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sexta-feira, 29 de julho de 2011

NOSSA VIDA (Kira Penha Gonçalves)

O tempo...
Corre e escorre 
como areia 
na ampulheta do Universo
A vida caminha em Dós e Rés
Entoando sons
Muitas vezes fora do tom...
O tempo...
Transcorre e absorve
A vida
Vivida ou não
E como resultado de nossas ações
E de tantas outras ações
Sofremos
O tempo...
Caminha a passos largos
E na vida os sabores amargos
Escorrem em nossas Almas
Entristecendo o coração

O tempo...
Não perdoa
Atordoa 
Quando no pensamento
Há um tormento...
E num momento
Este sentimento tão lindo 
Verdadeiro
Soa assim, inverso
E para não morrermos de tristeza
Compomos com lágrimas
Nossos versos


*Kira, Penha Gonçales

 kiraescritora@hotmail.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BONECA DE PANO (Rosângela Álvares)

Vamos confeccionar uma boneca?
Temos o pano de varias cores
Combinando suas roupas
Com laços no cabelo.
Boneca de pano
Cara de pano
Boca de princesa
Sorriso nos lábios
Olhos verdes
Cílios bem grandes
Fica linda bem vermelha
Nas maças do seu rosto.
Parece a Emília
Que mora no sítio
Seu nome é Babi
E tem no corpo uma flor.
Uma flor tão linda
Desenhada com amor
Nas costas da Babi
Enfeitando com muita cor.
Cabelos lindos
cheio de laços
bate na cintura…
Fina de tão magra.
Boneca de pano
Cara de pano
Brinco com a Babi
No quarto dos meus sonhos.

*Rosãngela Álvares é poetisa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A MÚSICA (João Lucas de Paiva)

Música, arte antiga. Arte divina. Para os anjos, uma oração, para os homens a linguagem da alma. Só há música quando há sentimento. A música tem um idioma próprio, tem jeito próprio. E no meio das notas, das harmonias e melodias é preciso muito mais do que um bom ouvido para entendê-la. É preciso sentir. Quantas vezes choramos ao ouvir uma música? Uma música não precisa ter letra para transmitir algo.

Uma música não precisa ter uma “receita”. A música não tem rótulos, pode ser rock, sertanejo, clássica ou aquele sambinha de fim de tarde. Não importa qual é o seu estilo, música sempre será música.

As pessoas dançam conforme a música. A música não dita as suas regras, a sua tendência. A música não deve seguir uma moda. Mudar é preciso, e a música muda conforme você muda.

“O homem quando está em paz não quer guerra com ninguém...” Quantas vezes uma música nos acalma. Quantas vezes resolvemos tomar uma decisão após ouvir uma música. Para aqueles que fazem música, tomem cuidado: “A música é formadora de opiniões”...

A música traz boas lembranças, lembranças de um tempo que não volta. Lembranças de uma fase em nossas vidas onde o mais importante não era o dinheiro ou o poder, mas uma louca busca pela felicidade. Devemos guardar essas lembranças, pois “quando a gente gosta é claro que a gente cuida.”

Com a música percebemos que o tempo não para, na verdade, passa depressa e nós teremos sempre todas as idades. Viveremos a música de uma forma diferente. Hoje seremos sempre melhores do que fomos ontem e piores do que seremos amanhã. Assim buscaremos sempre melhorar, não só para uma conquista pessoal, mas para um melhor convívio com o mundo.

O samba, ritmo nacional, presente no sangue de qualquer brasileiro. Um gênero musical que tem a nossa cara, a cara do Brasil. Gênero que transmiti a felicidade desse povo, um povo sonhador e feliz. 

Embala desde o carnaval até o pagode. Reunir os amigos, as histórias e o amor pela música faz as pessoas pensarem na vida, faz pensar naquilo que realmente é importante. “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar...”

Quantos casais foram formados a partir de uma música, quantas pessoas já disseram o que sentiam com apenas um verso. A música está sempre presente nos carinhos entre duas pessoas. O amor sempre estará na poesia de quem canta e, somente, essas pessoas farão de uma história um simples e sincero relicário.

Criatividade, talento, estudo, sentimento e um toque de originalidade. A música acontece de acordo com o momento. Não é preciso compor, não é preciso letra e muito menos das suas regras. A música é livre, e a mistura de estilos torna-a sempre mais bela e nos mostra que na música não existe preconceito. 

O improviso mostra o controle do músico sobre o instrumento. Mostra que para a música não existe barreiras e ela sempre toca onde nenhuma outra arte consegue.

*João Lucas de Paiva é músico

Obs: este texto foi enviado por Bruna Gonçalves (formada em Letras)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"O TER, E O SER" (Di

“As pessoas estão mais preocupadas em TER e não em SER, o que elas não sabem, é que as duas coisas estão ligadas. Pois aquilo que faz para TER é o que te faz SER, e aquilo que faz para SER é o que te faz TER”.

Ter objetivos na vida é uma coisa muito natural, mas dependendo do objetivo e de como você o encara, pode ser prejudicial ao corpo e ao espírito. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados... As preocupações demasiadas e a dedicação excessiva no objetivo de “Ter” podem diminuir os problemas financeiros, mas também podem atrair problemas amorosos, pessoais e físicos. 

A dedicação excessiva pelo trabalho traz amargura para o coração e planta uma incompreensão que só existe na cabeça de quem age dessa forma. A pessoa começa achar que ninguém a entende, que a sua dedicação pelo trabalho que é responsável pelo bem-estar de todos, mas é ela que não entende a preocupação das outras pessoas com relação à sua saúde e ao seu bem-estar. 

A pessoa obcecada pelo trabalho encara a preocupação e a cobrança da sua família por mais tempo para eles e para o lazer como uma coisa ofensiva. Ela acha que a sua dedicação não é reconhecida, isso causa um afastamento da família e suas atitudes passam a ser irreconhecíveis à sua personalidade. A falta de tempo para o lazer, para a família e para cuidar do seu corpo, resulta em doenças, afeta o humor e prejudica o convívio social. Essas pessoas esqueceram que nasceram para Ser e não para Ter.

Temos que ter muito cuidado com o foco do “Ter”, pois na maioria das vezes, quando queremos algo demais e não medimos esforços nem consequências para consegui-lo, ele se afasta de nós e se torna obsessão. Um exemplo disso é o “Amor demais”. Amar alguém demais, gera imediatamente uma preocupação: O medo de perdê-la. Você se torna então dependente dela, da sua presença, da sua atenção, que acaba sufocando esta pessoa e levando-a a afastar-se de você, e o que você chamava de AMOR, se transforma na forma mais dolorosa do “medo”, e o medo atrai sentimentos negativos, e nesse caso, atrairá também a perda.

O “Ter” também gera duas preocupações: A de conseguir e a de não perder. Essas preocupações roubam o seu tempo e calam a voz do coração, te afastando do “Ser”... A simples felicidade de “Ser” é o que te aproxima do “Ter”. Essa é a maneira mais sábia de viver. Mas não pense que o objetivo de “Ter” é errado, apenas encare a sequência da vida de “Ser feliz para ter”, e não... Ter para ser feliz.

Mas se seu objetivo é “Ser”, mais rapidamente encontrará a convicção e a força necessária para conseguir todas as coisas por mera consequência. Seguro e feliz, não se importará com quantas e quão enormes sejam as dificuldades, você nunca irá desistir dos seus sonhos. Sua confiança em si mesmo e sua felicidade se refletirão na sua Essência, atraindo para ti coisas que nem imaginava “Ter”. 

Você terá tudo, por simples consequência do “Ser”. Ter objetivos nos tornam pessoas mais fortes, mais capazes, isso é muito bom. É claro que deve sempre visualizar tudo que deseja, pensar muito, dedicar muitos sentimentos intensos aquilo que quer, mas de maneira saudável, sem gerar uma (preocupação) com isso. A preocupação é o que te afasta daquilo que deseja, e a segurança que transmite ao desejo é o que realiza.

“Quando tudo que você se importar for aquilo que REALMENTE É, será quando terá tudo que não se preocupou em TER”.


Di OLIVEIRA
Livro: QUERO SABER QUEM SOU
Site: www.clubedeautores.com.br