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terça-feira, 30 de junho de 2009

A ARTE DE LER E ESCREVER

Quando escrevo registro lembranças,
Alegres e tristes da minha infância.
Na agenda programo a minha rota;
Represento por meio das letras,
Fatos que podem marcar a história;
Anos de glória!

Através da leitura vou até o paraíso,
Viajo pelo espaço, indo até o infinito.
Aprecio a beleza do mundo,
Trabalho a imaginação.

Aguçando a curiosidade,
Conheço diversas regiões,
Continentes diferentes,
Culturas e civilizações.

Como podem ver
Estão interligados
De grande Importância
Na vida de qualquer ser humano:
A arte de ler e escrever.

*Fabiana Cruz compositora e poetisa Salvador-Ba.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O MONSTRO DA LAGOA NEGRA

O cientista Carl Maia (Antonio Moreno), que procurava na região do Rio Amazonas fósseis antigos, encontra a pata de uma criatura desconhecida. Resolve então organizar uma pequena expedição e parte a bordo do barco "Rita" à procura de outros vestígios. Viajam até um local chamado de lagoa negra, devido às águas serem muito escuras, e lá acabam encontrando uma estranha criatura: um ser anfíbio muito parecido com o homem.

Considerado a maior descoberta de todos os tempos, o monstro passa a ser caçado pelos humanos que querem capturá-lo com vida. Após vários confrontos com o monstro, parte da expedição morre... As ótimas seqüências aquáticas envolvendo as lutas entre os pesquisadores e o monstro anfíbio, interpretado por Ben Chapman são o ponto mais alto deste filme produzido em 1954 e dirigido por Jack Arnold.

CORPSE GRINDER (a Brazilian Death Metal Band)

A Corpse Grinder é uma banda de Death Metal, que iniciou suas atividades no final de 1987, vindo a estabilizar sua formação à partir de Abril de 1990 com: Junior (guitarra/vocal), Rômulo (bateria) e Flávio (baixo).
A banda gravou as demos: "Necropsy" (1990), "Peace?" (1991), "Sick Entrails of Humanity" (1992), "Corpse Grinder" (1994) e na coletânea "Death or Glory vol.II" (1996), produzida pelo selo “Heavy Metal Records” (Americana/SP) na qual a banda participou com 4 músicas.

Após as gravações do CD "Death or Glory Vol. II" a Corpse Grinder se torna um quarteto, com a entrada do guitarrista solo Humberto e, em Janeiro de 1998, a banda grava sua quinta demo tape intitulada "Necrorealism". 
Em junho de 2000 a banda entra em estúdio para gravar o primeiro álbum “Persistence”. Atualmente a banda divulga seu segundo álbum “Celebration of Hate”, com uma produção superior aos trabalhos anteriores. O CD está sendo distribuído nos E.U.A, Japão, Polônia, Espanha, Portugal e Holanda pelo selo “Kill Again Records” (Brasília/DF).

Em Março de 2006, o guitarrista Humberto deixa a banda. Em seu lugar é recrutado Hélio (ex-Punho e Manifesto Metálico). A banda segue compondo novas músicas e finalmente em Setembro/ 2007 lança o terceiro álbum, “Hail to Death Metal Legions”, que segue fielmente a proposta da banda: tocar o velho e direto Death Metal. O quarto álbum, “Twenty Years of Grinding Corpses”, e o DVD ao vivo “Live in Campinas”, previstos para este ano, registram os 20 anos de estrada de uma das mais tradicionais bandas de Death Metal do Brasil.

Contatos: Juninho (35) 3295- 4563 ou c_grinder@bol.com.br

domingo, 28 de junho de 2009

EXÍLIO NA PRÓPRIA PÁTRIA (Ode a Gonçalves Dias)


Rhosa Ferreira*

Minha em árvores em extinção,
Queimadas ou roubadas,
Tem tráfico de pássaros belos,
Cantores de exótica plumagem.

Nosso céu tem muitas estrelas
Ofuscadas por cinzento fumaceiro.
Nossas várzeas inundadas,
Ou demasiadamente secas.
Nossos bosques desrespeitados.

A noite perigos grandes traz -
Violência, morros, balas perdidas...
Assaltos. Sobressalto-me -
Prisioneira da própria liberdade!

Minha terra tem corruptos políticos
Roubando do povo a boa fé,
Ensinando a descrença,
Multiplicando a miséria.

Não permita Deus que eu morra
Sem que veja renascer a esperança:
Sem que desfrute os primores
De toda a vida...
Sem que aviste por toda parte
O Bem maior dos que lutam a cada dia:
- a Dignidade resataurada!

*Artista plástica, poetisa e membro da Academia de Letras de Machado-MG.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ANA VITÓRIA DE ALMEIDA


Ana Vitória de Almeida
Dona Anita Vermenha
Quando menina, uma cabrita
traquina, travessa.
Se apaixonou aos 14, casou-se.

Teve uma vida sofrida!
A sua comida e das filhas;
Era maxixe cozido com água e sal,
pimenta verde com açúcar e farinha.
Período de seca nos anos 60
Onde viviam, no sertão da Bahia.

Obrigada a se ausentar
das própias filhas, Eliete e Celina;
Que não tinham roupa, uma única calcinha.
Para garantir um prato de comida
as suas duas mocinhas; Deu suas filhas,
a quem tinha condições de criar.
E quando a nuvem negra passou,
sem nunca deixar de ama-las, foi buscar.

Com seu corpo franzina
Pele enrugada do sol
No semblante do seu rosto,
expressão de mulher que sempre lutou.
As suas mãos calejadas de marcas
que mostram 75 anos, de luta no cabo da enxada;
Agora, é contra a doença inesperada.

"Esse poema é dedicado a minha avó Ana Vitória de Almeida, conhecida onde ainda vive como Anita Vermenha. Nesta obra conta um pouco da sua história de luta trabalhando desde criança na roça no cabo da enxada; Após ser abandonada pelo marido, a fome que passou com as duas filhas durante o período de seca e o sacrifício que foi obrigada a fazer para não vê as suas meninas passarem fome. Hoje depois de já ter vivido várias coisas durante toda sua vida, enfrenta a sua maior luta que é vencer o câncer".

FONTE: http://blogcomfabi.blogspot.com/2009/06/ana-vitoria-de-almeida.html

*Fabiana Almeida Cruz é a criadora do Blog Espaço Livre; cantora e poetisa.

MOMENTOS DE UM POETA

No silêncio da solidão
Com papel e caneta na mão
Momentos de um poeta
Com sede de gritar ao mundo inteiro,
Escrevo o que não posso falar.

Do que vem a mente
Opiniões, sentimentos,
Idéias e aflições
Momentos de um poeta
Com sede de gritar, ao mundo inteiro
Escrevo, o que só, não posso transformar.

Nos poemas que escrevo,
As emoções se explodem
Transparece no momento
Um pensamento de um poeta
Com sede de gritar, escrevo
Depois imagino, no que as pessoas irão pensar.

* Fabiana Cruz compositora e poetisa Salvador-Ba.
FOTO:http://br.geocities.com/corupasc/drummondestatua.gif

quarta-feira, 24 de junho de 2009

NOVO DIA

Se você, não sabe o que fazer
Basta se entorpecer...ao menos um pouco

E não se preocupe
Um novo dia geralmente vem
E mais uma vez
Nova chance nos é dada

Dados fatos factóides e concretos
Observe bem a velocidade máxima permitida
E se permita ir muito além das colinas
Neblinas nunca foram problema
É na chegada a hora da partida,
Pois o pra sempre foi ontem a tarde...

Cada dia, cada palavra
representam muito mais do que aparentam,
E significam absolutamente nada, perto da magnitude do momento

*Roberto A. é poeta

O PRAZER DA LEITURA


Como já disse Mário Quintana: “Os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não lêem”. A leitura além de ser uma atividade básica em nossa formação cultural traz inúmeros benefícios à saúde mental. Pessoas que têm o hábito de ler, falam melhor, conseguem expressar melhor suas idéias e têm um maior nível de interação com o ambiente em que vivem.Através da leitura, visitamos lugares que jamais imaginaríamos existir e conhecemos pessoas e culturas diferentes sem precisar sair do conforto de nosso lar.

O hábito da leitura tem que ser incentivado desde a infância. Crianças, mesmo antes de aprender a ler, devem ser incentivadas a ouvir histórias e a conhecer livros através de suas gravuras. Se uma criança vê seus pais como bons leitores certamente será incentivada a essa prática futuramente.Para que a leitura seja proveitosa, é necessário dedicar a ela algumas horas do seu dia e estar em um ambiente confortável. Ela deve ser considerada uma forma de laser e não uma obrigação.

Crianças e adolescentes que são pressionados a praticar a leitura raramente tomarão gosto por esse hábito.Quem tem o hábito de ler deve sempre comentar suas descobertas e os benefícios que adquiriu com essa prática. Isso servirá de estímulo e despertará a curiosidade de quem ainda não lê.Comece a praticar com livros pequenos, de linguagem mais simples ou revistas e jornais com assuntos variados.
Com o passar do tempo você estará lendo livros extensos e diversos com a mesma facilidade que lia os livros iniciais.Jornais, livros e revistas são portas para mundos e conhecimentos inumeráveis. Nunca é tarde para começar.Faça essa experiência e boa leitura!

*Bruna Gonçalves é formada em Letras pelo CESEP/Machado-MG

terça-feira, 23 de junho de 2009

ANDREA DUTRA

Andréa Dutra é uma cantora cuja voz foi talhada por muita MPB, jazz, samba e black carioca. O show Black Museu Brasileiro, contando a história do soul carioca, foi visto por casas lotadas, do Canecão ao Reveillon de Copacabana. Andréa abriu shows de Sandra de Sá no Teatro Rival, e teve Gerson King Combo, Claudio Zoli, Serjão Lorosa e Seu Jorge ao seu lado no palco. Sem contar com um infinito de músicos maravilhosos.

Estudou música na Pró-Arte. Foi indicada ao Prêmio Sharp pelo seu primeiro disco, Andréa Dutra, da Niterói Discos. Foi vocalista de Tim Maia. Foi afilhada de Sandra de Sá e madrinha de Nilze Carvalho, junto ao Arranco de Varsóvia, no Novo Canto. Em 2001 Andréa foi selecionada para integrar o grupo vocal de samba Arranco de Varsóvia, num teste com mais de 70 cantoras. Em 2005, o Arranco lançou o CD Na cadência do Samba, pela Dubas, e em 2006 venceu o Prêmio Tim de Melhor Grupo de Samba.

Em 2005 Andréa Dutra participou dos eventos pelo Ano do Brasil na França e fez show no Palácio de Versailles ao lado do pianista Paulo Malaguti. Andréa participou da coletânea Soul of Brazil, da gravadora americana You Records, e concorreu ao Grammy Latino de melhor canção do ano, em 2005, pela canção Disseram, de sua autoria, que vc pode ouvir aqui mesmo. Andréa se apresentou durante cinco anos nas tardes de sábado da Modern Sound, cantando jazz, mpb e samba ao lado do seu trio composto, na atual formação, por Paulo Malaguti, Augusto Mattoso e Caca Colon. O trio continua se apresentando por aí. A cantora tem participado de discos de outros artistas, como Amor mais que perfeito, do percussionista amazonense Gaudêncio Thiago de Mello, ao lado de Ithamara Koorax e Cris Delano; o Eletroacústico da Banda Zero; Planos, de Marcus Nabuco e De Paes para filhos, projeto infantil de Paulo Bi. Ao lado do violonista Marcus Nabuco, Andréa lançou, no segundo semestre de 2007, o CD O amor de uns tempos pra cá, com canções de amor de compositores contemporâneos. O CD está pré-indicado ao Prêmio TIm.

Em 2008, o Arranco de Varsóvia lançou a coletânea Samba e Progresso, pela Dubas e gravou o DVD Pãozinho de Açúcar - Arranco canta Martinho, ao vivo, na FECAP, com participação especial de Nelson SArgento e Martinho da Vila. Lançamento previsto para o primeiro semestre de 2009. Andréa prepara seu novo trabalho solo.


FONTE: http://www.myspace.com/andreadutra

segunda-feira, 22 de junho de 2009

JAGUARÉ, o triste fim de um grande goleiro

Seu nome era Jaguaré Bezerra de Vasconcelos, nasceu no Rio de Janeiro, filho de Antônio Bezerra Vasconcelos e Raimunda Tavares de Vasconcelos. Passou a maior parte da sua infância no cais e vestia-se mal. Aconselhado por um amigo, foi fazer um teste no Vasco da Gama. Logo que chegou começou a treinar no gol, criando logo uma certa intimidade com a bola chamando-a carinhosamente de “bichinha”. Valente e abusado, Jaguaré em pouco tempo se torna uma revelação vascaína naqueles anos 20.

Seu apelido era “Dengoso” e, sendo titular do Vasco, não admitia a presença de outro goleiro que pudesse tomar seu lugar. Quando isso acontecia ia treinar tiro livre. Assim que o pretendente a arqueiro ficava no centro da meta, Jaguaré desferia um tremendo chute levando-o a nocaute. Assim que levantava o infeliz dizia adeus e Jaguaré ficava todo feliz esperando a próxima vítima. Um dia desafiou Grané, um dos maiores chutadores do futebol brasileiro. Grané colocou a bola na marca do pênalti. A torcida gritava: “Cuidado Grané não mate o Dengoso, chute fora”.

Quando o juiz apitou muita gente virou o rosto para não ver o fuzilamento. O chute partiu. Jaguaré segurou a bola e caiu ouvindo um “anjo tocando harpa”. Levantou-se e rodou a bichinha no dedo... Nunca houve nenhum goleiro com mais facilidade de pegar uma bola! Podia ser o chute que fosse, um tijolo quente – como se dizia – e a bola perdia a força nas pontas dos dedos de Jaguaré. O Vasco, ainda na época do amadorismo, foi um dos primeiros clubes que reforçou seu time com jogadores negros, Em 1929, a equipe torna-se campeã carioca com um time inesquecível: Jaguaré, Brilhante, Itália, Tinoco, Fausto, Mola, Pascoal, Santana, Russinho, Mário Matos e 84. Em 1931, o Vasco segue para a Europa indo cumprir uma série de amistosos.

Depois a equipe vai para Barcelona (Espanha) onde estréia em 26 de julho com o estádio completamente lotado. No primeiro jogo o Barcelona venceu de 3 a 2. Depois o Vasco emplacou uma série de vitórias, culminando com a goleada de 7 a 1. Após concluir os amistosos, Jaguaré vai para o Barcelona, onde sente na pele o preconceito por parte da torcida e dos dirigentes. Em maio de 1932, após uma discussão, ele volta ao Brasil e, em 1934, passa a defender o Corinthians. A diretoria resolve substituí-lo pelo goleiro José Hungarez, o primeiro estrangeiro a vestir a camisa do Corinthians. Em 1938, Jaguaré embarca para a França para estrear no Olimpic de Marselles. Com ele, o Olimpic conquista pela primeira vez a Taça da França.

Após sua volta ao Brasil, em 1946, Jaguaré cai em decadência ao entregar-se ao vício da bebida. Perambulando sem eira nem beira, ele acaba ficando demente. Em sua passagem na prisão ele acabou batendo com a cabeça na parede da cela. O diretor da prisão – que o conhecia – vendo que o coitado apresentava um quadro de problemas mentais mandou transferi-lo para o Manicômio Judiciário de Franco da Rocha (mais conhecido como “Juquery”). Assim que chegou ao departamento foi Imediatamente foi hospitalizado, mas devido ao seu estado precário, Jaguaré, um dos maiores goleiros da história do futebol veio a falecer semanas depois.


* Adauri Alves é jornalista, escritor e fundador do Núcleo da Consciência Negra de Franco da Rocha (SP)

EU E VOCÊ

EU SOU O VENTO
E VOCÊ A BRISA.
SOU O TUFÃO
E VOCÊ O VENDAVAL.

EU SOU O CRAVO
E VOCÊ A ROSA.
SOU O POEMA
E VOCÊ A INSPIRAÇÃO.

EU SOU O CÉU
E VOCÊ O INFINITO.
SOU A ESPERA
E VOCÊ A ESPERANÇA.

SOU A LUZ DE UM CANDEEIRO
E VOCÊ A LUZ DO SOL.
SOU O INÍCIO
E VOCÊ A ETERNIDADE...

* Agamenon Troyan é escritor e poeta.
*Fabiana Almeida Cruz é cantora, compositora e poetisa.

Contato: machadocultural@gmail.com

www.myspace.com/tarokid2003

TROVADORES URBANOS

Foi num Dia dos Namorados, 12 de junho de 1990, que os Trovadores Urbanos fizeram sua primeira serenata paulistana, resgatando uma singela tradição e emocionando uma cidade desacostumada com manifestações afetivas dessa natureza.

Os quatro músicos Maída, Juca Novaes, Eduardo Santhana e Valéria, seresteiros desde a infância, decidiram cantar e encantar as pessoas e o sucesso foi tanto que não demorou muito para que as serenatas se transformassem em presentes, homenagens ou comemorações entre aqueles que se querem bem.

Além das serenatas, o grupo original também conduziu carreira musical fazendo shows por todo o Brasil e exterior, gravou seis CDs, cantou trilhas sonoras para programas e novelas e ainda desenvolveu diversas outras opções de homenagens.

Hoje, Trovadores Urbanos é uma verdadeira empresa de entretenimento romântico e original, com inesgotáveis idéias para homenagear, impressionar, promover, incentivar ou emocionar as pessoas.
O número de serenatas pela cidade cresceu tanto que o quarteto original precisou de reforço. Hoje, uma equipe de mais de 50 músicos autônomos se revezam nas cantorias, saraus e homenagens pela cidade.

Independente do local e do homenageado a receber a serenata, o resultado de qualidade e profissionalismo dos Trovadores é o mesmo, garantido por uma preocupação constante com a direção musical e aplicação de programas de qualidade.

SITE:http://trovadores.uol.com.br/

Contato: (11) 2595-0100 / 3871-2666

FILHA OU MÃE?


*Luíza Bravo

Hoje, almoçando com meus pais, vi uma cena que, não sei exatamente porque, me tocou e me fez pensar sobre a vida sob diversas perspectivas, ao mesmo tempo. Na fila do buffet, uma senhora de seus 60 anos ajudava a mãe a se servir. A senhorinha, muito bem arrumada, tremia muito e já não conseguia fazer isso por conta própria. Também era notório o quanto estava deslocada naquele ambiente tumultuado, famílias inteiras se encontrando, casais de namorados, executivos discutindo negócios.

Acabei deixando as senhoras passarem na minha frente, não sei bem se por educação, compaixão ou, inconscientemente, para poder observar aquele pedaço da vida do qual, nós, jovens, normalmente nos esquecemos: a inversão dos papéis. Sim, chega uma hora da vida em que os filhos passam a tomar conta dos pais.

Os anos passam e, de repente, vem a vida e te avisa: “é hora de fazer a sua parte, de retribuir tudo o que esses caras fizeram por você durante tanto tempo.” Assim, sem qualquer preparo, os filhos começam a cuidar dos pais. Sim, talvez já tenham criado seus próprios filhos, mas como passar a tomar conta daqueles que cuidaram de você a vida inteira? Para quem ligar quando a mãe ou o pai tem febre, se sentem mal e já não podem mais fazer nada sozinhos? Meu Deus, como a vida é irônica!

Não obstante, atrás de mim, ainda na fila, chega uma moça com menos de trinta anos, e uma menininha, de menos de dois, no colo. A mãe, com os olhos brilhando de encantamento sobre o maior presente que a vida podia ter lhe dado, perguntava qual “papá” a criança queria, e ria a cada sorriso dado por aquele pedacinho de gente.
Não passava, certamente, pela cabeça da moça, que um dia aquela pequenininha vai crescer e, ainda mais tarde, ela vai se tornar a “pequenininha”, a frágil, a desprotegida. E aquele bebê, que hoje ela agarra e defende com unhas e dentes, vai passar a lutar com os próprios dentes, e a machucar com as próprias unhas, quem ousar fazer algum mal àquela que lhe colocou no mundo e a preparou para ele.

Não sei se mais alguém naquele restaurante estava livre o suficiente para reparar no “encontro” que reparei. Talvez os namorados estivessem envolvidos demais um com o outro, e os executivos, entretidos demais com seus laptops, para repararem nessas “banalidades”.

Mas, quem sabe, em uma daquelas mesas, estivesse outra pessoa observando tudo aquilo e pensando, como eu, que um dia, aquela menininha, já com seus sessenta anos, vai servir o “papá” da mamãe. Com prazer, espero.


* Luíza Bravo é jornalista

Contato: luizabravo@hotmail.com


FOTOS:
http://www.unipe.br/system/upload/2008/setembro/idosa.jpg

http://2.bp.blogspot.com/_VFoHpTVlTYM/SCjcRTp-1ZI/AAAAAAAAAHA/E92s9ziVDlc/s320/mae_negra_g.jpg

sexta-feira, 19 de junho de 2009

NÓS...


O que sabemos da vida? Tudo?
O que sabemos sobre cair?
Cai, levanta-se, se limpa e continua?
Machuca-se, chora, xinga, para?
E a dor, o que se sabe da dor?
Sente, guarda, suporta?
Usa-se no medo, na saudade, na ausência?
Somos todos vagos, desinteressantes...
ricos de sabedoria mundana
com mãos vazias e corpos nus.

Somos crianças choronas,
adolescentes problemáticos,
mães histéricas e pais ausentes.
Somos todos! Não excluirei João nem Maria.

Um dia quando caí, o poço era escuro demais,
frio demais e minhas mãos tremiam.
Meu medo temeu meus medos e eu sonhei o fim.
Ali eu achei que meu toque, que meu som,
que minhas lágrimas não repousariam mais nos colos vazios,
em rostos tristonhos, em olhos mudos.
Ali eu desisti.

Fiz uma pausa e calei,
calei até o que não devia calar...
Eu avaliei os destroços de minha jornada,
do que chamei de vida estes dias...
No meio do nada, o nada do nada foi meu tudo
e eu pude estar em comunhão com o divino
ser e pude mais, muito mais. Eu pude tudo! Como pude.

Cair, doer, julgar são ações involuntárias.
No fundo não as queremos, mas as atraímos de uma forma ou outra.
Pois não existe levantar sem cair,
Entrega sem dor,
Humanidade sem julgamento,
O que sabemos da vida? Nada!
“Ser forte é desistir enquanto ainda é possível”


* Carmen Locatelli é poetisa

Contato: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/carmenlocatelli.

BLUES, viagem da alma


Denilson Rosa dos Reis*

Parte 1: Origens

O Blues tem sua origem entre os negros que foram trazidos da África para atuarem como mão-de-obra escrava nas lavouras de algodão do Sul dos Estados Unidos. Durante a labuta diária, assobiavam melodias simplificadas – apenas cinco notas, chamadas de escala pentatônica – para exprimir os sentimentos de suas almas: dor, lamentos, saudade... Nesta época, não usavam nenhum instrumento, pois eles eram, por parte dos brancos, associados à magia. Assim, a voz era o único instrumento. Com o fim da escravidão, mas não da segregação e da exclusão social, muitos negros passaram a viver do Blues, como músicos em pequenas casas noturnas, as jook joints, verdadeiros barracões de madeira, numa mistura de casa de show, bar e boate. Foi nesta época, início do século XX, que começaram as lendas de bluesmens – homens do blues – que vendiam sua alma ao demônio em troca de tocarem e comporem melhor seus Blues. Lendas e mitos a parte, o certo é que o Blues deu origem ao sofisticado Jazz e ao popular Rock’n’roll. Neste contexto, temos a primeira geração do Blues, ou Geração do Delta, em virtude do Blues ter nascido no Delta do rio Yazoo, um dos braços do famoso rio Mississippi. Alguns bluesmens que destacaram-se: Leadbelly, Blind Lemon Jefferson, Big Bill Broonzy, Robert Johnson – o homem da encruzilhada – e a Diva Bessie Smith.

Parte 2: Da Lama a Fama
Com o sucesso dos primeiros bluesmens, logo veio a fama, alcançada pela chamada segunda geração do Blues, ou Geração de Chicago. O Blues deixa de ser rural para se tornar urbano. Os instrumentos acústicos aos poucos começam a ser substituídos pelos elétricos. O violão vai dar lugar à guitarra e os palcos passam a ser mais sofisticados deixando as jook joints para a história. Destacam-se neste período: Howlin Wolf, Muddy Waters, Willie Dixon, John Lee Hooker, T. Bone Walker e BB King. Com a popularidade do Rock e o culto ao Jazz, o Blues entrou num período de obscurantismo.

Parte 3: Branco de alma negra
No final dos anos 60 e início dos 70, roqueiros, principalmente ingleses, passaram a tecer rasgados elogios a bluesmens, que tratavam como Mestres. Em entrevistas de bandas como Rolling Stones, os nomes de BB King, Muddy Waters e John Lee Hooker eram citações esperadas. Surge neste contexto, a terceira geração do Blues ou Geração do Pós-guerra, em que se destaca o nome de Buddy Guy. A partir daí, o mundo passou a descobrir o Blues. Nas décadas de 70 e 80, o mundo passou a reverenciar o Blues. Os velhos bluesmens, agora chamados de Mestres do Blues passaram a fazer shows constantes e gravar discos regularmente, ao mesmo tempo em que jovens músicos começaram a dedicar-se exclusivamente a tocar Blues, embora com uma “roupagem” e uma “pegada” mais contemporânea, mas não menos competente. Neste momento o Blues deixa de ser uma música exclusivamente feita por negros e passa a ser criada por músicos que tenham a alma negra do Blues. Como disse Jimi Hendrix: “todo mundo tem algum tipo de Blues para oferecer, seja você negro, branco ou roxo”.

Professor de História, músico e fanzineiro
Contatos: tchedenilson@gmail.com
Imagem: Alex Doeppre (Novo Hamburgo/RS)

MÃE


Mãe
ES do coração a Nação.
Raiz existencial,
Luz na escuridão.

Mãe
Teu abraço aquece
Acalenta e trás o pão.
O fruto sagrado
De tuas entranhas.

Mãe
Embala o coração.
Da saudade faz a
Grande pirâmide
Fortaleza, e esteio.

Mãe
Grandeza, e beleza,
O mundo te fez Maria
Senhora do meu
Universo.


* Dora Dimolitsas é poetisa

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=12120880784804029146

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MEDO DE AVIÃO

Nunca tive medo de viajar de avião. Os aviões me causam mais estranheza parados no solo do que na altitude. Tirando o momento da aterrissagem quando na maior parte das vezes meus ouvidos parecem estourar, todo o restante do vôo me é prazeroso.
Até me divirto desfrutando dos serviços de bordo, cuja qualidade é, cada vez mais, inversamente proporcional ao custo de uma passagem aérea fora das promoções-relâmpagos de bilhetes a 50 ou 10 reais.

Lembrei-me, agora, da prática ambulante daqueles que vendem nas ruas e atraem consumidores com gritantes promessas de produtos mais baratos. Mas, façamos justiça: as companhias aéreas – mesmo atoladas em dívidas e à beira da falência – mantêm seu requinte e optam por trocar a poluição sonora pela visual, enchendo-nos de GIFs animados.

Ao voar, fico sempre com uma sensação de familiaridade, mesmo viajando por entre nuvens. Você já reparou que quando se está voando – não sei a tripulação que deve lembrar que tudo ali é técnicas e máquinas e que não há nada de natural na tecnologia – a maioria das pessoas age como se voar a 900 km/h, percorrendo longas distâncias em frações de minutos e estando a mais de 10 mil metros de altura, fosse a coisa mais normal para um ser humano fazer.

Bem dizer, nascemos para voar! Tanto quanto os pássaros com suas asas e penas, temos coletivas asas metálicas e um belo tanque de combustível. Ocorreu-me agora que essa naturalidade é necessária, do contrário cada avião seria uma bomba prestes a explodir zilhões de impulsos histéricos, causados pelo pânico de se estatelar ou de virar poeira no ar. Não cheguei a liberar a Dona Histérica que existe em mim, mas em minha última viagem tive como companheiro o tal do medo de voar. Ia de Fortaleza para São Paulo, com meus pais – marinheiros, opa! Passageiros de primeira viagem – e meu irmão. Foi em agosto último, há um pouco mais de um mês do pior acidente aéreo da América Latina, ocorrido dia 17 de julho. Infelizmente, esse recorde é brasileiro, então um pouco dele também é meu, já que há 32 anos nasci nas terras canarinhas de Alencar...

Pelo menos, tenho o consolo de não fazer parte do seleto grupo lúgubre que desde então carrega consigo marcas bem mais dolorosas: a da saudade e da tristeza que tomam conta da gente quando perdemos alguém de forma irreversível. É, porque mesmo eu que acredito em reencarnação, acho que quando morremos algo se perde pra sempre, pois a vida continua, mas continua de uma maneira diferente. Afinal, quando a morte chega deixa em nós um estranho vazio.

Mas, lá estava eu, na poltrona 19B, numa situação bem parecida com a de um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco que há décadas atrás cantava: “foi por medo de avião que eu segurei pela primeira vez a sua mão...”. A mão era da minha mãe. Naquela decolagem, pela primeira vez, tive a sensação de sinceramente segurar a mão de minha mãe. Ela estava receosa. Com aquele receio que todos sentem em sua primeira vez, seja na cama ou no céu.

Tive a sensação de sinceridade por perceber o quão era sentido aquele aperto de mão. Ela que tantas vezes silenciosamente me protegera, agora pedia – também em silêncio – proteção a mim: sua filha mais velha e já experiente com as linhas aéreas... Naquela fração de segundos, eu não saberia dizer qual dos medos que me acometiam era o maior: se o de sofrer um acidente aéreo ou o medo de decepcioná-la. Nem agora consigo definir, pois nas armadilhas de minha memória não consigo reviver plenamente esse momento. Não consigo e nem quero. Já me bastam essas linhas.
Lembro, porém, que naquele momento fiz uma escolha: não decepcioná-la. Então, rapidamente me vesti da naturalidade costumeira daqueles habituados a voar e passei toda a segurança necessária. Deu certo. À medida que o avião ganhava altitude sentia que minha mãe era invadida pela certeza de que nós seres humanos nascemos para voar. Em alguns minutos, ela soltou minha mão e sorriu aliviada, aproveitando a viagem e o serviço de bordo. Mas, um medo ainda me intrigava; o medo de viajar de avião. Depois de tantas decolagens e aterrissagens estávamos eu e um iminente ataque de pânico, sentados na mesma poltrona, com cintos afivelados à espera do barulho de turbinas e dos solavancos característicos no alçar do vôo.

Tinha duvidado do poder da criatividade humana e de suas invenções. Por alguns instantes, perdi a certeza de que é natural ganharmos os céus... Essa inquietação me fez ir atrás dos motivos para a minha falta de fé. Em um lampejo, recordei as tantas e tantas reportagens sobre o pior acidente aéreo da América Latina que sistematicamente havia visto. Lembrei-me de como foi terrível todo aquele espetáculo midiático, toda aquela exposição. Mais uma vez, constatei como a mídia – com a desculpa de mostrar a verdade – especula e maltrata quando quer e como nós nos deixamos torturar... E percebi que o estranho vazio que a morte deixara em 17 de julho tinha respingado também em mim.

*Klycia Fontenele, jornalista e escritora.

klyciafontenele@gmail.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

MARIANA BORGES BIZINOTTO


Mariana Borges Bizinotto é poetisa. Nascida em 06/10/1989 e natural de Uberaba, mora atualmente em Uberlândia, onde cursa Artes Visuais na Universidade Federal de Uberlândia. É amante da literatura, da poesia, da linguagem, das artes, das mídias, do cinema e principalmente da vida. Capta do essencial, a cada detalhe desta e traduz tudo em poesia e arte. A escrita apareceu em sua vida muito cedo e promete acompanhá-la por toda a vida.

Já publicou em jornaizinhos e participou de concursos literários, tendo se destacado em alguns. Recebeu troféu pelo 1º lugar no IV Concurso Literário "Prêmio Cleber Onias Guimarães" em 2004. No ano seguinte conquistou o 2º lugar na quinta edição desse mesmo concurso. Recebeu menção honrosa no II Prêmio Literário A Gazeta e participou da antologia organizada. Atualmente publica seus trabalhos poéticos de variados temas e pontos de vista em seu blog: Reflexos da Existência Humana acessível no endereço eletrônico http://poesiamarianabizinotto.blogspot.com/.

Obras que se aproximam de uma linha existencial e refletem sobre a vida e cada acontecimento banal do cotidiano. Afinal são esses acontecimentos, a princípio triviais, que constroem os seres humanos e determinam suas ações individuais e na sociedade. Ela apresenta-nos visões de mundo, ou mundos... Escrever para ela é uma expressão de vida e uma forma de sociabilizar as descobertas e reflexões que sua sensibilidade lhe proporciona.

Blog da escritora: http://poesiamarianabizinotto.blogspot.com/

terça-feira, 9 de junho de 2009

ELIETE ALMEIDA (minha mãe guerreira)


AMA O PRÓXIMO.
FAZ O BEM SEM OLHAR A QUEM.
GRANDE SER HUMANO.
 
QUEM ESTEJA A BEIRA DE UM ABISMO,
SOCORRE E AMPARA.
DANDO SUA CARA, A TAPA.
 
ULTRAPASSA BARREIRAS E OBSTÁCULOS.
ENFRENTA TODAS AS DIFICULDADES
DA VIDA, SEMPRE,
DE CABEÇA ERGUIDA.
 
É UM EXEMPLO DE DIGNIDADE,
AMOR, BONDADE E AMIZADE .
 
ELIETE ALMEIDA,
MINHA MÃE GUERREIRA.


*Poema de Fabiana Cruz compositora, poetisa e promotora cultural (Salvador/BA)almeida.fabicruz@gmail.com

FONTE:
http://blogcomfabi.blogspot.com/2009/06/minha-guerreira-eliete-almeida-traicao.html#comment-form

segunda-feira, 8 de junho de 2009

POLÍTICA E FUTEBOL: paixão e compromisso


(ARTIGO DE OPINIÃO)

Muito interessante uma frase que li “Participação política e futebol: paixão e compromisso”. É interessante refletirmos no seguinte, que o ser humano passa horas assistindo o jogo de bola, seja em casa ou pessoalmente, chegando muitas vezes a enfrentar perigosas torcidas organizadas, em nome de um esporte, de um lazer, que não fará muita diferença em sua vida e de seus familiares, mas acha difícil ir exercer sua cidadania votando, o que diferentemente do futebol, terá interferência direta em sua vida e na vida de sua família.

Podemos ainda no exemplo do futebol, observar que em época de Copa, todo mundo usa verde e amarelo nas ruas, mas nas urnas o patriotismo é exercido pelo coronelismo, que hoje, em vez de “mandar ameaçando” ele “manda pagando”, comprando os eleitores, que estão mais preocupados com o resultado do jogo que com o resultado das urnas.
A participação política hodierna não pode ser um mero obrigatório onde de má vontade as pessoas vão votar numa data específica e rogam praga quando essa data vira duas em virtude do segundo turno. A participação deve ser livre e consciente, onde pessoas com mínimo de 16 e sem máximo de idade votam por que querem participar da vida política do país, pois mais vale meia dúzia de votos conscientes e honestos, que o Brasil votando de qualquer jeito, em qualquer um. Adianta ser obrigatório?

Apesar de a democracia ser um regime de povo, diferente da aristocracia, é um absurdo as opções de escolha. Para dar um cheque pra comprar remédio ou alimento no Brasil, muitos estabelecimentos não aceitam, por não confiar que tem fundos. Mas os políticos processados de várias maneiras, parecendo mais um “kama-sutra” de tantas formas de processo quanto se pode experimentar, se candidatam e vencem, mesmo de dentro de cadeias, fazendo parte de milícias ou como o Paulo Maluf, que usa o slogan “Rouba mas faz” e ainda usa a piadinha de sua colega Marta Suplicy (não menos corrupta) “Relaxa e goza”.

A participação na vida política visa exatamente termos qualidade no voto consciente, afim de não sermos governados por esse tipo de gente, bem como possibilitar ao eleitor conhecimento e desejo pela vida pública limpa e honesta.


Autor: Claudio Roberto Fernandes*

O autor é Acadêmico de Administração da Universidade Federal de Ouro Preto e
Acadêmico de Direito da FUMESC


FOTO: http://www.carloscereto.globolog.com.br/Dualib.jpg

domingo, 7 de junho de 2009

FREAKADÉLICOS


Formada na cidade de Curitiba (PR)no começo de 2008 com o nome de Traveling Band,e tocando covers simples de várias bandas como Black Sabbath, Creedence Clearwater Revival etc. Típica banda de guris adolescentes. No começo tocávamos apenas por diversão, mas hoje em dia visamos algo à mais.

Ainda somos uma banda de garagem, mas já trabalhamos com covers de bandas diferentes como Grand Funk Railroad, Frank Zappa, The Moody Blues, Camel e as clássicas como The Beatles e CCR. Procuramos um som totalmente baseado na psicodelia sessentista e no peso dos anos 70.

Possuímos algumas composições próprias e estamos trabalhando em cima delas. Os Freakadélicos é uma banda curitibana formada por:

Kaio César (Baixo e Vocal),
Lucas Rosa (Teclados),
Nicholas Novak (Guitarra e Vocal),
Rodrigo Rosa (Guitarra e Vocal)
Milindro (Bateria).


MYSPACE: www.myspace.com/freakadelicos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O SORRISO DA MONA LISA


Em um canto escuro
Repousa um quadro.
Dentro dele, um sorriso aprisionado,
Enigmático, com sede de liberdade.

Testemunha dos mais salientes segredos
Das mais tristes revelações,
Da mais singela promessa
À mais cruel das desilusões.

Calado, paciente... aprisionado.
No coração do silêncio
Enfurecido ruge,
Exigindo tudo,
Até mesmo o que não mais lhe resta.


*Agamenon Troyan ( escritor e poeta)

Contato: machadocultural@gmail.com


Foto: Miriani Lucas estudante de Letras/CESEP-Machado-MG)

terça-feira, 2 de junho de 2009

GUILGAMECH


Guilgamech que é dois terços divino e um terço homem foi personagem principal de uma das historias mais antigas do mundo. O herói que construiu as muralhas da antiga cidade de Uruk, na guerra reconheceu seu irmão e após sua morte pela maldição da deusa Ichtar fez uma imensa jornada em busca da vida eterna.

Historias que inspiraram Valleck Grinder no ano de 2006 criar um projeto paralelo há horda Thy Vengeance ,horda de Black metal com temas de possessão demoníaca a qual era baterista e tecladista.

Em 2005 Valleck entra em estúdio e grava 2 sons: Eternal horde e Idem. O Thy vergeance encerra suas atividades no mesmo ano sem terminar as gravações de estúdio, Valleck com a permissão de outros integrantes utiliza as guitarras já gravadas por E. enthroned e C. dusk, incluindo baixo, bateria e teclado. Esta música acaba também fazendo parte do primeiro single, A new Messiah From the Cold Hell.
A demo IDEM foi lançada pela Vampiria Records em 2007. Valleck foi integrante da horda Mercyless Empire de 1997 a 2000 da cidade de Machado/MG gravando as demos Gardens of Lilith e Sactuary of the fear. No ano de 2000 torna-se integrante do Morbodoom da cidade de Varginha/MG de 2000 a 2004, gravando o CD/Demo Army of Hell.

FONTE: http://www.myspace.com/guilgamechhorde