ESPERANÇAS
NATALINAS
Bril
ha
lá longe uma grande luz que se assemelha àquela que iluminou o caminho para os
Reis Magos no dia do nascimento de Jesus, enquanto caminhavam até à estrebaria,
onde o Menino nasceu.
Essa
luz que brilha é o sinal de que o Natal está se aproximando.
Por
que fugir à tradição? Nada de errado em dizer que o ano termina, que o Natal
chega com novas esperanças de um final feliz.
Tudo
já se abriu para as festividades natalinas. As vitrines ganham nova cor e
diferença, luzes brilhantes piscam e repiscam alternadamente em cores e
furta-cores, a corrida às compras já ganhou as ruas, mais uma vez o mesmo de
sempre.
Qual
é a novidade do momento de 2012?
Outro
ponto ainda é que, depois de um ano vivido, nossos pensamentos e experiências
já não são mais os mesmos, nossos casos e acasos vivem em outro tempo, uma outra
realidade.
Dezembro
chega e não há quem fuja à regra: todos preambulam o momento da chegada do
Menino-Deus com perspectivas de renovação, de vida ampliada em direção à beleza
da existência, de promessas relacionadas às ações, certezas e incertezas que carregam
nossos momentos de contradições e faltas.
Dezembro
traz em si o prefácio da gênese da nossa era que culmina com o nascimento em
cumprimento a um projeto de Deus.
Nada
é novo em tudo.Há dois mil anos Jesus nasceu e consecutivamente o fato se
repete sempre novo para cada geração que também se renova aumentando mais e
mais as esperanças de continuidade.
E
nós comemoramos da mesma forma, com festas, luzes e presentes acreditando serem
estes os meios eficazes de ganharmos felicidade. E enquanto nos preocupamos com
o que temos de comprar, os deuses sopram para longe de nossos ouvidos o toque
do sino que chama por nossa presença como um sinal de alerta em direção à
descoberta da razão.
A
publicidade não consegue vender felicidade conforme nos diz Frei Beto, então
nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres,
naturalmente resultantes do quanto temos às mãos ou no cartão.
Mas,
como já disse anteriormente, não podemos fugir à tradição. Natal deve ter mesa
lauta com bacalhau, peru, bom champanhe e, para quem sobram algumas idéias e
alguns vinténs, até um caviar vai bem.
Com
cinco séculos já de Brasil, e com todo o aprendizado de todos nós, vamos
copiando receitas, refazendo costumes, repassando idéias e nos provendo de bons
desejos para que a tradição segure os pontos incomuns e deixe correr somente
aquilo que não está na moda.
É
dezembro! Bons fluidos ajudam a limpar o ar, lavar a terra e repor energias. Então,
é bom que pensemos mais coisas boas do que ruins, para que, no momento mesmo de
comemorar, os nossos olhos se admirem da beleza de sentir o abraço fraterno e
ouvir ainda os sinos repicarem o exato momento de “ já é dia 25!”
Que
todos nós tenhamos tempo suficiente para estar com o Menino que nasce e lhe
causemos boas imagens na hora de dar boa noite.
Que
todos nós possamos receber em nossas casas o sabor de sua visita e lhe
ofereçamos um lugar para ficar.
Que
todos nós saibamos lhe causar uma boa impressão no momento da ceia, repartindo
com os presentes o pão que temos às mãos.
Que
a força recebida nesta hora nos encha de graça suficiente para nos darmos as
mãos e garantir uma passagem de amor e paz.
Assim
será o Natal? Assim deverá acontecer ou a força da tradição ainda nos barra as
possibilidades humanas, impedindo-nos de reparar danos?
Pensando
e repensando formas fixas e idéias inacabadas vamos, a passos rápidos,
caminhando para as proximidades marcadas, para o balanço do último mês do ano.
E
neste embalo, todos corremos para um só rumo, certo ou não, caminhamos a favor
do vento ou não, mas vamos reinventando a vida. Vida farta de fé, de amor, de
luz, de razão, de ilusão, de fatos e de fotos. Tudo são marcas de uma vida que
começa e tem de continuar através da própria vida que é tão bonita de se ver.
Natal
é marca fixa e transitória, mas quando transita deixa raízes que criam novas
marcas, por isso é para sempre, para todos nós, para cada geração vindoura.
Natal
é o laço de Deus dado com o mundo que não se rompe, justamente porque Deus está
presente.
Natal
é força divina nas mãos do homem para que este se encontre em constante desejo
de transformação.
Natal
é hora de cantar parabéns a você para uma criança que já é homem, já é Deus,
mas se mostra como O queremos ver.
É
tradição, é verdade, é compensação ao homem, é força admirável que nos vem para
fazer-nos mais humanos e mais cristãos.
Que
em tudo que vamos viver neste mês de Dezembro e nas comemorações de Natal nos
venha para alegrar-nos a casa, nos venha para trazer-nos mais amigos, nos venha
para dignificar-nos como irmãos.
Feliz
Natal a todos nós, machadenses, e que o nascimento do Menino-Deus nos traga
sensações humanas fundamentadas nos ensinamentos de Deus..
(Olga
Caixeta)
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