de animais imersos em vidros com álcool ou com formol. 

Qualquer faísca poderia causar um desastre. Esse era o cenário do prédio que abrigava as coleções de cobras, aranhas e escorpiões do Instituto Butantan, incendiado no sábado (15).

Agora, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital paulista apuram as causas do fogo. Independente do resultado, pesquisadores afirmam que o que foi perdido jamais poderá ser recuperado. Era o maior acervo de cobras do mundo, cerca de 85 mil exemplares.

"O que desapareceu ali seria correspondente à queima de livros de várias bibliotecas grandes. Só que muito pior. Um livro poderia ser reimpresso, no Butantan cada indivíduo era único", lamenta Miguel Trefaut Rodrigues, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). A coleção foi iniciada há 120 anos. 

Além das cobras, contava com cerca de 450 mil aranhas e escorpiões. "É provável que animais já extintos ou em via de extinção estivessem catalogados lá. Com certeza, havia animais muito raros no prédio", afirma Rui Seabra Ferreira Junior, pesquisador do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Rodrigues, que começou a estagiar no Butantan em 1970, aos 16 anos, acompanhou o crescimento do acervo. "Conforme aumentavam as fazendas no Estado de São Paulo, mais pessoas eram picadas por cobras", contextualiza o pesquisador.

Para cada cobra, aranha ou escorpião vivo levado ao Instituto, era entregue uma ou duas ampolas de soro antiofídico. "No começo do século 20, o interior não tinha a estrutura de saúde de hoje em dia", explica. Assim, existiam animais coletados há mais 100 anos no prédio. "

Era um testemunho do Brasil que desapareceu, não conseguiremos trazer de volta aquela fauna de um século atrás", diz Rodrigues. Pesquisadores de outras partes do mundo também cediam exemplares para o Butantan. E, até hoje, animais recolhidos por bombeiros ou apreendidos pela Polícia Florestal e pelo Ibama eram levados para aquele setor.

Com esse material, era possível estudar o DNA dos bichos, acompanhar a evolução das espécies, checar como o meio ambiente influencia a evolução, conferir as novas espécies que estão surgindo e saber como era a fauna brasileira no começo do século passado. Qualquer pesquisador que pretendia estudar cobras do nosso continente teria que ir até o Butantan. "Era uma fonte inesgotável de pesquisa", afirma Rodrigues. 

O pesquisador conta que já aconteceu de uma cobra ser identificada como de determinada espécie, mas voltar a ser estudada anos depois e se descobrir que era de uma espécie nova. "Não estudar as espécies que estavam na coleção é o mesmo que deixar de lado a história da China ao pesquisar sobre a humanidade", explica.

Coleções em risco
 
Os animais coletados pelo instituto eram sacrificados de forma que não danificasse sua estrutura. Em seguida, era injetado formol no bicho. Após cerca de dois dias, ele era mergulhado no álcool. Com o tempo, conforme perde suas propriedades, o álcool deve ser trocado por outro novo. 

Segundo Miguel Trefaut Rodrigues, isso exige cuidado permanente. "Todas as coleções do mundo estão conservadas dessa maneira, mas em prédios mais modernos, que contam com alarme de incêndio, alerta de fumaça e sistemas que injetam CO2 na sala em chamas, eliminando o oxigênio que alimenta o fogo do ambiente", conta. 

"No Brasil, todas as nossas coleções correm risco, inclusive de plantas", conta. Ele compara a perda como se o mesmo ocorresse no Museu de Zoologia da USP, a maior coleção zoológica do Brasil, ou no Museu Nacional do Rio de Janeiro (UFRJ).

Aliás, ironicamente, hoje se "comemora" o Dia Internacional dos Museus. "Esperamos que isso seja uma grande lição ao país. De que adianta fazer propaganda de que o Brasil é o país da biodiversidade e do meio ambiente, se ele não cuida das suas coleções?", alerta Rodrigues. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Butantan, ainda não há o número exato de exemplares queimados. 

Alguns estavam emprestados para instituições em outros países. E, além disso, outros exemplares conseguiram "sobreviver" às chamas. Ao longo dos dias, funcionários estão retirando os exemplares do prédio e catalogando-os.

Início da história
 
O acervo de cobras foi iniciado em 1901 pelo cientista Vital Brasil, fundador do Butantan. As vacinas antiofídicas começaram a ser produzidas a partir dessa coleção de animais. O brasileiro foi quem descobriu que, para a picada de cada espécie de cobra, deveria ser aplicado um veneno específico. "

Os pesquisadores do mundo não acreditavam nele", conta Ferreira Junior. Até que, em um evento em Nova York, nos Estados Unidos, uma pessoa foi picada ao fazer demonstração de animais no zoológico. "Chamaram Vital Brasil para socorrer o rapaz com seu soro antiofídico", diz. Ele foi salvo. E o pesquisador passou a ser aceito e respeitado por toda a comunidade científica.

 *Por Isis Nóbile Diniz, da Redação Yahoo! Brasil


segunda-feira, 17 de maio de 2010

AMO VC, amo vc, amo vc... (Lucia Miranda)


Amo vc, amo vc, amo vc
E também adoro
E adoro tanto quanto
Eu amo
Ou..., amo tanto quanto
Eu adoro?!

O quê me dirá, Deus, disso
Se tanto amar e adorar
Veemente assim, enfim
Só à Ele
e por Ele

E porque Ele, só Ele
deve ter meu amor
minha adoração
meu querer
Sem que eu saiba, exatamente
a lógica real de tal porquê????

Não é justo!

E que mal faz
Se me apraz, apenas
Amar vc
E ficar desse jeito, à toa, rindo, de bobeira
Caindo pelas estribeiras
Porque amo tanto quanto

Adoro e quiçá imploro que
Ele me perdoe,
Não é tão sabido, comentado e verdadeiro
Que sentimentos intensos, quase únicos e derradeiros
São também a Sua
Presença constante
Onipotente, marcante

E eu assim delirante, porque amo tanto sei
Que Ele criou a mim
E logicamente,
Criou a vc
Para que eu possa
Sem nenhum pudor
Imersa e inteira em frenético calor

(Minha nossa!!!)

Só amar amar amar vc
E ainda não sabendo, querendo
Saber, se amo mais, amo, amo, amo
Ou se adoro, adoro, adoro vc

Todavia, não importa
O que Ele vai dizer
Ontem, ano passado, na outra semana
Ou, agora

Afinal é verdade, só a mais pura e simples verdade
Que eu amo tanto vc
Quanto vc me ama, me adora

E nada mais vem ao caso
Mesmo que lá no espaço
Ele nos olhe e se pergunte
Afinal, qual é a causa
De tal porquê

*Lucia Miranda é psicóloga e poetisa

FOTO:

terça-feira, 11 de maio de 2010

Morre aos 95 anos o Acadêmico José Mindlin

Quinto ocupante da cadeira 29, eleito em 20 de junho de 2006, na sucessão de Josué Montello, e recebido em 10 de outubro de 2006 pelo Acadêmico Alberto da Costa e Silva.

José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Formou-se em Direito em 1936, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi redator do O Estado de S. Paulo de 1930 a 1934. Advogou até 1950, quando foi um dos fundadores e presidente da empresa Metal Leve S/A, empresa pioneira em pesquisa e desenvolvimento tecnológico próprio no seu campo de atuação.

Em sua atividade empresarial desenvolveu grande esforço em prol do avanço tecnológico brasileiro e no processo de exportação de produtos manufaturados brasileiros.

De interesses muito diversificados, tanto no campo cultural, como da educação, da economia, da política (não partidária), da ciência e da vida empresarial, vem atuando há muitos anos em todos esses setores e fazendo parte de numerosos Conselhos e entidades, no Brasil e no exterior.

Foi membro do Conselho Superior da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) de 1973 a 1974; de 1975 a 1976, diretor do Conselho de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Secretário da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, quando estruturou a carreira de pesquisador.

Foi um dos fundadores da UNIEMP, entidade destinada a promover a aproximação entre a Universidade e a Empresa, e da qual atualmente é Presidente Honorário. Fez parte do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia – CNPq, do Instituto de Pesquisa Tecnológica, e da Comissão Nacional de Tecnologia da Presidência da República.

Foi durante muitos anos Vice-presidente da FIESP, tendo sido Diretor Titular do Departamento de Comércio Exterior e do Departamento de Tecnologia. Foi também membro do Conselho Internacional da FIAT, do Conselho Internacional do Unibanco e do Conselho do Banco de Montreal.

É membro colaborador da Academia Brasileira de Ciências e membro do Conselho de vários museus brasileiros, como o Museu de Arte Sacra de São Paulo, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e o Museu Lasar Segall; membro honorário do Conselho Internacional do Museu de Arte Moderna de Nova York.

É presidente da Fundação Crespi Prado, membro do Conselho da Sociedade Amigos da Biblioteca Nacional e da Casa de Cultura de Israel, presidente da Sociedade de Cultura Artística de São Paulo e membro do Conselho da Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Programas Sociais.

É membro emérito da Diretoria da John Carter Brown Library, de Providence, R.I., dos Estados Unidos, uma das principais bibliotecas do mundo de livros raros sobre as Américas, e da Associação Internacional de Bibliófilos, com sede em Paris. É presidente do Conselho da Aliança Francesa de São Paulo e do Conselho Editorial EDUSP (Editora da Universidade de São Paulo).

Recebeu o título de Professor Honorário da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, e o título de Doutor Honoris Causa em Letras pela Brown University, de Providence, R.I., nos Estados Unidos, pela Universidade de Brasília, Universidade da Bahia, Universidade de Tocantins e Universidade de São Paulo.

É membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco e da Academia de Letras da Bahia.

Recebeu o Prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano de 1998. Tem recebido numerosos e variados prêmios e condecorações, no Brasil e no exterior, destacando-se em 2003 o Prêmio UNESCO Categoria Cultura e a Medalha do Conhecimento concedida pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com apoio do CNI e Sebrae Nacional, além do Prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras. Eleito, em 1999, membro da Academia Paulista de Letras.

Foi casado com Guita Mindlin, nascida em 2 de agosto de 1916 e falecida em 25 de junho de 2006. Guita e José Mindlin tiveram quatro filhos: a antropóloga Betty, a designer Diana, o engenheiro Sérgio e a socióloga Sônia.

José e Guita compartilharam ao longo da vida a paixão pelos livros, que levou o casal a formar uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, que Mindlin começou a formar aos 13 anos e chegou a ter 38 mil títulos. Em maio de 2006, o casal fez a doação de cerca de 15 mil obras da Biblioteca Brasiliana para a USP. No conjunto doado à USP, constam obras de literatura, história, sociologia, poesia. Dentre as raridades estão documentos do século XVI com as primeiras impressões que padres jesuítas tiveram do Brasil, jornais anteriores à Independência e manuscritos que resgatam a gênese literária de grandes obras, como Sagarana (de Guimarães Rosa) e Vidas Secas (de Graciliano Ramos).

José Mindlin promoveu edições de cerca de 40 livros e revistas de arte e literatura, e de bibliografia brasileira. Publicou numerosos artigos e fez inúmeras conferências no Brasil e no exterior, em associações e universidades, sobre todos os assuntos de que se tem ocupado. É o autor de Uma Vida entre Livros – Reencontros com o tempo e Memórias Esparsas de uma Biblioteca. Lançou em 1998 o CD O Prazer da Poesia.

FONTE:

FOTOS:





REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.


Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'


Por Clarice Zeitel Vianna Silva


UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
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'PÁTRIA MADRASTA VIL'



Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.



Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.



Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.



A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.



E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade.



Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!



É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!



A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.



Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?



Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.



Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.



Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?



Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.



Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'



A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

*Por Clarice Zeitel Vianna Silva é estudante da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


Favor divulguem, aos poucos iremos acordar este "BraSil".










































segunda-feira, 10 de maio de 2010

PARA A MÃE ÁFRICA (Eu me rebatizo) (Samuel Congo da Costa)

(Em memória a Miguel M. da Costa)

Ao som dos tambores...
Para o povo que sofre...
Para arte profana...
Eu me rebatizo

Vou me rebatizar
Para ti Oh Mãe África
Dos ridículos da vida

Volto para ti
Para a Mãe África
Para o povo que sofre

Volto para ti...
Para música profana
Com todo o rigor

Eu me rebatizo
Para toda a música profana
Do batuque...

Dança a música profana
O batuque...
Para toda a música profana
Volto para ti

Oh mãe África...

*Samuel Congo da Costa é poeta

sábado, 8 de maio de 2010

SONETO (Rommel Werneck)



Os braços azuis, calmos e serenos...
A face opaca, a tez cheia de neve...
Num movimento lento, puro e breve,
O segredo de todos os venenos!

Os olhos leves, neutros e vazios...
Um corpo etéreo, pálido e celeste...
O perfume presente nesta veste,
A boca, objeto d'alma, toques frios... 

Tudo isto constitui um sonho sensível,
Repleto de reflexos e figuras...
Angelicais lembranças brandas, puras...

Alvas formas sublimes, sonhos plenos...
Vida real, verdade, algo possível...
O segredo de todos os venenos!

*Rommel Werneck é escritor e poeta









quinta-feira, 6 de maio de 2010

DESILUSÃO OU AMOR PROFANO? (Wilson de Jesus Costa)


                                                      
Quero sonhar que estou amando você
Você envolvida e em meus braços escondida
Na noite fria de doloroso e triste inverno
Inverno tão triste como o quanto estou triste agora
Quero sonhar que estou beijando você
Você encolhida com tua boca abocanhada em minha boca

Nossos corpos nus me faziam sentir o calor dos teus seios
O calor que nos deixava suarentos nos laços doidos da paixão
Noite após noite, por baixo dos lençóis amarfanhados de nossa cama
Rolamos de amor e de paixão enlouquecida
E um a um os dias foram passando em nossas vidas
Até você dizer: “Acabou, não quero mais!”
Desilusão foi o que restou de nosso amor profano.

Profano? Não! Nada foi profanado
Profana é a saudade que ficou em mim de teus beijos
O não sentir o roçar de teu corpo no meu corpo...
Agora ando profanando a desilusão que sinto num coração sofrido
Profano a vida, profano meus sentimentos, profano o amor
Só não mais profano a desilusão de nossos ofegantes desejos
Pois sinto a desilusão de não mais ter os teus beijos

Quero sonhar que estou amando você
Você envolvida e nos meus braços escondida
Quero ter o prazer do amor profano
Não quero que de nosso amor reste
A desilusão que me destrói e mata.

*Wilson de Jesus Costa é poeta

FOTO: http://ipt.olhares.com/data/big/168/1683373.jpg
 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PERDENDO A HORA (Ramilos)

Amor, perdi a hora.
Ao despertar corri a te procurar,
Mas, já não estavas, tenho falta de ti.

Meu corpo reclama, chama-te,
Quero-te para que possas
Todas as fantasias, sonhos e prazeres
No meu corpo realizar.

Oh! Meu doce anjo
Que tanto bem me faz,
E tanto martírio me traz
Amando-te à distancia...

Que mesmo assim me satisfaz.
É tão suave a tua voz
Quando me diz de teu amor,
Quero-te para que eu possa fazer
Do teu corpo meu caminho
De prazer.... Nele percorrer...

Da tua boca meu céu de emoção
Do teu peito meu canto de reflexão
Há outros lugares que desejo conhecer
Que me excitam e dá tesão.

(Ramilos)

O ESMAGAMENTO DA CULTURAL PORTUGUESA NO BRASIL (Claudia Tulimoschi)

Estamos aqui para dar uma notícia que muito nos entristece.

No ano que completaria 68 anos de existência e também no ano do centenário de nascimento de seu criador, o “Programa Joaquim Pimentel”, transmitido pela Rádio Bandeirantes no Rio de Janeiro, chega ao fim.

Para quem não sabe, Joaquim Pimentel foi poeta, fadista, ator, radialista, escreveu sucessos como “Só Nós Dois”, gravado por grandes nomes da música portuguesa como Tony de Matos e também no Brasil por Nélson Gonçalves, Ângela Maria, Fafá de Belém, entre outros.

O programa iniciou suas transmissões na Rádio Vera Cruz em 17 de outubro de 1942 e desde a morte de seu criador, em 1978 era transmitido na Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro, sempre aos domingos, pelo amigo e também fadista e poeta Antonio Campos, e pela também fadista Hélia Costa.

Um programa extremamente conhecido e que durante uma boa época teve até show de calouros, com platéia sempre lotada. Foi berço artístico de grandes nomes da música portuguesa como Adélia Pedrosa, Sebastião Robalinho e Antonio Campos.

E justamente numa época em que tanto se comemora a amizade entre Brasil e Portugal, até com escolas de samba promovendo essa união, por trás da alegria, a tristeza de radialistas, artistas, pessoas que vivem há anos lutando para manter viva a cultura portuguesa no Brasil.

O fim do “Programa Joaquim Pimentel” é um marco lamentável, que nos mostra que a verdade é que a cultura portuguesa no Brasil está agonizando. E o pior e mais vergonhoso, o programa está acabando por falta de patrocínio, assim como também o “Programa Seleções Portuguesas - Show da Malta”, apresentado por Oliveira Nunes, e mais outros dois programas.

Só no início deste ano de 2010 quatro programas terão suas transmissões encerradas e um outro terá seu horário reduzido por falta de apoio financeiro.

Fica aqui uma pergunta: não há um fundo destinado a promover a cultura portuguesa no mundo? Se há, porque não é utilizado para apoiar esses e outros programas? E os senhores empresários que comemoram lucros cada vez maiores advindos da parceria Brasil Portugal, vão ficar mais pobres incentivando a cultura?

Enquanto nas décadas de sessenta a oitenta víamos aqui no Brasil o sucesso de programas televisivos como “Caravela da Saudade”, “Todos Cantam sua Terra”, “Show da Malta”, “Portugal sob o Mesmo Céu”, “Imagens de Além Mar”, e também radiofônicos como “Júlio Pereira”, “Joaquim Pimentel”,” Irene Coelho”, e mais uma dezena deles, além de casas de fado no Rio, São Paulo e Nordeste, a partir dos anos noventa tudo vem acabando, pouco a pouco.

Os programas de TV não existem mais, artistas portugueses que vivem no Brasil não mais são convidados a participar de programas brasileiros como antes, são esquecidos até pela própria colônia, em suas próprias casas. Casas de fado foram fechando uma a uma, programas de rádio acabando. Tem algo muito errado acontecendo. Porque enquanto isso, você liga a TV portuguesa ou a rádio portuguesa e só ouve música brasileira. Casas de shows em Portugal lotadas com artistas brasileiros. Onde está a reciprocidade?

Há a desculpa que a imigração de portugueses para o Brasil vem diminuindo, que não há mais tantos portugueses e que os que aqui vivem estão velhos. Será? Mas e daí? Só português é que gosta de fado, só português é que gosta de Portugal? Uma desculpa no mínimo duvidosa, sem nenhum fundamento. Se assim fosse também não teríamos músicas americanas tocando nas rádios.

Artistas e radialistas vivem mendigando auxílio de seus próprios patrícios aqui no Brasil para sobreviverem. E na grande maioria das vezes nada conseguem. Percebe-se que o interesse pela cultura é nenhum, o que interessa mesmo é o lucro . Ninguém vai tomar nenhuma providência? Fica aqui o apelo aos órgãos responsáveis pela cultura portuguesa e aos empresários, que valorizem nossa cultura, que mostrem que se importam. Porque agora que querem tornar o fado patrimônio da humanidade, perguntamos: é assim que tratam o vosso patrimônio? Não é possível que nossa cultura seja assim desprezada.

Há centenas de empresários portugueses que vivem no Brasil, investindo maciçamente,e que com certeza devem patrocinar outras atividades, na maioria das vezes nenhuma ligada a Portugal. Façam alguma coisa. Tenham orgulho de sua cultura e de seu país. Não deixem que a música portuguesa no Brasil viva só de lembranças.

E a responsabilidade é nossa! Os brasileiros amam Portugal e as coisas de Portugal, nós é que não estamos nos dando valor. É hora de fazermos alguma coisa. Mas nada de discursos, festas, homenagens, e outras atitudes meramente hipócritas, precisamos de ações concretas. Nossos radialistas, artistas, as pessoas que promovem a cultura portuguesa no Brasil, precisam de dinheiro, de investimentos, de espaço e de respeito. É tão pouco para vocês , e significa tanto para eles.

O último programa Joaquim Pimentel foi ao ar no último dia dia 28 de fevereiro, às 12 horas na radio Bandeirantes a AM do Rio de Janeiro. Mas ao contrário de um ser humano ele pode renascer, sempre há tempo de se fazer algo. Mexa-se quem puder e tiver o mínimo de consciência, e quem tem ou teria a obrigação de promover a cultura portuguesa no mundo.

Desculpem o desabafo, mas não podemos mais nos calar com injustiças como essa acontecendo. Sei que muitos me criticarão, pois bem, mas que não o façam apenas com palavras, mostrem o que vêm fazendo efetivamente pela cultura portuguesa no Brasil.
 
 
*Por Cláudia Tulimoschi (Cardápio Cultural)
São Paulo - fevereiro/2010



TAÇAS ESCASSAS (Lucia Miranda)


Taças escassas para vinhos borbulhantes
Cintilantes, gotejantes, espumantes
O quê fazer?

Lágrimas esparsas derramadas de lembranças
apaixonadas e delirantes
Como perder, omitir e esquecer?

Às esfuziantes festas regadas em cascatas
de vinhos, música, convidados, cores
E aos esplendores agitados, de gotículas
Dos muitos e muitos champanhes.

Taças repletas de bebidas
Vazias..

Peças e pratinhos desertos
dos patés, foies, gruniéres, galantines
Mousses e champignons,

E entre a euforia incessante e barulhenta
Se deslocam (antes que esquentem...)
Coloridas garrafas de Perignons
Moets, Clicquots, Montrachets,

Mas agora, nesse preciso instante
Aonde foram todos
E o que é preciso para os reaver?

Taças desertas em salões vazios
Fugidios ecos dissonantes
Que quem sabe, fugiram, escaparam, se esconderam
Tudo foi banido, esquecido, em vão
Senão, quem sabe
Omitido, apagado
E num modo inteiramente tonitruante
Bem esmagado no fundo da minha mente
Soterrado, silente, isolado
Bem no fundo do meu coração.

*Lucia Miranda é psicóloga e poetisa